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<< Coletores aceitam proposta e descartam paralisação Mais uma assembléia será realizada na manhã de hoje

Publicada em 14/04/2015 às 03:04
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Durante votação a decisão não foi unânime (Foto: Fernando Rezende)
Os motoristas e coletores dos resíduos sólidos de Sorocaba aceitaram a proposta de 11% de reajuste salarial e descartaram a possibilidade de paralisação das atividades. Na sexta-feira (10), as categorias haviam decretado estado de emergência por 72 horas, após o Sinetur (Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Sorocaba e Região) informar que o Consórcio Sorocaba Ambiental (CSA) havia encerrado as negociações. A entidade representa os coletores, enquanto o Sindirodoviários (Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região) é responsável pelos motoristas e demais funcionários. 
 
O serviço não chegou a ser interrompido e uma assembleia para votação da proposta foi feita no final da tarde desta segunda-feira (13), em frente à CSA, próximo à Avenida Victor Andrew. Apesar de a decisão não ter sido unânime, a maioria optou por acatar o oferecido pelos patrões. Por volta das 6 horas de hoje, deve haver outra assembléia com os trabalhadores do turno da manhã. Inicialmente, as categorias haviam pedido 16,5% de reajuste. Em reunião com sócios da CSA, na manhã de ontem na Prefeitura, a última proposta foi 11% de aumento, assiduidade de R$ 150, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) no valor dos pisos e tíquete, que passou de R$ 510 a R$ 566,10.
 
O salário dos coletores salta de R$ 1.031,00 para R$ 1.144,41, e dos motoristas de R$ 1.639,00 a R$ 1.819,29. A data base dos motoristas é maio, mas por conta do consórcio, foi unificada à dos coletores, em março. O próximo pagamento dos trabalhadores terá a diferença retroativa ao mês passado. Ao todo, são 261 coletores, 65 motoristas e mais 20 funcionários de diversos setores, como mecânica e fiscalização.
 
Segundo a diretora do Sinetur, Izaudite Sampaio da Silva, a primeira proposta do CSA foi de 6,5%, depois de 8,2% e 8,5%. Durante a assembleia, ela ressaltou que houve morosidade nas negociações por conta do CSA alegar que sua permanência é incerta, já que as empresas atuam em caráter emergencial. O secretário geral do Sindirodoviários, Gileno dos Santos, informou que, até a semana passada, as negociações eram feitas com advogados, mas que ontem a reunião contou com a presença de dois sócios.
 
Santos destacou, na assembléia, que o prefeito Antônio Carlos Pannunzio (PSDB) “atravessa um momento difícil” por conta da epidemia de dengue, que contabiliza quase 38 mil notificações. Ele disse, ainda, que segundo informações, a Prefeitura estava com documentos prontos para protocolar um pedido no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que, em caso de greve, houvesse multa de R$ 5 mil por dia a cada funcionário parado. Ambos os sindicatos afirmam que a finalidade não era paralisar as atividades, tendo em vista o prejuízo que acarretaria à população em meio à epidemia de dengue.  
 
CONTRATO – O CSA é formado pelas empresas Litucera Engenharia e Limpeza Ltda., Heleno & Fonseca Construtécnica S.A. e Trail Insfraestrutura, e atua na cidade desde o fim de 2013, quando a Prefeitura rompeu o contrato com a Construtora Gomes Lourenço. A licitação final para o serviço de coleta e destinação do lixo ainda não foi concluída. O último edital publicado pela Prefeitura atraiu seis empresas interessadas em assumir o serviço, porém a comissão de licitação desautorizou todas, sob justificativa de que não cumpriram os itens exigidos na concorrência.
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