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<< Área é liberada para estacionamento próximo ao Poupatempo Local tem risco de inundação e fica na margem direita do rio

Publicada em 26/03/2015 às 08:03
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O local recebeu pedrisco (Foto: Fernando Rezende)
O estacionamento prometido em 2011 aos usuários do Poupatempo, pelo ex-prefeito Vitor Lippi (PSDB), agora Deputado federal, não sairá do papel, mas já há uma opção para deixar o veículo enquanto utiliza os serviços oferecidos na unidade. A área desapropriada no final das Ruas Abílio Moisés e Alcebíades de Carvalho, na margem direita do Rio Sorocaba, que pode ser acessada pela Rua Paulo Setúbal, foi limpa, recebeu pedrisco e será arborizada em breve. Um passeio público foi implantado o para os pedestres chegarem à ponte Pinheiros, sentido Centro, a cerca de 300 metros de distância do Poupatempo. 
 
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Clebson Aparecido Ribeiro, o espaço não será pavimentado ou cercado, portanto, o uso é livre, independente se a pessoa for ao Poupatempo. O ponto é vulnerável a inundações e, por este motivo, foram demolidos imóveis que ali existiam. “Enquanto a água não extravasa a área pode ser usada, assim como acontece no Parque das Águas, que tem duas funções; a de lazer e cultura, e a ecológica, pois antes lá era uma várzea. Quando chove a água invade e leva nutrientes para a fauna e flora.” 
 
Placas de orientações e alerta sobre inundações devem ser implantadas. Ribeiro comenta que a proposta inicial de fazer um estacionamento na margem esquerda e, depois, de construir uma passarela em cima do rio, seria inviável. Ele explica que há cerca de 15 anos a Prefeitura foi multada por utilizar o espaço em frente ao Poupatempo, onde há o módulo do Centro de Educação Ambiental (CEA), para abrigar temporariamente resíduos retirados da Praça Lions, durante uma reforma. 
 
A Polícia Ambiental entendeu que houve degradação da Área de Proteção Permanente (APP) e, por isso, a Prefeitura foi multada e revitalizou todo o espaço, incluindo ciclovia, gramado, calçada e iluminação. O secretário explica que na margem direita, onde há o espaço para estacionamento também é APP, mas a função ecológica não será perdida, tanto que não haverá pavimentação e ainda há risco de inundação. Ribeiro destaca que há guia delimitando a área devido ao asfalto existente na via.   
 
PROJETO - Na época em que houve o anúncio do estacionamento pelo ex-prefeito, o projeto, que chegou a ter licitação aberta, contemplava um estacionamento no mesmo local que foi disponibilizado à população, além de uma passarela de 40 metros de extensão por três metros de largura. A previsão de gastos era de R$ 116,647 mil. 
 
DIFIFULDADES – Como não houve divulgação da permissão para estacionar veículos no local, na tarde desta quarta-feira (25) a área estava vazia. Muitos usuários do Poupatempo continuam recorrendo a estacionamentos particulares ou contam com a sorte para encontrar vagas na rua, que muitas vezes são vigiadas por flanelinhas. No estacionamento ao lado da unidade, permanecer por 15 minutos custa R$ 5, uma hora R$ 10 e demais horas R$ 2.
 
Em outro espaço particular é cobrado R$ 3 por 30 minutos e R$ 5 até a primeira hora. Devido ao preço dos estacionamentos e falta de vagas nas ruas, o cortador Rogério Sander afirma preferir ir ao Poupatempo de ônibus, apesar de ter veículo próprio. Ele desconhecia a liberação da área para estacionamento e, por estar aguardando atendimento há cinco horas, calcula que gastaria muito se deixasse o carro em estabelecimento particular. “Eu não deixaria meu carro lá (área) por falta de segurança.” 
 
O pedreiro Dilqueli de Almeida optou parar o veículo em um estacionamento, para ir ao Poupatempo, e também não sabia que pode utilizar o espaço na margem direita. “Mas acho perigoso ter que atravessar até aqui.” O azulejista Edilson Almeida opina que a unidade poderia ter convênio com estacionamentos. “E carimbarem o recibo do tempo que ficamos lá dentro.” 
 
O casal Thaís Cristina Dembisque e Jeferson Felipe de Oliveira, conta que preciso dar duas voltas no quarteirão até encontrar uma vaga. Sobre o espaço do outro lado do rio, Jeferson diz que é longe, mas pode compensar. “É uma opção quando tivermos tempo para atravessar.” Já o almoxarife Marcelo Costa acha perigoso deixar o carro em ruas distantes. “Apesar de que pode ser viável estacionar nessa área em dias sem chuva.”   
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