Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< Falcão explica no ?Provocações? criação da figura do astro brega

Publicada em 13/01/2015 às 00:01
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O astro tem mais de 20 anos de carreira e ultrapassou a marca de um milhão de discos vendidos (Foto: Divulgação/TV Cultura)
O cantor Falcão conta hoje, às 23h30, no programa “Provocações”, da TV Cultura, que na época em que estudava Arquitetura, participou do Festival de Música no Ceará. Sua apresentação não agradou aos jurados, que lhe deram nota zero. Mas sua figura e performance conquistaram a plateia que, no final, exigiu sua presença no palco.
 
Falcão explica por que ficou conhecido do público como astro brega. “Tem dois tipos de brega, é igual a colesterol, o bom e o ruim. Tem o que o povo intitulou que ia ser ruim, lixo, de má qualidade, sem cultura; e o bom, que é o brega natural, aquilo que é verdadeiro.” Ele autodefine como “sou o brega que representa aquilo que é naturalmente o povo brasileiro". O artista ressalta achar que o brasileiro é brega, primeiramente, "porque toda essa misturada que vem de fora a gente pega e faz uma releitura. É brega porque consumimos o bolero mexicano, a música americana, a literatura europeia, nós fizemos essa mistura”.
 
Com  mais de 20 anos de carreira e ultrapassado a marca de um milhão de discos vendidos, Falcão relembra seu grande sucesso, “I’m not dog no”. “Quando eu ainda era estudante, estava entrando no Brasil essa história de rádio FM e, pelo menos no Ceará, só tocava música americana. Então, eu tive um estalo de pegar um dos clássicos do brega, que era o ‘Eu não sou cachorro não’, do Waldick Soriano, e botar em inglês para ver se tocava na rádio. Mas como eu não sei inglês, olhava no dicionário a palavra e trazia pra cá, e assim foi construído o ‘I’m not dog no’.”
 
O artista conta que seu público é eclético e vai desde a criança, que, segundo ele, acha legal o colorido, passa pelo estudante e vai até o idoso. O declínio da música bem-humorada no Brasil entra nos comentários do astro. “Hoje em dia, puxa-se muito para o sucesso imediatista, porque é o que a mídia está querendo.”
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