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Diário de Sorocaba





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<< Filhotes de arara-de-testa vermelha e de ema são novos habitantes do Zoo Calor altera rotina de animais

Publicada em 14/01/2015 às 01:01
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Teixeira salienta que a incubação natural ou a artificial, como ocorreu no Zoo de Sorocaba, não altera no desenvolvimento da ave (Foto: Fernando Rezende)
O Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” tem novos habitantes. Desde dezembro do ano passado, dois filhotes de arara-de-testa vermelha (Ara rubrogenys) e três de ema (Rhea americana) integram o espaço localizado na rua Teodoro Kaisel, na Vila Hortência, que conta com aproximadamente 1.300 animais. O chefe da seção de Biologia e Veterinária da Secretaria do Meio Ambiente, Rodrigo Teixeira, explica que as novas emas estão com 30 dias de vida. Todos os dias, pela manhã, elas são levadas do recinto veterinário – local onde ficam à tarde recebendo cuidados – a um cercado, próximo ao cativeiro das antas, para tomarem banho de Sol. 
 
Teixeira explica que vão poder saber se as aves são macho ou fêmea somente depois de exame de sangue. Ressalta, ainda, que não foi definido se os filhotes ficarão expostos aos visitantes ou se irá fazer intercâmbio com outro zoológico. Caso haja a possibilidade de exposição, o veterinário adianta que não haverá contato, mas apenas apreciação visual dos novos moradores. Consideradas umas das maiores aves do Brasil, elas demoram de 39 a 40 dias para nascer. Teixeira salienta que a incubação natural ou a artificial, como ocorreu no Zoo de Sorocaba, não altera no desenvolvimento da ave. 
 
Já os filhotes de araras-de-testa vermelha ainda ficam debaixo das asas dos pais, que não dão trégua para que alguém se aproxime da cria. Tratador do Zoo há dez anos, Carlos Franco de Freitas, conta que os pássaros foram incubados de forma natural por 24 dias e integram a lista de animais em extinção. Fala, ainda, que é normal nascer de duas a três aves em todos os anos. Atualmente, o cativeiro está com 11 araras. De acordo com Freitas, para que não haja superlotação no recinto, as trocas com outros zoológicos é parte importante para a organização. “Geralmente, a troca ocorre conforme a necessidade de cada zoo.” Para que um novo integrante possa ser posto no cativeiro, ele fica cerca de duas semanas dentro de uma espécie de gaiola para adaptação. 
 
CALOR – Com a temperatura de 34ºC, como fez ontem, os animais têm de enfrentar o calor. Além da grande quantidade de árvores que preenchem o espaço, a equipe de tratadores do zoo passa com um caminhão-pipa molhando as vias que ficam entre os cativeiros. Animais maiores, como avestruz e elefante, chegam a tomar banho com a água coletada do lago do parque. Na alimentação, frutas, frango e peixes tornam-se picolés para refrescar as diferentes espécies. Conforme Rodrigo Teixeira, os congelados são oferecidos quatro vezes por semana nesta época de temperaturas intensas.
 
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