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Diário de Sorocaba

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<< DIÁRIO comemora 57 anos sempre ao lado da evolução de Sorocaba

Publicada em 05/07/2015 às 02:07
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Fundado em 1958 pelo jornalista Vitor Cioffi de Luca, o DIÁRIO DE SOROCABA está virando nesta data mais uma página de sua história. Completando 57 anos, o jornal mantém a mesma seriedade e convicção que motivaram o seu fundador a colocá-lo nas ruas. Naquela ocasião, o DIÁRIO já trazia na sua primeira página um editorial que mostrava qual seria sua linha de conduta, mantida até os dias atuais. Vitor de Luca permaneceu à frente do jornal até 13 de novembro de 1998, quando veio a falecer, junto com sua esposa Thereza Conceição Grosso de Luca, em razão de um acidente de carro ocorrido nas proximidades de Itapeva, quando retornava de Piraí do Sul (PR), sua terra natal. A partir daí, a direção do DIÁRIO passou a ser exercida pelos seus filhos, Maurício e Walter de Luca.    
 
Desde sua fundação, um dos principais objetivos do jornal sempre foi  participar ativamente da vida de Sorocaba, ajudando-a a se desenvolver juntamente com a região, seja noticiando suas reais necessidades e conquistas, seja fomentando discussões em todas as esferas públicas e privadas. Essa proposta de trabalho é que sempre esteve e continua até hoje entre as principais metas do DIÁRIO DE SOROCABA, que nunca deixou de contar com a aprovação da população sorocabana.
                    
LADO A LADO COM O PÚBLICO - Para o jornalista Maurício de Luca, a proximidade com o público leitor sempre foi uma forma positiva de o jornal desenvolver suas atividades ao longo de tantos anos. "Foi justamente esse contato direto com os sorocabanos que contribuiu para que pudéssemos estar lado a lado com a cidade impulsionando o seu desenvolvimento", afirma. Ele acrescenta: "O nosso desafio continua sendo o mesmo de sempre, ou seja, estar sempre ao lado do público que nunca deixou de nos prestigiar; sobretudo agora, com a concorrência da internet e das redes sociais, temos de seguir estreitando cada vez mais a parceria que sempre mantivemos com os sorocabanos em geral".
 
O jornalista Walter de Luca também tem a mesma linha de raciocínio, entendendo  que é de suma importância o jornal continuar estabelecendo um elo cada vez mais forte com todas as classes sociais e faixas etárias. "Nós temos que estar sempre focalizados no dia seguinte, até porque as coisas se transformam com muita rapidez da noite para o dia, exigindo muito mais de todos nós que militamos na imprensa", diz ele. "Entendo, por exemplo, que a internet é um recurso a mais de informação à disposição de todos, principalmente dos mais jovens, que muitas vezes, em primeiro lugar, procuram a notícia na internet, mas, para se aprofundar nela, eles vão buscar mais informações no jornal impresso. Antes de ser uma ameaça, a internet é mais um meio de comunicação." 
 
PROTAGONISTA DA HISTÓRIA  - Na verdade, no processo da informação - e atingidos diretamente por ele - não nos cabe mais dizer que somos apenas profissionais receptores que se acomodam com uma determinada situação. Ao contrário, passamos a ser, como nunca, protagonistas da história, que segue o seu curso. É assim que pensa o jornalista Cláudio Grosso, diretor de redação do DIÁRIO. "Conhecendo a cidade, o Brasil e o mundo em tempo real, não é mais possível tratá-lo como se fosse apenas virtual."     
 
Com relação aos longos anos de existência do jornal, ele diz que, apesar de não terem sido poucas as dificuldades enfrentadas, é preciso perseverança para preservar uma empresa jornalística. "Em primeiro lugar, ao longo de sua trajetória, o DIÁRIO sempre teve um corpo de funcionários e de colaboradores dos melhores. Eles sempre se constituíram no nosso material humano mais valioso, responsáveis por chegarmos até aqui. Falamos dos valores de profissionais qualificados que sempre ajudaram a preservar a integridade do jornal." 
 
Bandeiras ajudaram Sorocaba e cidades vizinhas 
a se transformarem em Região Metropolitana
 
DIÁRIO adentrou aos anos 90 lutando pela duplicação da Rodovia Raposo Tavares, realidade que avança cada dia mais
 
