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<< Cesta básica tem variação de 12,14% acima da inflação no ano passado Em dezembro de 2014 o custo dos itens subiu 3,18%

Publicada em 12/01/2015 às 23:01
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A carne bovina e a batata tiveram participação no aumento do custo da cesta (Foto: Fernando Rezende)
O custo da cesta básica do sorocabano fechou 2014 com variação de 12,14% acima do acumulado da inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 6,42%. Comparando os meses de novembro e dezembro, houve aumento de 3,18% no preço do conjunto de itens, passando de R$ 472,98 para R$ 488,03, ou seja, R$ 15,05 pagos a mais pelo consumidor. Levando em conta o mês de dezembro de 2013, o crescimento foi de 12,14% no custo final. No ano passado, o preço da cesta sofreu altos e baixos. Começou em queda até fevereiro, registrou aumento em março e abril, e novamente caiu de maio a agosto. Em setembro, houve alta seguida de queda em outubro, e aumentos consecutivos em novembro e dezembro.
 
Os grupos de bens que compõem a cesta apresentaram, em dezembro, as seguintes variações em relação ao mês anterior: alta na alimentação de 3,48% e nos produtos de limpeza de 3,56%, e queda nos produtos de higiene pessoal de 0,19%. As maiores contribuições para a alta do preço foram o frango, a batata, a carne de 1ª, a carne de 2ª, o arroz e o feijão. Em contrapartida, o leite longa vida, o achocolatado, a farinha de trigo, o papel higiênico e a água sanitária apresentaram leves quedas. Os dados integram um estudo desenvolvido pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso), coordenado pelos professores Adilson Rocha e Lincoln Diogo Lima.
 
AUMENTO – Apesar de o preço do frango ter caído nas últimas semanas para os produtores, o consumidor teve de desembolsar mais pela carne da ave. O quilo passou de R$ 4,64 para R$ 5,44, resultado de maior demanda devido ao período de festas e preço da carne bovina, que estava em alta. A outra vilã foi a batata, cuja plantação foi prejudicada pela estiagem prolongada na Região Sudeste do País, e fim da safra de inverno. O quilo do tubérculo saltou de R$ 2,29 a R$ 3,31, total de 44,07% a mais.
 
Já o aumento da exportação e redução do abate de animais ajudou a elevar o preço do quilo da carne bovina, que, de R$ 19,99, foi para R$ 20,20 a de 1ª, e de R$ 13,07 a R$ 13,75, de 2ª. Outro fator foi que o rebanho não cresceu na mesma velocidade das vendas ao exterior, reduzindo, assim, a oferta dentro do País. E após longo período estável, o custo do feijão e arroz teve alta por conta da safra. Os alimentos são encontrados por R$ 3,74 o quilo e R$ 12,60 o pacote com cinco quilos, respectivamente.
 
Entre os produtos com maior redução de preço, novamente destaca-se o leite longa vida, consequência devido à queda nos custos do leite ao produtor em todo o Brasil. As expectativas para os próximos períodos não são positivas para os produtores, pois o consumo do leite e derivados não tem acompanhado a oferta de leite no campo, o que faz aumentar os estoques, pressionando os preços para baixo. O litro do leite caiu de R$ 2,47 para R$ 2,30. O achocolatado registrou queda de 15,07%, sendo vendido a R$ 3,90 a embalagem com 400 gramas do produto, ao passo que o quilo da farinha de trigo passou de R$ 3,07 a R$ 2,75. O pacote com oito rolos da papel higiênico estava 6,65% mais barato, encontrado a R$ 4,47. 
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