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<< Ministério da Saúde cria comissão para investigar denúncias da 'Lava-Jato'

Publicada em 14/04/2015 às 03:04
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O ministro da Saúde, Arthur Chioro, formalizou ontem, no "Diário Oficial" da União (DOU), a designação de comissão interna de sindicância para averiguar supostas irregularidades no contrato de publicidade do Ministério apontadas pela 11ª fase da “Operação Lava-Jato”, deflagrada na sexta-feira (10). A comissão será formada por três representantes da pasta e terá 30 dias para a conclusão dos trabalhos. 
 
Nessa fase, a “Lava-Jato” tem uma nova frente de investigação envolvendo contratos de publicidade em áreas que extrapolam a Petrobras e chegam à Caixa Econômica Federal e ao Ministério da Saúde, em molde semelhante ao descoberto no “mensalão”. Uma das empresas citadas é a agência de publicidade Borghi Lowe, que tem contratos com Caixa e Saúde. A suspeita é de que a empresa sublocava outras prestadoras de serviços para repassar valores para o ex-deputado federal pelo PT, André Vargas, (sem partido-PR) e para seu irmão, Leon Vargas, ambos presos na sexta-feira (10) no âmbito da operação. A fraude consistiria no desvio de uma fatia da ordem de 10% para cada contrato. 
 
DINHEIRO DE YOUSSEF PARA VARGAS - A Polícia Federal tem provas de que a "lavanderia de dinheiro" do doleiro Alberto Youssef, peça central da ”Lava-Jato”, foi usada pelo ex-deputado federal do PT, André Vargas, entre 2013 e 2014, para o recebimento de R$ 2,3 milhões em dinheiro vivo. São notas fiscais, registros de depósitos e trocas de e-mails envolvendo a contadora do doleiro, Meire Poza, e a IT7 Soluções, empresa que tem contratos milionários com órgãos públicos, em especial a Caixa Econômica Federal, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), vinculado ao Ministério da Fazenda, e outros órgãos de governo.
 
PEDRO CORREA - Detido na operação, o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) foi transferido para Curitiba nesta segunda-feira. O filho do ex-deputado, o advogado Fábio Corrêa, negou que seu pai tenha intenção de fazer delação premiada. "Papai não tem nenhuma intenção. Ele não vai fazer delação hora nenhuma porque não tem nada para delatar. Quem delata é quem é culpado", disse Fábio. Condenado pelo mensalão, Corrêa já está preso em Pernambuco há pouco mais de um ano.
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