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<< Postos seguram preço da gasolina abaixo dos R$ 3 Movimento em alguns estabelecimentos teve queda

Publicada em 04/02/2015 às 10:02
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Consumidores fazem fila para abastecer em posto onde gasolina ainda não chegou a R$ 3 (Foto: Bruno Cecim)
DIFERENÇA DE QUASE R$ 0,30
 
Desde o final de semana, os donos de veículos abastecidos a gasolina precisam desembolsar mais para encher o tanque. Com a volta da cobrança do Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o combustível, muitos postos vendem o litro da gasolina acima dos R$ 3, como já era esperado, conforme previsão do presidente Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro) em Sorocaba, Jorge Marques. Se antes a média era de R$ 2,66 a R$ 2,75, agora o consumidor encontra por até R$ 3,19 o litro da gasolina.
 
Em contrapartida, postos de grandes redes têm conseguido segurar o aumento para não pesar tanto ao cliente. O responsável pelo caixa de um posto localizado na avenida Dom Aguirre, Rodrigo Martins, explica que pelo fato de a rede ter mais unidades na Capital, não arcam com a despesa do frete até Sorocaba. A gasolina comum teve aumento de R$ 0,25 no domingo (1º) e sai por R$ 2,99 e, apesar de ser abaixo do valor praticado na maioria dos postos, o movimento caiu 5% até ontem. “Nos três turnos, o movimento é muito bom, mas teve uma pequena queda. Alguns perguntam do aumento, mas não tem como segurar toda a diferença.”
 
Pesquisando o preço em unidades diferentes, os motoristas encontram o litro da gasolina por R$ 2,92 na avenida São Paulo, R$ 3,09 e R$ 2,99 na avenida Dom Aguirre, e R$ 3,19 no Jardim Leocádia. A diferença do menor para o maior preço é de quase R$ 0,30 por litro, cerca de 9%. O gerente de um dos postos, Sílvio Rodrigues, conta que os consumidores estavam preparados para a mudança, pois foi anunciada com antecedência pelo governo. “E ninguém fica sem andar com o carro. Trabalhamos com muitas empresas, mas, no geral, houve redução de 10% no movimento.”
 
PESQUISA – O professor Paulo Silva do Amaral Junior mora em Votorantim e aproveitou a passagem por Sorocaba para encher o tanque da moto. Ele conta que costuma gastar, em média, oito litros de combustível por semana. “Não tem como diminuir esse gasto, tem que aceitar, mas dói no bolso porque nosso salário não aumenta.” Silva conta que seu pai trabalha em Araçariguama e percorre o trajeto todos os dias de carro. “Ele abastece em Sorocaba, mas também não tem como fugir dos preços, pois precisa usar o carro.”
 
Já o vigia José de Oliveira afirma que só abastece o carro com gasolina quando não há etanol. “Faço isso desde 2004, acho um combustível mais limpo e barato.” Ele conta que pesquisa os preços, mas opta por abastecer sempre em dois postos que já conhece. O funcionário público Caio Mascarenhas também prefere etanol, mas, às vezes, enche o tanque com gasolina aditivada. “Por enquanto não está pesando muito no bolso, mas logo o etanol sobe também.” 
 
A bióloga Paula Fialho tem três opções para andar de carro, abastecer com gasolina, etanol ou GNV. Ela acaba sempre escolhendo a terceira possibilidade. “Coloco R$ 20 e consigo rodar 200 quilômetros.” Entretanto ressalta que sempre abastece com um pouco de gasolina, mas, por enquanto, acredita que não vai desembolsar mais para continuar usando o veículo. 
 
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