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Diário de Sorocaba





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<< Durante posse de ministros, presidente defende seu governo Chegando a seu quarto ano de mandato, os rumos da política econômica ainda geram desconfianças

Publicada em 04/02/2014 às 01:18
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A presidente, Dilma Rousseff, afirmou ontem que chega ao quarto ano do seu mandato seguindo as diretrizes que foram propostas durante a sua campanha, em 2010, e desde a sua posse. De acordo com a mandatária, que deu posse ontem a quatro ministros e inaugurou a primeira etapa da reforma ministerial, que prepara para este ano, os objetivos propostos devem manter os fundamentos macroeconômicos, com crescimento da economia, a manutenção do processo de inclusão social inaugurado com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, e manter o País na liderança da redução do processo de desigualdade do mundo. Ela aproveitou para defender a área econômica de sua gestão.

Até então ministro da Educação, Aloízio Mercadante substitui Gleisi Hoffmann, que se prepara para disputar o governo do Estado do Paraná, na Casa Civil. Arthur Chioro, ex-secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, entra no lugar de Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo paulista neste ano, enquanto Thomas Traumann - porta-voz da presidência - também assume o posto ocupado até então por Helena Chagas, na Secretaria da Comunicação Social.

Segundo a presidente, 2014 será ainda melhor do que 2013. Dilma disse que a missão do governo é continuar garantindo direitos e implementar as políticas públicas para que cada brasileiro, com o esforço próprio, com o apoio de programas sociais persista progredindo. Afirmou que as substituições fazem parte do calendário da democracia.

Dilma disse que alguns dos ministros decidiram buscar, por meio das urnas, novas tarefas. Ela citou os demissionários Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, e Alexandre Padilha, da Saúde. A mandatária agradeceu à Gleisi a condução na Casa Civil, citando a coordenação dela em programas do governo e o programa de concessões. Ela também deu seus agradecimentos a Padilha e citou o programa Mais Médicos.

Contudo a dirigente do País chega a seu quarto ano de mandato sob desconfiança nos rumos da política econômica – tema que deve pautar as principais decisões do governo no primeiro semestre. Nas vésperas da corrida eleitoral, a presidente tem lançado mão de um discurso focado nas principais questões que inquietam atuais e futuros investidores no País.


Congresso volta ao trabalho e define pautas prioritárias

Deputados e senadores retomaram ontem os trabalhos no Congresso Nacional com o desafio de concluir votações iniciadas no ano passado e colocar em dia a pauta de medidas provisórias e vetos presidenciais. Às 16 horas, uma sessão solene marcou a abertura do ano legislativo. Os líderes das duas Casas devem dedicar os primeiros dias desta semana à definição do que é prioridade neste ano, que terá grandes eventos como os jogos da Copa do Mundo, em junho, e a eleição presidencial, em outubro.

Do Planalto, líderes do governo já receberam as primeiras orientações na semana passada, durante uma reunião com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. A intenção do governo é avançar na discussão de projetos urgentes, como o que trata do marco civil da internet, e de 14 medidas provisórias.

Duas medidas agravam os problemas da pauta de votações das duas Casas, mas estão mais próximas de serem concluídas. A medida 625/2013, que concede crédito extraordinário para o Ministério de Minas e Energia no valor de R$ 60 milhões, tranca a pauta da Câmara e perde a validade se não for aprovada até o dia 10 deste mês. Na mesma situação, a 626/2013, que prevê crédito extra para o Fundo de Financiamento Estudantil, no valor de R$ 2,5 bilhões, tranca a pauta do Senado e a data limite para a aprovação é 3 de abril.

As outras medidas provisórias foram editadas durante o recesso parlamentar, como a 630, que trata da contratação de obras de construção e reforma de presídios por meio do Regime Diferenciado de Contratações Públicas, e a 631/13, que amplia a modalidade do RDC, considerada mais rápida, para obras de prevenção, resposta e recuperação em locais atingidos por catástrofes.


Mensaleiro reavalia se mantém pedido de transferência de presídio

Condenado a 40 anos de prisão, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza reavalia com a família se mantém o pedido à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal para ser transferido para um presídio em Minas Gerais. 

O irmão gêmeo de Marcos Valério, Marcos Vinícius, quebrou seu silêncio depois de visitar o mensaleiro na prisão na semana passada. Segundo ele, o irmão está dez quilos mais magro após dois meses e meio na Papuda e se comporta, às vezes, como se não tivesse consciência da prisão.

GENOINO - O ex-deputado José Genoino, condenado a quatro anos e oito meses de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão, recebeu alta no domingo do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. Ele passou mal no início da manhã e deu entrada no setor de emergência do hospital perto do meio-dia.

Segundo o boletim médico, assinado pela diretora, Núbia Vieira, e pelo superintendente, João Reis, o ex-deputado passou por exames de avaliação cardiovascular. Genoino sentiu fortes dores no peito, teve um pico de pressão arterial e respiração ofegante. Ele estava acompanhado de sua mulher, Rioco, e da filha, Miruna.


