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<< Governo evita se expor após protestos

Publicada em 14/04/2015 às 03:04
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Na Avenida Paulista, o ato reuniu cerca de 250 mil pessoas (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Depois de avaliar que usou uma estratégia errada ao lidar com as manifestações de 15 de março, levando o problema para dentro do Palácio do Planalto, o governo, desta vez, preferiu evitar se expor. Ao contrário das seguidas entrevistas convocadas no mês passado, que tentavam justificar o monumental e inédito protesto contra o governo, desta vez a reação oficial coube ao vice-presidente, Michel Temer, novo articulador político. "O fato de ter menos gente nas ruas não diminui a importância do alerta que está sendo dado pela população, mostrando que é fundamental que o governo compreenda que há necessidade de dialogar e ouvir mais", disse Temer. Para ele, o governo tem de continuar trabalhando muito para atender às reivindicações.
 
De acordo com as policiais militares dos Estados, os atos espalhados por 152 cidades do País levaram, no domingo (12), cerca de 660 mil pessoas para as ruas. Após as manifestações, os principais movimentos que organizaram os atos decidiram deixar as mobilizações de rua em segundo plano e buscar apoio no Congresso Nacional para suas reivindicações, a principal delas o pedido de “impeachment” da presidente Dilma Rousseff.
 
UNIDOS PELO MESMO PROPÓSITO - Esse foi o primeiro protesto em que as lideranças dos principais grupos organizadores unificaram o discurso em torno do pedido de "impeachment". No ato de 15 de março, grupos importantes como o Vem Pra Rua ainda não havia aderido à tese. Além de Dilma, o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram alvo de críticas e xingamentos. Também houve espaço para ataques ao Congresso e ao PMDB, e também pedidos de intervenção militar. Defensores minoritários de causas polêmicas como separatismo, monarquia e integralismo (versão brasileira do fascismo) tentaram aproveitar a onda, mas foram repelidos. 
 
Em São Paulo, segundo o Instituto Datafolha, o “impeachment” da presidente era a reivindicação de 77%, mas ficou em segundo lugar quando as pessoas foram perguntadas sobre as razões pessoais pelas quais estavam ali: a corrupção ficou com 33%; o pedido de impeachment com 13%; o descontentamento com o governo com 11%; e o descontentamento com o PT com 11%. 
 
CONVERSA - O presidente do PSDB de Minas, deputado Marcus Pestana, disse ontem que presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, vai convidar nos próximos dias os movimentos que lideram as manifestações contra o governo Dilma para uma conversa. "É para entender. Vem pra Rua, qual sua visão do Brasil? Movimento Brasil Livre, o que você quer da gente? Como está vendo o futuro do Brasil?", explica o deputado.
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