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<< Câmara elimina 90 mil páginas de documentos Processo de digitalização e preservação dos documentos originais possibilitam o descarte

Publicada em 28/01/2014 às 20:19
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A Câmara Municipal está descartando cerca de 90 mil páginas que são cópias de documentos de seu arquivo, as quais estão sendo destruídas por meio do processo de fragmentação. Esse trabalho está sendo feito em parceria com a Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba e o descarte é possível porque são cópias de documentos cujos originais datam de mais de cinco anos e que estão preservados não apenas em sua forma natural, mas também na forma digital. A coleta e destruição do material começou a ser realizada nesta semana.

O presidente da Câmara, Cláudio do Sorocaba 1 (PR), informou que esse procedimento resulta de um trabalho que vem sendo desenvolvido desde o ano passado por meio da Comissão de Estudos, Pesquisa e Resgate de Material Histórico do Legislativo, da qual participam os vereadores Anselmo Neto (PP), Pastor Apolo (PSB) e Jessé Loures (PV), auxiliada por outra comissão formada por seis funcionários, esta instituída por iniciativa do então presidente José Francisco Martinez.

O vereador Jessé Loures, da Comissão de Estudos, Pesquisa e Resgate de Material Histórico, conta que uma das preocupações da Comissão refere-se à gestão documental: "Temos já parecer jurídico atestando a legalidade desse descarte, o qual vem sendo feito segundo critério recomendado pelo Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), que é o da fragmentação mecânica, com supervisão de um funcionário da Câmara". "A falta de espaço era um dos problemas enfrentados por nosso arquivo. Precisávamos racionalizar o uso dele, o que estamos fazendo agora. Mas o processo tem vários passos a serem seguidos ainda, em apoio às propostas da Comissão. Um deles é a capacitação de funcionários da Câmara, que vem sendo feito em parceria com outras nove cidades, e o Arquivo Público do Estado de São Paulo, os quais participam de estudos relacionados à `Classificação e Temporalidade Documental'", conta ele, acrescentando que a proposta "é desenvolver, ao longo do ano, várias etapas desse trabalho, a exemplo da adequação do arquivo e da biblioteca de modo a facilitar o acesso do cidadão às pesquisas; intensificar o processo de digitalização de nossa documentação; estabelecer uma política pública de institucionalização de nosso arquivo, restaurar documentos eventualmente danificados e caminhar rumo à criação de nosso futuro Memorial, que inclui espaço permanente de exposição e criação meios que facilitem a pesquisa, inclusive pelas mídias digitais".
 
 
 
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