Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Navio de cruzeiro naufraga na Itália com 4 mil pessoas; 53 são brasileiros

Publicada em 14/01/2012 às 20:38
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

Um navio de cruzeiro que levava mais de 4 mil pessoas naufragou na noite da última sexta-feira (13) na costa da Itália. Inicialmente, as autoridades locais divulgaram que pelo menos seis pessoas haviam morrido, mas, até ontem somente três corpos haviam sido resgatados. Entre os ocupantes, havia 53 brasileiros –  47 passageiros e seis tripulantes. A informação, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, foi passada pela empresa Costa Cruzeiros, responsável pela embarcação.

Ainda segundo o Itamaraty, a empresa informou que todos os brasileiros que estavam na embarcação foram localizados e já estavam recebendo atendimento. A Costa Cruzeiros divulgou dois números para atendimento e busca de informações no Brasil, 55 11 2123-3673 e 55 11 2123-3679.

O navio Costa Concordia bateu num banco de areia próximo da ilha de Giglio e já havia inclinado cerca de 20 graus quando as pessoas começaram a deixar a embarcação em botes salva-vidas ou nadando.

Equipes de resgate fizeram buscas de cabine em cabine na tentativa de encontrar possíveis sobreviventes. O navio levava cerca de 3.200 passageiros, principalmente, italianos, alemães, franceses e britânicos, além de cerca de mil funcionários. Helicópteros foram usados para retirar pelo menos 50 pessoas que se refugiaram no deck do navio e se encontravam em situação delicada. 

O Costa Concordia havia deixado o porto de Civitavecchia, perto de Roma, anteontem para um cruzeiro pelo Mediterrâneo, que deveria terminar em Marselha, na França, após passar por escalas em Savona, Marselha, Barcelona, Palma de Mallorca, Cagliari e Palermo.

A embarcação ficou muito inclinada com o naufrágio, segundo a Costa Cruzeiros, por conta de um vazamento que provocou entrada da água. Apesar de o navio ter se mantido flutuando, ficou em uma posição que dificultou os procedimentos completos de evacuação. Durante o acidente houve um apagão elétrico, que teria sido resolvido pelos procedimentos de emergência. De acordo com a empresa responsável, a dinâmica exata e as causas do acidente serão esclarecidas por investigações posteriores, pois era muito cedo para afirmar qualquer coisa com precisão.

Um comissário do navio, Deodato Ordona, disse que, após o acidente, os passageiros receberam a ordem de deixar a embarcação. Segundo ele, houve dificuldades para lançar os botes salva-vidas ao mar e muitos passageiros pularam e nadaram os cerca de 400 metros de distância até a terra firme.

Os passageiros resgatados foram sendo acomodados em hotéis, escolas e em uma igreja em Giglio, que se situa a 25 quilômetros da costa italiana. "A inclinação gradual do navio tornou a retirada dos passageiros extremamente difícil", disse um comunicado divulgado pela companhia. "A posição do navio, que está piorando, tornou mais difícil a última parte da retirada."
 
  
 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar