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Diário de Sorocaba

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<< Ventiladores estão em falta nas lojas do Centro Instalações de ar-condicionado superam expectativa de vendedores

Publicada em 16/01/2015 às 12:01
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Encontrar um ventilador para se refrescar está cada vez mais difícil (Foto: Fernando Rezende)
ACIMA DOS 30°C
 
Não há ventilador ou ar-condicionado que consiga suprir as altas temperaturas registradas na cidade. A pessoa que passou pelo centro de Sorocaba, nesta quinta-feira (15), teve de enfrentar o calor de 30ºC. Comerciantes de eletrodomésticos animam-se com a situação e, ao mesmo tempo, preocupam-se com a falta dos produtos. Conforme a meteorologista do Instituto Climatempo, Daniele Lima, a sensação térmica de ontem ficou em 32°C. A previsão para os próximos dias é de tempo abafado e pancadas de chuva no fim da tarde, como é típico no verão, segundo a especialista. 
 
A gerente de uma loja de utilitários no Bulevar Barão do Rio Branco, no Centro, Sabrina Rossi, diz estar negociando com fornecedores de ventiladores para conseguir repor o aparelho nas prateleiras. Ela ressalta que todo o estoque esvaziou-se na quarta-feira (14) e em comparação com outras épocas quando as temperaturas são mais amenas, as vendas aumentam 30%. Sabrina adianta que foi procurar em lojas concorrentes e também não encontrou. 
 
Pelo mesmo valor que é vendido na loja no Bulevar, o estabelecimento em que Pâmela Cristina Nunes é vendedora, também localizado na região central, coloca dois tipos de ventiladores por R$ 75. De acordo com ela, a procura está sendo 40% a mais em comparação com anos anteriores, apesar de as vendas estarem sendo baixas. Pâmela conta que as pessoas interessam-se apenas pelo preço e, dificilmente, questionam garantia ou outros benefícios. 
 
A estudante Maíra Moraes pretende comprar um ventilador nos próximos dias e não pensa em correr o risco de ficar sem o produto. Ela ressalta que o calor causa desconforto e, às vezes, a peça é causa de concorrência com a avó. Já a auxiliar administrativo, Acsa Louize, diz estar tranquila porque ganhou ventilador como presente de casamento, contudo afirma que logo começará a pesquisar preços para instalação no teto. 
 
AR-CONDICIONADO - A diretora comercial de uma loja de ar-condicionado no Jardim Vera Cruz, Farah Duarte, explica não se tem como estimar a procura pela peça, devido a grande quantidade de pedidos que recebe diariamente. Mas diz que, em comparação com outras estações do ano, o verão consegue trazer um faturamento além do esperado. Ela conta que em outras épocas recebe, em média, 13 ligações por dia. “Atualmente, tenho de lidar com 150 ligações. A procura está sendo ‘gritante’.” Ressalta, ainda, que o interesse mais intenso pelos refrigeradores começa em meados de dezembro. 
 
Farah conta que a preocupação tem início em fevereiro, quando os aparelhos ficam em falta por causa da procura. Os preços podem variam de R$ 1.800 a 2.800, dependendo da potência. A gerente salienta que a falta de estoque em fevereiro também causa oscilações nos valores. Segundo ela, 90% dos clientes são leigos sobre o funcionamento do ar-condicionado e muitos se interessam apenas pelo preço, sem se preocupar com outros cuidados exigidos. “As pessoas ligam ou chegam aqui motivados pelas marcas. Por isso, quando a equipe técnica vai fazer a instalação, é passada orientação para que a higienização seja feita a cada três meses.”
 
A instalação de ar-condicionado em residências passa por análises, para que toda a casa possa ser área refrigerada. Farah frisa que o processo começa quando a pessoa liga no estabelecimento e agenda visita técnica para avaliação. A orientação ocorre quando o trabalho é concluído. 
 
CUIDADOS – Apesar de refrescante, a mudança brusca de um ambiente refrigerado para um de temperatura normal, pode interferir na saúde. A ex-presidente da Associação Brasileira de Medicina do Trabalho (ABMT), Elizabeth Mota Schiavo, destaca que o trabalho a céu aberto é inevitável, por ser inerente a uma série de profissões e serviços que não podem deixar de ser feitos e explica o termo estresse térmico, que pode ocorrer em qualquer pessoa que trabalha exposta a temperaturas extremas, tanto altas quanto baixas. 
 
"Nas temperaturas altas, esse tipo de estresse tem consequências. Uma das principais é a desidratação e o que ela causa; a segunda é a exposição solar e os cuidados que se tem de ter, como uso de chapéu, filtro solar e camisas; proteger o corpo da exposição, tanto pela queimadura, que é um efeito rápido, quanto pelo câncer de pele, que é uma consequência tardia dessa exposição", diz Elizabeth. 
 
A médica afirma que, atualmente, existe conscientização das empresas quanto à necessidade de uso do protetor solar, de bonés e roupas confortáveis para executar tarefas sob o Sol. Além disso, as empresas devem fornecer o material de proteção contra o Sol, como o chapéu de aba larga, que protege a face, e o protetor solar. (DIÁRIO com dados da Agência Brasil).
 
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