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<< Ano começa com baixa nos empréstimos para compra de automóveis

Publicada em 26/02/2013 às 18:05
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Vedetes do mercado de crédito para pessoas físicas nos últimos anos, os empréstimos para compra de automóveis e aquisição de bens, começaram 2013 em baixa. As concessões em janeiro caíram 8,3% e 19,6%, respectivamente, quando comparado ao final do ano passado. Na mesma direção foram as compras com cartão de crédito para pagamento à vista (queda de 11,3% no mês).

Em compensação, a modalidade de crédito consignado disparou. A alta de 32,9% nas concessões do mês comparativamente a dezembro último foi puxada pelos aposentados do INSS, que registraram incremento de 57%.

A liberação de dinheiro nessa modalidade de crédito também foi maior para os trabalhadores do setor privado (alta de 38,6% no mês) e da área pública (22,3%).

Para o chefe do Departamento do Banco Central, Túlio Maciel, a alta no consignado está vinculada ao fato de janeiro ser um período de gastos das famílias com material escolar e pagamento de impostos, após as despesas das festas de fim de ano.

No entanto, o desembolso de R$ 11,3 bilhões no mês passado em empréstimos consignados representa alta de 30,5% em relação a janeiro de 2012, quando o orçamento das famílias sofreu influência dos mesmos gastos.

Já a queda na liberação de crédito para compra de veículo no mês passado é atribuída pelo BC ao fato de os descontos de impostos concedidos pelo governo terem sido reduzidos. "Esse foi o primeiro mês de redução do desconto do IPI (Imposto sobre produto industrializado)", destacou Maciel.

CHEQUE ESPECIAL - Ao mesmo tempo em que recorreram ao consignado, modalidade que costuma ter menor custo, as famílias brasileiras também aumentaram o uso do cheque especial. Umas das alternativas de crédito mais cara do mercado teve alta de 4,4% nos desembolsos do mês. A liberação de recursos nessa modalidade somou R$ 26,1 bilhões.

Outra opção cara para empréstimos, o cartão de crédito apresentou queda de cerca de R$ 6 bilhões nas concessões do mês para compras com pagamento à vista. Já para as parceladas e para crédito rotativo, que são mais caras, apresentaram elevação moderada.

RENEGOCIAÇÕES - As renegociações de dívidas dentro de uma mesma instituição financeira também estão em baixa neste início de ano. Apesar de a inadimplência continuar elevada. Em janeiro o volume de recursos liberado pelos bancos às pessoas físicas por conta de renegociação de dívida foi de R$ 2,5 bilhões, valor 3,9% menor do que em dezembro.

SALDO - Em janeiro, o total de crédito concedido pelos bancos às empresas e pessoas físicas somou R$ 2,367 trilhões, praticamente estável em relação a dezembro. O valor equivale a 53,2% da produção nacional medida pelo PIB e é menor do que os 53,6% verificados em dezembro último.

Tanto bancos públicos quanto privados começaram 2013 com variação pequena no saldo das carteiras de crédito. Enquanto as instituições oficias, entre elas Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, elevaram em apenas 0,5% o estoque de empréstimos concedidos, os bancos privados nacionais registraram queda de 0,1%. Os privados estrangeiros, porém, registraram recuo de 1,2% no estoque de crédito no mês passado.


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