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<< Escritor baiano é sepultado no mausoléu da ABL

Publicada em 20/07/2014 às 00:07
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O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro, 73 anos, foi enterrado na manhã deste sábado (19) no Cemitério São João Batista, no Rio. Ele morreu em casa na madrugada da última sexta-feira, vítima de uma embolia pulmonar. O corpo do autor de clássicos como "Sargento Getúlio" e "Viva o Povo Brasileiro" foi sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras (ABL), em que ocupava a cadeira 34 desde 1993. 

Ao chegar ao cemitério, o filho Bento Ribeiro, ator e apresentador, disse que o livro que o pai deixou inacabado seria um apanhado de histórias ou crônicas do Leblon, bairro que o escritor adotou no Rio. 

João Ubaldo foi enterrado com o fardão da ABL, mas, por baixo dela, levava uma camiseta com o nome de Itaparica, "seu xodó" segundo a secretária particular Vânia. Uma camisa do bloco de carnaval Areia, que desfila no Leblon, foi colocada sobre o caixão do romancista. A tradicional Padaria Rio Lisboa e o Bar Tio Sam também prestaram homenagem ao frequentador ilustre mandando coroas de flores.

A despedida ao baiano começou às 8 horas na ABL, onde estava sendo velado desde sexta-feira no Salão dos Poetas Românticos. Uma cerimônia religiosa foi seguida por uma homenagem dos colegas da academia. A bandeira da ABL ficará hasteada a meio mastro em sinal de luto pela morte do escritor. 

Familiares e amigos de Ubaldo estavam muito emocionados. O escritor deixa a mulher, a psicanalista Berenice Batella Ribeiro, e quatro filhos, o apresentador Bento Ribeiro, Francisca, que morava com o pai, Emília, vinda de Salvador, e Manuela, que chegou da Alemanha, onde mora, para o enterro.

O romancista vivia no Rio de Janeiro desde a década de 70. Na madrugada de sexta-feira, João Ubaldo se sentiu mal por volta das 3 horas da manhã em sua casa, no Leblon. Ele pediu socorro à mulher, que chamou os paramédicos, mas quando estes chegaram já era tarde. 

Ao longo de sua carreira, João Ubaldo Ribeiro recebeu reconhecimento com o Prêmio Camões - o mais importante para autores da língua portuguesa - e o Jabuti, pelo livro "Viva o Povo Brasileiro". Também teve obras adaptadas para a televisão (O Sorriso do Lagarto) e teatro (A Casa dos Budas Ditosos). Sua última obra publicada foi "O Albatroz Azul", de 2009. 
 
 
 

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