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Diário de Sorocaba

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<< Acidente que matou Campos foi sucessão de falhas humanas, conclui Aeronáutica

Publicada em 17/01/2015 às 12:01
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O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, morreu no dia 13 de agosto de 2014 no acidente aéreo (Foto: ABr)
As investigações da Aeronáutica, que começam a ser divulgadas no início de fevereiro, concluíram que o acidente que matou o presidenciável do PSB e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no meio da campanha eleitoral do ano passado, foi causado por uma sequência de falhas do piloto Marcos Martins - desde a falta de treinamento para aquela aeronave até o uso de atalho para acelerar o procedimento de descida, informa o jornal "O Estado de S. Paulo".
 
Como resultado decisivo, Martins foi obrigado a abortar o pouso e arremeter bruscamente, operando os aparelhos em desacordo com as recomendações do fabricante do avião e acabando por sofrer o que é tecnicamente descrito como desorientação espacial. É quando o piloto perde a referência do avião em relação ao solo, não sabe se está voando para cima, para baixo, em posição normal, de lado ou de ponta-cabeça.
 
FAMÍLIA NÃO SE PRONUNCIA - Familiares de Eduardo Campos, entre eles a viúva Renata Campos, não se pronunciaram publicamente sobre a últimas informações. De acordo com pessoas próximas, eles preferem aguardar o relatório final das investigações. Apenas o irmão de Campos, o advogado Antônio Campos, afirmou, em nota, julgar prematuro apontar causas antes da conclusão dos inquéritos em curso e da divulgação de outras perícias.
 
QUESTIONAMENTOS - Líderes do PSB reagiram com surpresa à conclusão das investigações da Aeronáutica. Os dirigentes questionam a falta de explicação para o desligamento da caixa-preta de voz e a razão pela qual o piloto Marcos Martins sofreu desorientação espacial sem que os aparelhos do moderno Cessna Citation ou o copiloto Geraldo Magela Barbosa percebessem que o jatinho estava em movimento de descida e não de subida.
 
O vice-governador de São Paulo, Márcio França, e o líder do PSB na Câmara dos Deputados e vice na chapa presidencial de Marina Silva, Beto Albuquerque, contaram que voaram algumas vezes naquela aeronave e que nunca souberam de atritos ou indisposição entre piloto e copiloto.
 
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