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Publicada em 17/06/2015 às 02:06
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Foto: Divulgação
A Orquestra Filarmônica de Violas realizará um concerto mais do que especial em Sorocaba na noite desta quarta-feira (17), na unidade local do Sesc, à rua Barão de Piratininga, 555, no Jardim Faculdade, com participação dos clarinetistas Nailor Proveta e Alexandre Ribeiro. A apresentação começa às 20 horas e, no repertório do grupo, há músicas populares e eruditas. Os ingressos custam R$ 17,00 (inteira), R$ 8,50 (usuário com cartão válido inscrito no Sesc e dependentes, aposentados, pessoas com mais de 60 anos, servidor da rede pública de ensino e estudantes com comprovante) e R$ 5,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes - Credencial Plena).
 
O recital integra o espetáculo "Brasil de Dentro". O desafio é interpretar obras importantes da música de câmara e da Música Popular Brasileira (MPB). Ao lado dos clarinetistas Nailor Proveta e Alexandre Ribeiro, a Orquestra Filarmônica de Violas apresentará obras de Villa-Lobos, Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Dominguinhos, Almir Sater, Tonico e Tinoco, Patativa do Assaré e Tião Carreiro com uma nova roupagem. O público ouvirá obras como "Lamento Sertanejo" (Dominguinhos/Gilberto Gil), "Chico Mineiro" (Tonico e Tinoco) e "Bachianas Brasileiras nº 5 - Ária" (Heitor Villa-Lobos), entre outras.
 
O "Brasil de Dentro" é o mais audacioso projeto lançado pela Orquestra Filarmônica de Violas, que está em atividade desde 2001. A proposta deste concerto, inédito na história da música brasileira, é fruto de um longo processo desenvolvido por ela e que envolve desde a escolarização da viola caipira e a ampliação dos recursos de técnica instrumental até a consolidação de uma linguagem musical única dentre os grupos de viola, o uso de naipes orquestrais e a ampla gama de sonoridades, timbres e nuances aplicadas às interpretações dos arranjos e composições.
 
A ORQUESTRA FILARMÔNICA DE CORDAS - Criada em agosto de 2001 na cidade de Campinas, a Orquestra Filarmônica de Violas tem como princípio levar ao público a riqueza do universo caipira. Composta com músicos dedicados à viola, o grupo elabora arranjos musicais diferenciados, trabalhando com a divisão da orquestra em vários naipes de viola, cada qual executando um desenho musical distinto. Esse trabalho resulta em sinfonias com pluralidade de nuances, que dão dimensão espacial aos temas. Sob a regência do músico Ivan Vilela, a Orquestra se dedica ainda à pesquisa musical. São, em média, 300 cordas afinadas com a música do cancioneiro popular brasileiro.
 
Hoje, a Orquestra Filarmônica de Violas acumula centenas de apresentações em cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Em 2002, foi agraciada com a Medalha Carlos Gomes, honraria concedida pela Câmara Municipal de Campinas e, em 2004, realizou uma das mais importantes apresentações de sua carreira, levando um recorde de público para a Sala São Paulo, na Capital, uma das mais importantes salas de concerto do País, dentro do projeto "Concertos Matinais". Ainda em 2004, adotou o nome de Orquestra Filarmônica de Violas, no intuito de diferenciar seu trabalho das demais orquestras de violas do País. Porém, foi no início de 2005 que lançou seu primeiro CD e foi indicada ao Prêmio Rival BR Petrobras, na categoria `Atitude', ganhando destaque e elogios da crítica especializada em nível nacional. No final de 2008, a Orquestra foi contemplada no Edital ProaAC (Programa de Auxílio ao Acadêmico Carente), da Secretaria de Cultura do Estado, para realizar o projeto "Viola na Trilha dos Bandeirantes", pelo qual excursionou para uma série de apresentações em cidades ribeirinhas do rio Tietê.
 
No final de 2010, o grupo entrou em estúdio para gravar seu segundo CD sob direção de Ivan Vilela, sendo este o último trabalho do músico com a Orquestra, já que no início de 2011 desligou-se em função de projetos pessoais. A direção artística foi assumida por João Paulo Amaral.
 
