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<< Mais de 300 corpos são encontrados em porto no Japão Número de mortos pelo terremoto passa de 500

Publicada em 12/03/2011 às 13:22
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Militares japoneses encontraram entre 300 e 400 corpos no porto de Rikuzentakata, no nordeste do Japão, que foi atingido por um tsunami causado pelo violento terremoto de magnitude 8,8, disse o Exército neste sábado (12). O porto de Rikuzentakata, situado na província de Iwate, às margens do Oceano Pacífico, ficou totalmente inundado depois da passagem do tsunami.

A Polícia do Japão aumentou neste sábado para 564 o número de mortos e situou em 600 o de desaparecidos pelo terremoto que atingiu na sexta-feira o nordeste do país e que foi seguido por um  tsunami.

Trata-se da apuração oficial, sem registrar os corpos encontrados pelos militares em Rikuzentakata No entanto, a imprensa japonesa, como a agência "Kyodo", estima que o número final de vítimas superará os 1,6 mil.

Segundo a "Kyodo", cerca de 300 mil pessoas foram evacuadas em cinco províncias do nordeste do Japão, entre elas mais de 46 mil próximas a uma usina nuclear em Fukushima (norte de Tóquio), onde neste sábado aconteceu uma explosão que feriu quatro pessoas. 
O porta-voz do Executivo, Yukio Edano, estimou durante uma reunião do comitê de emergência em Tóquio que "pensamos que mais de mil pessoas perderam as vidas" por causa do terremoto, o maior que se tem conhecimento no país.

O primeiro-ministro, Naoto Kan, informou que 50 mil militares se dedicarão aos trabalhos de resgate nas províncias afetadas do nordeste do Japão. Um total de 190 aviões e 25 navios já foram deslocados para as tarefas de busca, nas quais os EUA colaborarão com seus navios para o transporte de soldados das Forças de Autodefesa (Exército japonês).

Há, pelo menos, 3,4 mil edifícios destruídos no Japão pelo terremoto, que além disso causou, aproximadamente, 200 incêndios. Na província oriental de Iwate, algumas cidades foram praticamente varridas do mapa pelo tsunami provocado pelo terremoto, com ondas de até dez metros de altura.

AMÉRICA DO SUL - Fortes ondas avançaram sobre o litoral das Ilhas Galápagos, inundando cidades mas sem deixar vítimas, horas após o terremoto que sacudiu o Japão na sexta (11), informou o presidente equatoriano, Rafael Correa.

Na ilha de "San Cristóbal, o mar recuou 30 metros e depois invadiu a zona urbana. Há prejuízos, mas a população não correu perigo", disse Correa ao citar um relatório da Marinha equatoriana.

Segundo um oficial da Marinha, uma onda "provocou o desprendimento de um dique e vários barcos foram deslocados". Na ilha de Santa Cruz, o maré baixou cerca de dois metros em apenas quatro minutos e "a capitania foi inundada", disse Correa.

Galápagos é formado por 13 ilhas principais, incluindo San Cristóbal e Santa Cruz, e por 17 ilhas menores. O Equador evacuou mais de 240 mil pessoas que vivem nas regiões litorâneas do país e de Galápagos.

Produtos do forte terremoto que atingiu o Japão, as primeiras ondas que chegaram ao território chileno não causaram danos significativos, informou o governo. No Peru, a variação das ondas foi de 15 centímetros a 1,4 metros, mas não causaram danos ou vítimas.

As ondas geradas pelo tsunami chegaram à costa pacífica da Colômbia, mas não foram fortes e passaram praticamente despercebidas, porque sua variação não foi superior a dez centímetros com relação às ondas tradicionais, informaram as autoridades do país na sexta-feira.

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