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<< Polícia identifica hackers que divulgaram fotos de Carolina Dieckmann

Publicada em 14/05/2012 às 11:22
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A Polícia Civil do Rio informou neste domingo que identificou ao menos quatro suspeitos apontados como hackers, entre eles um menor de idade, envolvidos na divulgação de fotos da atriz Carolina Dieckmann, 33 anos, nua na internet.

Segundo a investigação, os suspeitos são do município de Macatuba, no interior de São Paulo, e da cidade de Córrego Dantas, Minas Gerais.

Na última semana, policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça nas casas dos suspeitos e apreenderam documentos e computadores.

"Falei com a Carol e passei o posicionamento da polícia sobre a investigação. Disse a ela que já identificaram quem furtou as fotos, quem mandou para o primeiro site estrangeiro e quem fez a extorsão. Há mais de quatro pessoas envolvidas", afirmou o advogado da artista Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay.

O delegado responsável pela investigação, Gilson Perdigão, disse que os suspeitos poderão responder por formação de quadrilha.

A polícia afirmou ontem ao programa "Fantástico", da TV Globo, que os supostos chantagistas serão indiciados pelos crimes de furto, extorsão e difamação. Caso sejam condenados, eles podem cumprir até 15 anos de prisão. A polícia aguarda o resultado da perícia para concluir o inquérito.

Nos próximos dias, os suspeitos serão intimados a prestar depoimento nas cidades onde vivem. O delegado não confirmou se há mandado de prisão expedido pela Justiça. O "Fantástico" divulgou o nome de três dos suspeitos e diálogos entre eles e exibiu parte da ação da polícia.

Há cerca de um mês, a atriz foi chantageada por alguém pedindo R$ 10 mil para não divulgar as imagens íntimas furtadas de seu computador. A artista tentou preparar um flagrante contra um suposto chantagista, mas ele divulgou as imagens dela antes de chegar a um acordo.

"Desde o primeiro momento tentaram fazer uma extorsão com a Carolina, mas ela imediatamente reagiu e tomou providências através de pessoas da área de segurança que ela conhece.
Ela foi orientada a responder os e-mails [com as ameaças] para tentar fazer um flagrante", disse o advogado.

Segundo ele, a atriz preferiu não registrar o caso, inicialmente, na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática por temer que o assunto vazasse.

MILHÕES DE ACESSOS - Em cinco dias, as fotos vazadas na internet tiveram pelo menos 8 milhões de acessos únicos. A estimativa, um alerta sobre como é preciso saber proteger os arquivos mais íntimos, foi feita pela ONG Safernet. O estudo foi realizado para dimensionar a capacidade de propagação de imagens na rede e fez medições entre a noite do último dia 4 (data em que as imagens vazaram) e a tarde do dia 8.

O estudo constatou ainda que o pacote inicial de 36 fotos virou um conjunto de pelo menos 50 mil imagens, que, ao longo do período de monitoramento, se espalharam na rede por 211 domínios em 113 provedores de internet, localizados em 23 países.

"Os dados são desanimadores. Essas fotos vão se eternizar na rede. Não tem como tirá-las de lá", diz Thiago Tavares Nunes de Oliveira, presidente da ONG Safernet, que monitora casos de crimes cibernéticos no Brasil.

Os números podem ser maiores. A pesquisa foi feita só na web, sem contar fotos compartilhadas por e-mail e serviços P2P, como o BitTorrent. Também ficaram de fora mídias físicas, como CDs e DVDs, pen drives e HDs externos para os quais as imagens podem ter sido copiadas.

Para chegar aos dados, a Safernet procurou pelo nome original dos arquivos em buscadores como o Google e em mecanismos de pesquisa dentro de sites. Além disso, usou programas que varrem a internet à procura de imagens digitalmente similares.

"Casos assim são emblemáticos e têm um caráter pedagógico. Eles servem para alertar sobre os cuidados que temos que ter com informações privadas", diz Oliveira.



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