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<< Maquinista é detido na Espanha após trem descarrilar

Publicada em 25/07/2013 às 19:18
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A polícia espanhola deteve nesta quinta-feira (25), no hospital, o maquinista de um trem que descarrilou no noroeste da Espanha, depois que 80 pessoas morreram no dramático acidente que, segundo autoridades, foi causado por excesso de velocidade.

O trem de alta velocidade com oito vagões saiu dos trilhos nos arredores de Santiago de Compostela na noite de quarta-feira (24), em um dos piores acidentes ferroviários da Europa.

O acidente que trouxe tristeza a Santiago nesta quinta-feira, dia em que a cidade deveria ter celebrado uma das maiores festas cristãs da Europa,  mas as autoridades cancelaram as festividades por luto.

A Suprema Corte da região da Galícia disse em comunicado que o juiz que investiga o acidente havia ordenado a detenção do maquinista para que ele fosse interrogado. O tribunal acrescentou que ele estava sob investigação formal.

Um dramático vídeo gravado por uma câmera de segurança mostra o trem descarrilando ao fazer uma curva em alta velocidade e colidindo com um muro na noite de quarta-feira.

Um funcionário local descreveu as cenas após o acidente como o inferno, com corpos espalhados perto dos trilhos. O impacto foi tão grande que um vagão voou vários metros e caiu do outro lado da alta barreira de concreto.

Cerca de 94 pessoas ficaram feridas, das quais 35 permanecem em estado grave, incluindo quatro crianças, afirmou o vice-chefe do governo regional.
O governo galego disse que o trem tinha dois maquinistas, mas não estava imediatamente claro qual deles estava internado e sob investigação.

Testemunhas contaram à imprensa espanhola que um dos maquinistas, Francisco José Garzón, foi visto auxiliando no resgate das vítimas e gritando ao telefone: "Descarrilei! O que eu faço?"


CURVA EM ALTA VELOCIDADE - Segundo o jornal El País, um dos maquinistas ficou preso nos destroços da cabine e contou por rádio à estação ferroviária que o trem havia entrado na curva a 190 quilômetros por hora. Uma fonte oficial disse que o limite de velocidade naquela trecho de trilhos duplos era de 80 quilômetros por hora.

Os investigadores estavam tentando estabelecer com urgência por que o trem estava indo tão rápido e por que dispositivos de segurança para manter a velocidade dentro dos limites permitidos não funcionaram.
O trem, operado pela empresa estatal Renfe, foi construído pela Bombardier e Talgo e tinha cerca de cinco anos. Estava quase com o número máximo de passageiros.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, que nasceu em Santiago de Compostela, a capital da região da Galícia, visitou o local e o principal hospital nesta quinta-feira. Ele declarou três dias de luto nacional oficial pelas vítimas do desastre.
O rei Juan Carlos e a rainha Sofia também foram para Santiago e visitaram os feridos no hospital.


 
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