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<< Solidão é o tema da mostra 'ISOlamento' na Oficina Cultural

Publicada em 16/06/2015 às 02:06
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Foto: Cleiner Micceno/Divulgação
"ISOlamento" é o título da exposição fotográfica que o artista Cleiner Micceno está realizando até o dia 26 deste mês na sede provisória da Oficina Cultural Regional "Grande Otelo", à rua Ramos de Azevedo, 277 - Centro, enquanto prosseguem as obras de restauro do prédio do Fórum Velho, na praça Frei Baraúna. A mostra pode ser visitada de terça à sexta-feira, das 13 às 22 horas, e aos sábados, das 13 às 18.
 
"ISOlamento" expõe imagens que falam sobre as várias formas de solidão. O título carrega o significado do ato ou efeito de se tornar solitário atrelado à função da câmera fotográfica que determina a sensibilidade do sensor para captar a luz. Cleiner Micceno é diretor de vídeo, documentarista, produtor de videoclipes, músico e escritor. Atua também como presidente da Academia Sorocabana de Fotografia, Cinema e Vídeo e foi contemplado por duas vezes com a Linc (Lei de Incentivo à Cultura) do município de Sorocaba, pelos documentários "A história do rock em Sorocaba" e "Arte Urbana". Aliás, ele se autodefine como diretor, roteirista e produtor de Cinema e Vídeo que, nas horas vagas, faz fotografia. "Eu já fotografava nos anos 90. Tinha uma câmera Reflex e, sempre que podia, fotografava. Naquela época, o processo era bem diferente, pois, com câmeras analógicas, você tinha toda a ansiedade da espera pelo resultado e a limitação da quantidade de fotos, dependendo do número de exposições de cada filme. Como comecei a fotografar com esse tipo de câmera, isso sempre me obrigou a aprender técnicas de fotografia e a entender como funcionava a estrutura por trás do clique - o pensamento tem que vir antes de apenas apertar o botão do disparo. Acho que essa compreensão foi essencial e reflete diretamente no meu trabalho hoje em dia, seja ele fotográfico ou em vídeo", conta Cleiner.
 
Música, literatura, pessoas... o que mais lhe motiva a fotografar? Cleiner responde achar que tudo pode motivar quando se tem a necessidade de mostrar as coisas como você as enxerga, "que é o que acontece comigo". "Não existe um objeto específico. Nas minhas fotos, sempre vejo a solidão como tema. O sentimento que procuro passar, seja fotografando pessoas ou ambientes, é sempre esse. Não consigo mais dissociar esse tema de nada que eu fotografe, já é uma extensão do meu olho e da lente".
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