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<< OPERAÇÃO ARCANUS: PF cumpre mandados de prisão contra servidores da Anvisa Os trabalhos contam com participação de cerca de 300 policiais federais

Publicada em 21/05/2015 às 02:05
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (20), uma operação para desarticular um esquema de facilitação irregular no desembaraço imigratório e sanitário e nos procedimentos do tráfego marítimo que ocorria no Porto do Rio de Janeiro, com a participação de agentes públicos. A “Operação Arcanus” envolveu a participação de cerca de 300 policiais federais e contou com o apoio da Marinha do Brasil. Os policiais federais cumprem oito mandados de prisão temporária, 33 de condução coercitiva e 37 de busca e apreensão na capital, além de Niterói e São Gonçalo, no Grande Rio. Os policiais federais atuam, também, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e na cidade de Parnaíba, no Piauí.
 
O esquema funcionava a partir dos funcionários da Anvisa que emitiam um Certificado de Controle Sanitário de Bordo para as embarcações, sem efetivamente inspecioná-las. Os policiais federais envolvidos deixavam de adotar o procedimento imigratório regular, segundo o comunicado da PF. O nome da operação, "Arcanus" (termo em latim que significa oculto, escondido), refere-se ao modo como os crimes teriam sido praticados em áreas de controle e acesso restrito do porto.
 
Os presos serão indiciados dependendo da participação e do grau de envolvimento de cada um. O comunicado da Polícia Federal disse que os crimes envolvem corrupção ativa, corrupção passiva, concussão (quando servidor público exige dinheiro ou vantagem em razão da função que ocupa), inserção de dados falsos em sistemas, organização criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. 
 
'OPERAÇÃO ZELOTES' - A “Operação Zelotes” será desmembrada, de forma a facilitar as investigações e as instruções processuais relacionadas ao caso, informaram ontem delegados da Polícia Federal (PF) envolvidos nas investigações. Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, eles recomendaram também uma reformulação estrutural do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a fim de evitar a repetição das práticas criminosas investigadas.
 
Deflagrada em março pela Polícia Federal (PF), a “Operação Zelotes” investiga organizações que influenciavam e corrompiam integrantes do Carf. Dessa forma, manipularam trâmite e resultado de processos e julgamentos envolvendo empresas interessadas em anular ou diminuir os valores dos autos de infrações emitidos pela Receita Federal.
 
De acordo com o delegado da Divisão de Repressão a Crimes Fazendários da PF, Marlon Oliveira Cajado, o montante já julgado ou sob análise pelo Carf chega a R$ 1,3 trilhão. “Estima-se que cerca de R$ 5 bilhões tenham sido sonegados [de um total de R$ 20 bilhões investigados em 74 processos”, disse o delegado. (Agência Brasil)
 
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