Sexta-Feira, 15 de Novembro de 2019

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Alagamentos podem causar prejuízos de até R$ 30 mil Desde os anos 2000, seguradoras incluem na cobertura básica danos causados por enchentes

Publicada em 25/01/2015 às 00:01
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

A higienização para um Fiat Uno parte de R$ 500 (Foto: Arquivo/Conteúdo Estadão)
AUTOMOTIVO
 
Durante o verão, fortes chuvas costumam castigar. Entre os maiores problemas estão as enchentes, que podem causar grandes danos ao veículo e prejuízo a seu proprietário. Para recuperar um carro alagado, a conta varia de R$ 500 a mais de R$ 30 mil, dependendo dos componentes afetados. 
 
Se a água tiver invadido apenas a parte do assoalho, o serviço é mais simples. Mesmo assim, é preciso desmontar o interior do automóvel, retirando console, carpetes e feltros para secagem individual. A higienização para um Fiat Uno parte de R$ 500.
 
Nos casos em que a água alcança o painel, todo o cuidado é necessário para secar os módulos eletrônicos do veículo. Quanto mais sofisticado o modelo, mais caro será o serviço. Em certas oficinas, o investimento para importados pode chegar a R$ 30 mil.
 
ENCARANDO A ENCHENTE - Ao deparar com um local alagado, o melhor é dar meia-volta. Se não for possível, a pessoa deve atravessar a enchente se a água não ultrapassar a metade da roda. Manter a primeira marcha e seguir em velocidade baixa para não formar ondas é uma opção. Para o motorista, é bom pensar antes de dar partida novamente se o carro morrer, para que o motor não aspire água; e se a inundação subir rapidamente, a dica é desligar o veículo e procurar abrigo.
 
DANOS - Desde o início dos anos 2000, todas as seguradoras passaram a incluir na cobertura básica danos causados por enchentes. "Para pequenos alagamentos, que não superam a franquia, temos uma cláusula de assistência que cobre higienização do veículo até R$ 800", diz Jaime Soares, superintendente de uma seguradora.
 
Além de pagar pela recuperação do veículo, independentemente do estrago, as empresas também indenizam os clientes em caso de perda total. "Quando os danos ultrapassam em 75% o valor do carro, o reparo não vale a pena", afirma Adriano Fernandes, superintendente de outro estabelecimento.
 
O calço hidráulico, que ocorre quando a água entra nos cilindros do motor e impede o curso dos pistões, podendo até deformar os componentes, é outro fator que geralmente não tem recuperação. Outras fatalidades comuns nesta época do ano, como quedas de árvores ou incêndios causados por fios de alta-tensão, que atingem o carro devido a postes caídos, também fazem parte da cobertura. (Conteúdo Estadão).
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar