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<< Falência das empresas na cidade cai 37,5% Para economista, características do empreendedor sorocabano estão à frente da média do País

Publicada em 17/06/2015 às 02:06
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De acordo com um levantamento realizado pela empresa de consultoria Serasa Experian, os requerimentos de falência das empresas na cidade somam seis pedidos de janeiro a maio, o que representa queda de 37,5% referente ao ano passado, quando no mesmo período foram somados 16. O economista Marcos Antônio Canhada explica que o País está vivendo um momento de crise econômica, com o Produto Interno Bruto (PIB) em declínio, mas que as características diferenciadas do empreendedor sorocabano estão à frente da média do País, fazendo com que os números de pedidos de falência tenham queda, quando, na verdade, deveriam aumentar. "Estamos indo na contramão do que estamos vivendo", acrescenta. 
 
Em relação à crise, Canhada ressalta que a perspectiva é de que a situação continue assim até o ano de 2016. "Estamos incluídos em um cenário não favorável, sem instabilidade. Não é uma expectativa positiva", lamenta.
Em janeiro deste ano, foram levantados 113 pedidos em todo o País, uma queda de 11,7% em relação a dezembro. Desses, 65 requerimentos vieram de micro e pequenas empresas, 22 de médias e 26 de grandes empresas. Segundo os economistas do Serasa, a queda nos pedidos em janeiro, comparados com dezembro, é reflexo do impacto positivo no caixa das empresas das vendas de final de ano.
 
Canhada explica que a falência de uma empresa está associada com o desempenho não adequado do negócio. "A queda nas vendas e a incapacidade da empresa se adequar ao processo e não atender a demanda constituem um grande fator que gera falência. A empresa não vai gerar lucros e, consequentemente, vai optar pelo empréstimo, o que vai prejudicar mais".
 
EMPRESÁRIOS DE MICRO E GRANDES EMPRESAS DEVEM ESTAR ALERTA - O economista Marcos Antônio Canhada explica, por outro lado, que a diferença de uma micro para uma grande empresa está no volume de faturamento da mesma. Uma micro empresa, que é dirigida pelo próprio empresário, utiliza-se de recursos escassos e está mais vulnerável a uma crise, bem como também à falência, por conta da falta de recursos de apoio e especialização. 
 
Canhada alerta também que, quando a empresa apresenta queda na demanda, o proprietário deve buscar novos mercados. "Ele tem que diversificar para que possa impulsionar as vendas. Buscar o mercado de forma satisfatória", afirma.
 
Já para os empresários de grandes empresas, ele ressalta que a probabilidade de uma escassez nos negócios é baixa, porém pode existir. Todo cuidado é pouco. "Uma grande empresa sabe conviver melhor com um momento de crise, como os de hoje. Ela disponibiliza vários recursos de gestão. Mas, quando um desses falhar, a empresa pode ter uma queda", exemplifica, acrescentando que é importante o empresário buscar desenvolver novas técnicas de gestão, fazendo com que a empresa fique menos vulnerável. "Ele tem que estar sempre antenado nas novas tecnologias, buscar a capacitação".
 
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