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<< Nestor Cerveró é preso pela PF no Aeroporto do Rio

Publicada em 15/01/2015 às 01:01
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A prisão foi determinada no dia 1º de janeiro, mas efetivada somente ontem porque Cerveró estava em Londres (Foto: Conteúdo Estadão)
A Polícia Federal prendeu na madrugada de ontem, logo depois da meia-noite, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. Acusado de envolvimento na “Operação Lava-Jato”, ele foi detido ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, de um voo proveniente de Londres. 
 
O advogado do ex-diretor Internacional da Petrobras, Edson Ribeiro, chamou de totalmente arbitrária e ilegal a decretação de prisão preventiva de seu cliente. Segundo o defensor, se Cerveró foi preso pela transferência de três imóveis a familiares, a presidente da Petrobras, Graça Foster, também deveria ser detida.
 
MOTIVO DA PRISÃO – O Ministério Público Federal do Paraná justificou o pedido de prisão dizendo que há fortes indícios de que ele continua a praticar crimes. Houve também um mandado de busca e apreensão na residência do executivo e seus familiares. O MPF vê evidências de que Cerveró buscará frustrar o cumprimento de penalidades futuras e cita a transferência de bens para familiares e venda de imóveis por valores declarados abaixo do preço real. 
 
O MPF enfatiza ainda que Cerveró faz parte da maior organização criminosa que a história já revelou no País. Segundo os procuradores, mesmo com as investigações da "Operação Lava-Jato", da Polícia Federal (PF), a continuidade do esquema de corrupção não foi estancada. 
 
Cerveró é acusado de participação em crimes como corrupção contra o sistema financeiro nacional e lavagem de capital entre 2006 e 2012, conforme a denúncia aceita em 17 de dezembro pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações na primeira instância.
 
Foi a última denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal na sétima fase da operação. Passaram também a ser réus no processo, Fernando Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na estatal; e Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal. Além deles a Justiça também aceitou a denúncia contra o doleiro Alberto Youssef, que já virou réu em outras ações. Além de Cerveró, o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, é alvo de cinco ações.
 
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