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Diário de Sorocaba





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<< Engenheiro do Saae diz não se lembrar de documento assinado por ele Servidor reconheceu autenticidade de orçamento para casa de bombas na Toyota

Publicada em 28/03/2015 às 00:03
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Mauri Gião Pongitor e Carlos Leite durante oitiva (Foto: Divulgação)
O engenheiro do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba, Mauri Gião Pongitor, responsável pela fiscalização de obras que são objeto de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a autarquia, depôs na manhã desta sexta-feira (27) na Câmara de Sorocaba. Questionado pelo vereador José Crespo (DEM) sobre um orçamento apresentado pela empresa ECL Engenharia e Construções para a construção de uma casa de bombas na Toyota, que está assinado por ele, Pongitor reconheceu a assinatura, mas disse não se lembrar do documento. 
 
Conforme depoimento do diretor-presidente da ECL, Sabino Freitas Corrêa, a autarquia firmou parceria para a implantação da casa de bombas, cujo valor seria pago posteriormente, por meio de um termo aditivo. Crespo ironizou a falta de informações sobre a responsabilidade da construção da casa de bombas, afirmando que ela deve ser “obra do Espírito Santo”. O vereador sugeriu que sejam convocados os responsáveis pelo setor de obras e alvenarias do Saae.
 
Ainda em resposta a Crespo e Carlos Leite (PT), este presidente da CPI, Pongitor afirmou que a ECL saiu devendo à autarquia. O engenheiro disse que fazia fiscalizações semanais nas obras executadas pela empresa, sem avisar previamente, e constatou a falta de equipamentos nesses locais. Ele era o responsável pela verificação da medição das obras e também pelo inventário. Quando a ECL decidiu abandonar a obra, o engenheiro disse ter feito um inventário, a pedido da diretoria do Saae, e constatou a falta de equipamentos.
 
Crespo observou que, pelas declarações do próprio depoente, os equipamentos foram entregues, o que significa que desapareceram depois, e enfatizou que o Saae deveria ter feito o inventário no ato da saída da empresa. Pongitor explicou que o inventário é relativamente demorado e não tem como ser feito em um dia. No caso da ETE Aparecidinha, disse que o inventário foi feito por ele nos meses de fevereiro e março de 2013, antes, portanto, do dia 12 de abril, quando a ECL saiu definitivamente da obra.
 
Diante da afirmação do diretor da ECL de que o Saae demorou três meses para assumir a obra após desistência formal da empresa - o que teria ocorrido somente em junho de 2013 e não em abril daquele ano -, Pongitor disse que, como já afirmara, não se lembrava exatamente da data, se fora em abril ou maio, e acabou admitindo que pode ter sido mesmo no mês de junho. Por outro lado, reiterou que os equipamentos estavam nos canteiros na época das medições, mas alguns não estavam na época do inventário. Por fim, o presidente da CPI, Carlos Leite, afirmou que novas oitivas serão convocadas com o objetivo de apurar se o Saae pagou, de fato, cerca de R$ 10 milhões por serviços não executados.
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