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<< Saae tem novo diretor e anuncia melhorias no sistema

Publicada em 29/01/2014 às 20:34
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O atual diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Wilson Unterkircher Filho, deixa o cargo amanhã, e assume o posto o diretor operacional de água, Adhemar José Spinelli Júnior. O anúncio foi feito pelo prefeito Antônio Carlos Pannunzio (PSDB) em coletiva concedida na tarde de ontem em seu gabinete, na presença de toda a direção da autarquia, quando também comentou investimentos e o atual cenário de abastecimento na cidade. 

Pannunzio reconheceu que é um momento de crise e reforçou que a falta de investimentos nos últimos anos, no setor de abastecimento, visto que o Saae privilegiou o tratamento de esgoto, refletiu na falta de água em alguns bairros. “Os equipamentos são da época em que fui prefeito pela primeira vez e é evidente que a cidade cresceu bastante, assim como a demanda.” Unterkircher estima que até março, todo o anel de adução da zona norte, a substituição das cinco bombas e o repotenciamento da Estação de Tratamento do Cerrado (ETA), devem ser concluídos.

DIREÇÃO – Formado em Engenharia Elétrica e iniciando os trabalhos no Saae em 1992, por meio de concurso público, Adhemar Spinelli assume a direção da autarquia num momento considerado delicado, segundo o antigo diretor. “Não estou feliz nem aliviado, não é o melhor momento, mas já venho conversando isso há algum tempo. Assumi atendendo a um pedido do prefeito, mas avisei que, talvez, não chegaria até o final do mandato.” Ele ressalta que nesse ano em que esteve no comando da autarquia, foi um momento de retomada e reflexo de problemas anteriores, como na leitura das contas, resultado da Operação Águas Claras, que investiga irregularidades na contratação de empresas terceirizadas por autarquias de água e esgoto de todo o País. Unterkircher afirma que há dinheiro em caixa, cerca de R$ 22 milhões. 

MELHORIAS – A ETA do Cerrado corresponde a 80% do abastecimento da cidade, com 100% da área urbana, e com a construção de uma nova ETA no Vitória Régia, ao custo de R$ 56 milhões através do Ministério das Cidades, Sorocaba terá mais possibilidades de manobra. “Hoje, quando acaba energia no Cerrado, a cidade é prejudicada. Quando a nova ETA estiver funcionando, as duas vão operar simultaneamente”, explica o diretor-geral. 

A obra está em processo de contratação e deve ser concluída em no máximo três anos. Também será feita a ampliação em 50% da captação e tratamento da ETA do Éden com recursos do Orçamento Geral da União, sem devolução do montante. A estação de esgoto do Júlio de Mesquita receberá a ordem de R$ 40 milhões e também será ampliada. “Será feita a recuperação de 10 quilômetros de adução de água bruta, o que vai melhorar as condições de tratamento e fornecimento”, diz o antigo diretor.

As obras do anel de adução e a substituição das cinco bombas da ETA do Cerrado somam o investimento de R$ 8 milhões. Ao todo, as obras executadas ao longo deste ano consumirão R$ 30 milhões de recursos próprios. Segundo Adhemar José Spinelli Júnior, a substituição das bombas devem ocorrer individualmente e, a cada 15 dias, para diminuir o impacto no abastecimento da cidade. Antes, porém, o sistema será desligado por oito horas para a troca do quadro geral e a interligação do anel de adução. “As trocas serão feitas aos domingos e com aviso prévio. Tudo depende das condições climáticas, mas, a partir da troca da terceira bomba, os impactos não serão sentidos pela população. Vamos avançar bastante e em dezembro a situação vai ser mais tranquila.” A capacidade de recalque das bombas vai aumentar de 1.750 litros para 2.250 litros por segundo. Ainda neste ano, obras devem beneficiar as regiões do Parque Campolim e da Vila Santana. 

Quanto à falta de água no condomínio Altos de Ipanema, que gerou duas manifestações dos moradores, Unterkircher explica que no local há dois reservatórios de 50 mil litros que o Saae tem responsabilidade de manter cheios. Porém a bomba do residencial não estaria dando conta de levar a água para a caixa, com capacidade de 100 mil litros, que faz a distribuição aos apartamentos. “Com o nível baixo, cinco blocos que ficam na mesma altura do reservatório ficam sem água. Conversamos com a equipe da Caixa e o síndico, que entende a situação. Ligamos uma bomba reserva que eles tinham e agora as duas operam juntas, mesmo assim não dão conta da demanda.” A autarquia espera agora uma resposta da Caixa Econômica Federal (CEF), responsável pelo financiamento do empreendimento, já que é um residencial particular.  
 
 
 

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