Certamente, os mais jovens não conseguem vislumbrar hoje as agruras que muitas situações de algumas décadas traziam ao cotidiano da comunidade sorocabana e regional, como uma Rodovia Raposo Tavares, importante e praticamente única forma de interligação entre as cidades que compõem a região liderada por Sorocaba, em pista única, mal sinalizada, toda esburacada e palco de constantes acidentes com vítimas fatais. Mas era assim até praticamente o início dos anos 90, motivando o DIÁRIO a iniciar mais uma das mobilizações que marcaram sua história de aspirações, lutas e cobranças públicas nestes 57 anos de existência. A partir de reflexão profunda de seu então diretor – e fundador -, jornalista Vitor Cioffi de Luca, e equipe redatorial, transformada em editorial de primeira página, o jornal passava a liderar nova campanha comunitária regional, desta feita pela mais do que urgente necessidade de duplicação da Raposo. Foram meses de campanha, com a adesão imediata de lideranças políticas, prefeitos, vereadores e representações de muitas outras diferentes expressões da sociedade local e regional, logo sensibilizando o então governador do Estado, Mário Covas, que reconhecendo a importância da luta do DIÁRIO veio pessoalmente a Sorocaba e, em memorável encontro com prefeitos no Ipanema Clube e depois de ouvir manifestação eloquente do jornalista Vitor Cioffi de Luca, convidado pelo cerimonial do Palácio dos Bandeirantes para discorrer sobre a mobilização que o jornal encetava, anunciava finalmente o início das obras de melhoria e duplicação da Rodovia Raposo Tavares.
 
2015 está representando um novo marco na história de desenvolvimento e progresso de Sorocaba e de cidades circunvizinhas, sempre presentes – frise-se – nas preocupações editoriais do DIÁRIO, com a implantação da Região Metropolitana de Sorocaba. Também esta conquista pode ser tributada à duplicação da Raposo Tavares, que se ainda não completa em sua totalidade de mais de 400 quilômetros, até a cidade de Ourinhos, avança a cada dia que passa, agora seguindo prioridade da administração do governador Geraldo Alckmin, que inclusive há alguns anos veio pessoalmente à redação do DIÁRIO, numa de suas passagens por Sorocaba, para reconhecer a importância de tal mobilização em boa hora aberta um dia pelo jornal.
 
A mobilização pela duplicação da Rodovia Raposo Tavares foi, porém, apenas uma das muitas encampadas pelo DIÁRIO DE SOROCABA, fiel às linhas editoriais muito bem delineadas pelo jornalista Vitor Cioffi de Luca, em seu “Bom Dia” publicado à primeira página da histórica edição inaugural de 6 de julho de 1958. Apenas a título de curiosidade e resgate histórico lembramos que uma dessas primeiras ações do jornal em defesa dos interesses dos sorocabanos aconteceu logo depois de sua fundação, quando o Município também ganhou sua representação local da Comap, a Companhia de Abastecimento e Preços, criada pelo Governo Estadual para controlar através de tabelamento oficial os preços de certos produtos, principalmente gêneros alimentícios integrantes da cesta básica. A medida, contudo, logo se mostrou inócua, não conseguindo, por exemplo, conter abusos e mais abusos praticados por certos comerciantes, em prejuízo da população. E o DIÁRIO não deixava por menos, como se constata folheando muitas de nossas edições do final de 1958 e do ano de 1959, com reportagens denunciando esses preços exorbitantes e cobrando respeito às tabelas distribuídas pela Comap, que se mostrava, por sua vez, incapaz de controlar a situação, originando também daí uma sucessão de demissões de presidentes e diretores locais do órgão, até a sua extinção definitiva.
 
Ainda em 1959, o jornal cerrou fileiras junto à comunidade local para que Sorocaba, já com avançado desenvolvimento urbano e populacional, viesse finalmente, depois de inúmeras tentativas infrutíferas registradas ao longo dos anos 40 e 50, a ganhar o seu primeiro destacamento de Corpo de Bombeiros. O crônico problema de falta d`água na cidade também ocupa muitas páginas do DIÁRIO em suas edições dos primeiros anos de circulação, adentrando à década de 60. Apenas a criação de uma autarquia específica, o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), no início da administração do ex-prefeito Armando Pannunzio, em 1966, amenizaria um pouco o problema.
 
A mendicância, sobretudo a falsa mendicância, nas ruas da cidade (hoje são os `moradores de rua´ que, vez por outra, desafiam a paciência e o bom coração dos sorocabanos, sobretudo diante da ineficiência de políticas públicas instituídas sem muito sucesso pela Administração Municipal); a questão do favelamento, incluindo a problemática área de Vila Barão (antigos terrenos do INPS), só resolvido no final da década de 70, já no governo do ex-prefeito José Theodoro Mendes; a implantação do Aeroporto; a pavimentação da estrada Sorocaba-Porto Feliz e a conclusão do Estádio Municipal, no bairro de Santa Rosália, foram ainda algumas das centenas de outras lutas comunitárias da sociedade sorocabana que podem ser destacadas como bandeiras também do DIÁRIO ao longo desses anos todos.
 
A implantação de uma nova interligação rodoviária para São Paulo, culminando com a inauguração da Rodovia Presidente Castello Branco nos anos 70, passando bem próximo da cidade, foi outra luta vitoriosa do DIÁRIO. Pelo primeiro projeto da nova estrada rumo ao Oeste do Governo do Estado, a Castello Branco passaria bem longe de Sorocaba! – José Benedito de Almeida Gomes.

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