João Paulo almoça em tenda montada em frente ao Supremo 

À espera da expedição do mandado de prisão por sua condenação no processo do mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha (PT) almoçou ontem em uma tenda montada em frente ao Supremo Tribunal Federal por manifestantes ligados ao PT que protestam contra a detenção dos condenados e pedem a anulação do julgamento. O deputado afirmou que fará todos os recursos possíveis contra a condenação. Ele não quis dizer se deixará o mandato quando for preso, mas ressaltou receber a solidariedade de outros parlamentares.

O deputado disse que a visita aos manifestantes não foi uma provocação ao Supremo. "Os ministros do Supremo sabem que não sou de provocar ninguém. "Ele ressaltou que fica feliz por ter um grupo de brasileiros que são solidários e essa solidariedade conforta-o.


Ministro diz ser a favor da regulação da mídia

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reiterou ontem que é a favor da regulação da mídia, e não do conteúdo, ao deixar a cerimônia de posse de novos ministros no Palácio do Planalto. Para Bernardo, é importante discutir a forma de conduzir esse processo.

Ao falar de internet, Bernardo destacou o Google. "O Google está tornando-se o grande monopólio da mídia. E a gente vê assim uma disputa entre teles e TVs que, provavelmente, se durar mais alguns anos, o Google vai engolir os dois." 

Questionado se o Brasil tem planos para diminuir a ação de companhias como o Google, Paulo Bernardo respondeu que isso tem de ser colocado na pauta. Ele também disse que espera uma rapidez na questão do Marco Civil da Internet. Segundo o ministro, a discussão já foi bem-feita.


Servidores federais da Saúde entram em greve no Rio de Janeiro

Servidores de hospitais federais do Rio de Janeiro entraram em greve ontem contra o aumento da carga horária de 30 para 40 horas semanais com a implantação do ponto eletrônico nas unidades de Saúde. De acordo com uma das diretoras do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social do Rio de Janeiro, Lúcia Pádua, a decisão em assembleias feitas na semana passada foi manter 30% do efetivo trabalhando, com atendimento aos casos mais graves.

Participaram do movimento servidores dos hospitais federais do Andaraí, de Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema e da Lagoa. Também aderiram à greve, servidores do Hospital Federal dos Servidores do Estado, do Instituto Nacional do Coração e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.

Na porta do Hospital do Andaraí, cerca de 20 servidores distribuíam panfletos e adesivos contra o que consideraram privatização dos hospitais e contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Uma enfermeira, que preferiu não se identificar com medo de represálias, criticou as condições de trabalho no hospital. "Há enfermaria sem ar-condicionado e paciente que fica internado em cadeira no corredor. E a gente continua trabalhando neste canteiro de obras.” 

Na saída do hospital, pacientes relataram que foram atendidos normalmente. Cristiane Felisbina levou o filho de cinco anos à unidade de Saúde por causa de uma garganta inflamada. "Não sei se era grave, mas ele passou a noite toda com febre e viemos aqui. Foi tudo normal e sem demora.”

 
GIRO PELO MUNDO  
 
Ataque em escola

Um adolescente entrou armado ontem na escola onde estudava e matou um professor e um policial, antes de ser preso pela polícia de Moscou. Um policial que atendeu à ocorrência ficou ferido, assim como o jovem agressor.

Rompendo ligações

A Al-Qaeda rompeu suas ligações com uma de suas supostas ramificações na Síria e se distanciou das lutas internas entre os rebeldes que participam da guerra civil no país. 

Carros-bomba em Bagdá

Explosões de carros-bomba ocorridas ontem em Bagdá e em uma cidade próxima à capital do Iraque provocaram a morte de pelo menos 16 pessoas.

Novos casos

A agência da Organização Mundial da Saúde, que cuida de casos de câncer, advertiu que haverá 22 milhões de novos casos da doença a cada ano nas próximas duas décadas. 

Tremor na Grécia

Um forte terremoto foi registrado na região ocidental da Grécia, na ilha de Cefalônia. Leituras preliminares indicaram um tremor de magnitude entre 5,7 e 6,1.

Protestos na Tailândia

Manifestantes contrários ao governo da Tailândia prometiam ontem promover grandes protestos na região central da capital do país e aumentar os esforços para anular os resultados das eleições de domingo (2).

União Europeia 

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse ontem que é importante manter as portas da União Europeia abertas para a Turquia. 

Mudanças na Ucrânia

Líderes dos protestos contra o governo da Ucrânia exigiram ontem uma mudança na Constituição do país que limite os poderes do presidente. A expectativa é de que o Parlamento ucraniano discuta mudanças constitucionais em sessão marcada para hoje.

Famílias separadas

Representantes das Coreias do Norte e do Sul concordaram em se reunir nesta semana para organizar as primeiras reuniões de famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950-1953) em mais de três anos.

Destruição de oliveiras

Colonos judeus atacaram terras cultivadas por palestinos em duas comunidades ao norte de Ramala, capital da Cisjordânia ocupada, destruindo oliveiras e arrancando pela raiz cerca de 1.700 mudas.

Mecanismo de gestão

Com o objetivo de evitar tensões territoriais que possam acarretar conflitos militares, o Ministério da Defesa do Japão pediu a rápida criação de um mecanismo de gestão da crise com a China.
 
 
 

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