OS CLARINETISTAS SOLISTAS DESTA NOITE NO SESC - Os clarinetistas que serão solistas no concerto desta noite da Orquestra Filarmônica de Cordas no Sesc Sorocaba também possuem curriculum dos mais respeitáveis. Com mais de 30 anos de carreira, Nailor Proveta é um dos músicos mais requisitados do País. Clarinetista, saxofonista, compositor e arranjador, começou a tocar aos 6 anos de idade na Banda de Leme. Fundou diversos grupos, como a Banda Aquarius e Sambop Brass, tendo se descatado como líder da Banda Mantiqueira, com a qual lançou diversos discos, entre eles "Terra Amantiquira" (2005), indicado ao Grammy em 2007.
 
Compositor e arranjador sofisticado, Proveta esteve envolvido em muitos dos melhores e mais relevantes projetos musicais das últimas décadas. Ao longo da sua carreira, trabalhou com importantes artistas nacionais, como César Camargo Mariano, Nélson Gonçalves, Simone, Leandro Braga, Jane Duboc, Joyce, Guinga e Elza Soares, e internacionais, entre eles Beny Carter, Anita Oday, Ray Connif, Albert Collins, Berry White, Roger Newman, George Duvivier, Paul West e Natalie Cole. Representou o Brasil em diversos eventos internacionais também, como a Expo 98 (Portugal), Latin&Brazilian Jazz Festival (Tóquio, 1996) e Festival em Fukuoka (Japão, 1996), e em shows em casas noturnas como o Blue Note e o Kirin The Club. Em 2007, o clarinetista lançou seu primeiro CD solo, intitulado "Tocando para o interior (Núcleo Contemporâneo)". Em 2013, junto ao cantor Renato Braz e o violonista Edson Alves, fez o disco "Silêncio", em homenagem à arte de João Gilberto, interpretando um repertório de canções como "Avarandado", "Caminhos Cruzados" e "Estate". Registrados pelo diretor Zeca Ferreira, os bastidores das gravações foram transformados no longa-metragem "Ensaio sobre o Silêncio".
 
Representante do clarinete popular brasileiro, já Alexandre Ribeiro, em seus mais diversos trabalhos, assina uma forma particular e específica de tocar seu instrumento. Nascido na cidade de São Simão, interior de São Paulo, iniciou seus estudos musicais aos 15 anos de idade com a clarinetista Krista Helfenberguer Munhoz (Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto). Aos 18 anos, ingressou na Universidade Estadual Paulista (Unesp), no curso de bacharelado em Clarinete, sob a orientação dos professores Sérgio Burgani e Luís Afono Montanha.
 
No campo da música erudita, Alexandre participou de concertos com a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, Banda Sinfônica do Estado de São Paulo e Orquestra Jazz Sinfônica, sob a regência de maestros como Roberto Minkzuck, León Halegua, Arnaldo Cohen, Ciro Pereira e Cláudio Cruz. Como instrumentista de MPB, apresentou-se ao lado de músicos como o violonista Guinga no projeto "Conexão Latina", com Antônio Nóbrega no show intitulado "Antônio Nóbrega convida Jovens Talentos"; Carlos Malta, Osvaldinho do Acordeom, Dominguinhos, Nélson Ayres, Paulo Moura, Yamandú Costa, Raul de Souza, André Mehmari e Toninho Ferragutti. Também apresentou-se com cantores como Luís Carlos da Vila, Eduardo Gudin, Elton Medeiros, Tom Zé, Ed Motta, Jair Rodrigues, Riachão, Aldir Blanc, Mafalda Minozzi, Jane Duboc, Consuelo de Paula, Teresa Cristina, dona Ivone Lara, Leci Brandão, Fabiana Cozza e Verônica Ferriani. Participou ainda de gravações ao lado dos músicos Alessandro Penezzi, Zé Barbeiro, Banda Mantiqueira, Quinteto em Branco e Preto, Dona Inah, Paulo Freire, Teresa Cristina, Danilo Brito, Laércio de Freitas, Nailor Azevedo (Proveta), Conrado Paulino, Toninho Ferragutti, Fabiana Cozza, Banda Jazz Sinfônica de Diadema, Jair Rodrigues, Wanderlea, Léa Freire, Nélson Ayres, Swami Júnior, conjunto Época de Ouro e Paulo César Pinheiro, dentre outros.
 
Alexandre recebeu o prêmio de melhor instrumentista no Festival de Guarulhos (edição 2008) e também é fundador, músico e arranjador da "Gafieira Etc. e Tal", que recebeu convidados como Dominguinhos, Fabiana Cozza, Quinteto em Branco e Preto e Wilson das Neves.
 
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