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<< Líbia: combates em Zawiya deixam 70 mortos e 300 feridos, afirmam rebeldes

Publicada em 05/03/2011 às 12:46
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Pelo menos 70 pessoas, entre milicianos rebeldes e civis, morreram nesta sexta-feira e sábado nos combates com forças fiéis ao coronel Muammar Kadafi em Zawiya, a 92 quilômetros da capital, segundo fontes rebeldes.

Outras 300 pessoas ficaram feridas, segundo o diretor do centro de informação da oposição rebelde em Benghazi, Mohammed Salem Moussa, que assegurou que os violentos combates continuam em Zawiya.

Moussa acrescentou que nos combates ocorridos nas localidades de Brega, contra a qual as forças de Kadafi lançaram uma ofensiva sem sucesso na quarta-feira, e em Ras Lanuf, tomada nesta sexta-feira pelos rebeldes, morreram 24 combatentes nas últimas 48 horas.

Segundo ele, no quartel das forças fiéis a Kadafi em Ras Lanuf foram encontrados nas últimas horas os corpos de 50 militares com marcas de bala. "Foram assassinados por não quererem enfrentar as forças revolucionárias", assegurou Moussa, que indicou que desconhecia o número de baixas entre as fileiras das brigadas de Kadafi.

Segundo um habitante de Benghazi, Abdel Salam al Feituni, cujo irmão Ashraf de 48 anos e dois sobrinhos, Ahmad, de 19 anos, e Salah, de 25, se uniram há quatro dias às milícias rebeldes, a frente de batalha está agora na localidade de Ben Jawad, a cerca de 120 quilômetros ao leste de Sirte, cidade natal de Kadafi.

Por outro lado, continua a apuração das vítimas fatais e a investigação das causas da explosão registrada nesta sexta-feira à noite a 30 quilômetros de Benghazi, segunda maior cidade do país e controlada pelos rebeldes desde o último dia 21.

O porta-voz do hospital Al Yala, Mohammed al Kharrubi, confirmou a morte de pelo menos 30 pessoas, 17 delas membros das equipes de Defesa Civil. No entanto, o número total ainda é desconhecido, já que, como comentou Al Kharrubi, ainda há corpos entre os escombros do armazém de armas, que se encontrava no quartel de Rayma.

As versões sobre a origem da explosão variam. Uma testemunha, Ali Uryani, disse nesta sexta-feira que viu, por volta das 19h do horário local (14h de Brasília), o primeiro míssil cair e causar uma labareda de 40 metros. Outro segundo projétil teria atingido o mesmo quartel quatro minutos depois.


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