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Diário de Sorocaba





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<< Audiência pública discute falhas no atendimento de dependentes químicos

Publicada em 17/06/2014 às 00:33
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O atendimento aos dependentes químicos em Sorocaba foi discutido na Câmara Municipal na manhã desta segunda-feira (16), em audiência pública de iniciativa do vereador Rodrigo Manga (PP), que presidiu a reunião. Participaram da audiência, a vice-prefeita e secretária da Cidadania, Edith Di Giorgi; o secretário de Saúde, Armando Raggio; o gestor geral da Santa Casa, Francisco Antônio Fernandes; o coordenador de psiquiatria do Conjunto Hospital de Sorocaba, Carlos Eduardo Zacharias; a presidente do Conselho Tutelar, Juliana March; e a presidente do Conselho Municipal sobre Drogas (Comad) de Sorocaba, Maria Clara Schnaidman Suarez. 

O vereador Manga preside a Comissão de Vereadores para Realizar Contatos, Reuniões e Estudos Sobre Problemática da Dependência Química no Município. Também participaram da reunião, diretores de clínicas para dependentes químicos e representantes de entidades que prestam assistência a moradores de rua.

Manga destacou o trabalho desenvolvido pela Comissão da Câmara, que denunciou a existência de minicracolândias no município e acompanha o aumento dos usuários de craque, a realidade dos dependentes e o drama dos familiares, citando avanços no combate ao problema como o aumento nos dias de triagem e internações imediatas, além da inauguração do Caps AD III. 

Sobre a dificuldade de acesso ao tratamento no município, o parlamentar citou o caso da jovem de 13 anos, dependente química, que se prostituía para manter o vício, cuja família ganhou uma ação na justiça determinando a sua internação involuntária e a jovem foi encaminhada ao hospital de dependência química, recentemente inaugurado em Botucatu. Manga também destacou o caso de outra adolescente de 16 anos que se suicidou após dois dias de alta na internação. Em seguida, foi apresentado um vídeo com depoimentos de ex-viciados e familiares de dependentes. 

O vereador Rodrigo Manga defendeu a criação, em Sorocaba, de um hospital nos moldes do de Botucatu para preencher a lacuna existente no município por leitos e tratamento. O secretário de Saúde afirmou que não defende a construção de um hospital específico para drogas, pois acredita na visão integrada.

LEITOS PARA DEPENDENTES - O gestor da Santa Casa anunciou que o hospital terá uma ala específica, inicialmente provisória, para o atendimento de urgência dos dependentes e que serão criados até 25 leitos. Já o secretário de Saúde destacou a necessidade de se construir uma rede de atenção psicossocial com hierarquia para atender aos usuários. 

A presidente do Conselho Tutelar explicou que a instituição é a porta de entrada para os casos, que, em seguida, deve encaminhar aos órgãos competentes, e denunciou que hoje não há uma rede preparada e os profissionais não conseguem atender aos encaminhamentos do conselho, destacando muitos casos sem sucesso. Juliana March também defendeu o tratamento compulsório para crianças e adolescentes. Ela quis saber da Prefeitura o local para onde o conselho deve encaminhar esses adolescentes, uma vez que há um impasse na rede de Saúde. “Se a mãe for procurar o Conselho Tutelar, eu vou dar encaminhamento pra onde?”, frisou. 

Em seguida, usuários e familiares pediram ajuda e denunciaram negativas da rede de Saúde quando procurado atendimento, que foram ouvidas e respondidas pelo secretário de Saúde. Raggio citou os leitos que serão abertos na Santa Casa e os 25 leitos disponíveis no Hospital Teixeira Lima, para o atendimento de pacientes de Sorocaba.

O vereador Marinho Marte falou da preocupação de comunidades onde estão presentes as residências terapêuticas do Instituto Moriah, afirmando que os bairros estão se mobilizando, pois os moradores muitas vezes não têm conhecimento da finalidade das locações. O secretário afirmou que são cerca de 50 casas em Sorocaba para trazer de volta à vida social os egressos de hospitais psiquiátricos, que essas residências terapêuticas devem ser transitórias e que é orientação do Governo que os contratos de locação contenham cláusula explícita sobre o destino das casas. 

A secretaria de Cidadania informou que está em processo de licitação a criação de um catálogo de serviços para orientar a população na busca por atendimento. 


 

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