Terça-Feira, 18 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

buscar

<< Cidade adota protocolo de notificação de casos de Zika Doença de origem africana, também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti

Publicada em 29/05/2015 às 02:05
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

A doença de origem africana e também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (Foto: ABr)
Conforme recomendação do Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde de Sorocaba adotou ontem um protocolo de notificação e atendimento de casos do Zika vírus, doença de origem africana e também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue. Cerca de 17 casos foram identificados no Brasil, um deles no Estado de São Paulo, mais especificamente de cidade de Sumaré, na região de Campinas. 
 
A Febre do Zika é uma doença causada pelo vírus zika (zikaV), descoberto em 1947 na floresta Zika, no país africano de Uganda (motivo da denominação do vírus). A principal forma de transmissão é pela picada de mosquitos do gênero Aedes, e, em área urbana, o principal vetor é o Aedes Aegypti, também responsável pela transmissão da Febre Chikungunya e da febre amarela, embora esta última ocorra somente em áreas de matas em determinadas regiões do País.
 
A rede municipal de vigilância existente para os casos de dengue e chikungunya será aproveitada no município também para assegurar o monitoramento e fluxo de notificações de Zika, desde a definição de caso, investigação e coleta de exames laboratoriais. Todas as unidades de saúde da rede receberam ontem as recomendações quanto ao protocolo para ser seguido em caso de suspeita do vírus.
 
A chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Renata Guida Caldeira, explica que os casos negativos de dengue, desde que apresentem padrões suspeitos quanto ao Zika, serão encaminhados ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e depois para o laboratório de referência nacional para este tipo de diagnóstico, que é o Instituto Evandro Chagas, no Pará. “Somente serão enviados para diagnóstico aqueles casos cuja suspeita de constatação esteja dentro dos padrões definidos pelo Ministério da Saúde e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado.”
 
Não há disponibilidade de testes sorológicos comerciais para Zika vírus no mundo e o Centro de Vigilância Epidemiológica ratifica que, até que ocorra a descentralização do diagnóstico laboratorial para o nível estadual, manterá o monitoramento de casos suspeitos de Zika no Estado também a partir do sistema já adotado para dengue e chikungunya. O caso de Zika em São Paulo foi confirmado em um paciente de 52 anos de idade, sem histórico de viagem nos 15 dias anteriores ao início de sintomas, no último dia 10 de março. Até então, o Ministério da Saúde tinha registro, por critério laboratorial, de outros oito casos na Bahia e oito no Rio Grande do Norte.
 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar