Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< 'Não chego a ser um garoto de Ipanema', ironiza Cerveró

Publicada em 07/05/2015 às 11:05
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O ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, preso preventivamente desde 14 de janeiro deste ano, disse ao juiz Sérgio Moro, da Operação “Lava-Jato”, que “não é garoto de Ipanema”. Preso desde janeiro de 2015 por suspeita de ter recebido 30 milhões de dólares em propinas, Cerveró foi interrogado ontem na Justiça Federal em Curitiba, base das investigações da operação. Ele é réu ao lado do advogado uruguaio Oscar Algorta e do lobista Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano - acusados por crime de lavagem de dinheiro envolvendo a compra do apartamento do ex-diretor da estatal no valor de R$ 7,5 milhões, em 2009, localizado na praia de Ipanema, no Rio.
 
Em determinado momento, o magistrado perguntou a Cerveró o que ele possuía de patrimônio. "O senhor bloqueou tudo, né?", disse Cerveró. Segundo ele, antes de ser preso, estava morando em uma casa em Itaipava, distrito da cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio. Itaipava é uma região conhecida por suas casas de alto padrão e por ser refúgio de inverno da alta sociedade carioca. Nestor Cerveró é suspeito de ter sonegado dados relevantes ao Conselho de Administração da Petrobrás, sobre a aquisição da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Em outra ação penal a que responde na Justiça Federal do Paraná, o ex-diretor é acusado formalmente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
 
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