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Diário de Sorocaba





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<< Narrações de histórias serão destaque aos sábados no Sesc

Publicada em 28/01/2014 às 20:09
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Aos sábados de fevereiro, as crianças poderão prestigiar a narração de diversos contos na Convivência do Sesc Sorocaba (rua Barão de Piratininga, 555, esquina com a avenida Washington Luiz, no Jardim Faculdade). As apresentações acontecerão sempre às 16 horas e todas são gratuitas, sem a necessidade de retirar ingressos.

Logo no primeiro dia do mês (1º), a criançada poderá acompanhar a narrativa "História do Juquinha", contada pelo grupo Dois Pontos. O enredo conta as peripécias de Juquinha, um garoto do sertão da Bahia que não gosta de tomar banho de chuveiro, somente de banheira. De tanto aprontar, sua mãe decide por fim à brincadeira. O menino então, sem que sua mãe perceba, pára de tomar banho, sem saber no que ele poderia se transformar.

No dia 15, o grupo Dois Pontos traz a "História da Lulucita (Que aconteceu com a prima de uma amiga minha)". Lulucita tem um segredo, mas confiou na menina mais fofoqueira da escola e, agora, todo mundo sabe que ela faz xixi na cama! Como será que Lulucita vai fazer para não ser mais motivo de piada e, enfim, dormir tranquila?

Já nos dias 8 e 22, Karina Giannecchini conduz os contos "Do queixo cair - História para meninos... e meninas", que promete entreter os pequenos curiosos e aventureiros. Causos de Alexandre, personagem matuto de Graciliano Ramos, e também do aventureiro alemão Hans Staden, aprisionado por tupinambás, integram as histórias e tudo isso na voz de Dona Benta, personagem criada por Monteiro Lobato.


Shopping Cidade Sorocaba terá espaço dedicado à Arte Contemporânea

Artexpo'2014 reúne vídeos, mostra fotográfica, apresentações musicais e outras atividades gratuitas e abertas ao público durante todo o ano

A partir desta sexta-feira (31), o Shopping Cidade Sorocaba, na Zona Norte da cidade, terá um espaço permanente destinado à Arte Contemporânea. A Artexpo'2014, uma realização da Abart (Associação Brasileira de Arte), com o apoio do complexo, trará, assim, inúmeras atividades artísticas gratuitas e abertas ao público durante todo o correr deste ano, como vídeos, exposições fotográficas e apresentações musicais, entre outras.

Por ocasião da abertura da Artexpo'2014, às 10 horas de sexta-feira, o espaço, instalado em um ambiente de mais de 100 metros quadrados, no piso L2, recebe, primeiramente, uma mostra coletiva de obras de arte de artistas já consagrados, como Ana Pinha, Cecília Rossi, Conceição Matos, David, Falconi, Irani Tomazella, Joarez Filho, Wanderley Xavier, Cecília Bismara, Cid Freitas, Edivaldo Silva, Espiritu Escobar e Jhee Oliver.

O objetivo da mostra, que ficará aberta à visitação pública diariamente, das 10 às 22 horas, será revelar as últimas tendências da Arte Contemporânea no Brasil e no mundo. "É uma iniciativa fundamental para divulgarmos a importância da Arte Contemporânea para toda a sociedade", revela Amilton Soares, presidente da Abart.

APRESENTAÇÕES MUSICAIS - Ainda no dia de seu lançamento depois de amanhã, a Artexpo'2014 também apresentará uma extensa programação musical. Pela manhã, será realizado show do músico instrumentista Miguel Manga, a partir das 10 horas. No final da tarde, será a vez da Orquestra Jonicler Real, às 18 horas, e, às 19h30, do pianista Edson Kattrip. 

Ao longo de todo o dia, por outro lado, os visitantes ainda poderão ter suas caricaturas feitas pelo artista Vladson Jorge. "Muito mais do que um centro de compras, o Shopping Cidade Sorocaba é também um local para a cultura, o lazer e o entretenimento", destacam os gerentes Francisco Cartaxo e Estela Perrella.

OS ARTISTAS PLÁSTICOS - Cada artista plástico que participará da mostra de abertura da Artexpo'2014, no Shopping Cidade Sorocaba, tem sua história e sua linha de trabalho dentro das Artes Plásticas da contemporiedade. Conceição Matos, por exemplo, traz ao público algumas obras da série Paris, onde a artista teve a oportunidade de fotografar e reproduzir paisagens e cenas urbanas com pinceladas levemente impressionistas. Nesta mostra, ela também apresenta algumas de suas obras abstratas. Já os artistas Wanderley Xavier e Cecilia Rossi mostrarão, através do hiperrealismo, a aproximação das artes plásticas para um plano muito próximo à imagem fotográfica, enquanto Davi e Falconi permitem observar em suas obras um impressionismo mais acentuado com todo o requinte, enquanto Irani Tomazella cria ambientes utilizando a técnica do espatulado com volume de tinta.

Dos contemporâneos, Joarez é um artista que mescla o abstrato com a figura humana, ressaltando os aspectos femininos e explorando técnicas que denotam movimentos às obras. Ainda dentro do figurativo, Edivaldo Silva, através da sua pesquisa pictórica marcante, explora igualmente o universo feminino; Espirítu, um artista peruano, expressa em sua arte através do cubismo, com uma linguagem forte através da forma; Cecília Bismara está presente na Artexpo com acrílica sobre tela realizada com a técnica aquarelada e Ana Pinha marca presença com uma pintura ingênua que remete sua arte à inocência do cotidiano.


MÚSICA

Adriana Moreira lança 'Cordão', com memórias da resistência à cultura afro

A cantora Adriana Moreira lançará no próximo final de semana na Capital, no Sesc Bom Retiro, o álbum "Cordão", um mosaico de canções que marcaram sua vivência e sua trajetória musical. O show de lançamento acontecerá nos dias 1º (sábado) e (domingo).

O álbum apresenta 15 faixas, com clássicos do cancioneiro popular e obras menos conhecidas de artistas já consagrados. Gonzaguinha, Baden Powell, Chico Buarque, Clementina de Jesus, Nélson Cavaquinho, João Nogueira e Maurício Tapajós, entre outros, são homenageados sem cair nas armadilhas de releituras que mais distorcem os originais do que os alçam à prosperidade. Há também trabalhos inéditos de novos compositores, como "Sorriso do Sambista", de Renato Fontes e Thiago Monteiro; "Verdejante", de Milton Conceição; "Machado de Xangô", de Renato Martins e Roberto Dídio, e "Em Nome da Arte", de Douglas Germano e Antônio Carlos Moreira.  

Trata-se de um repertório composto por músicas que estão presentes na história da cantora desde sua infância até os dias de hoje. Canções que representam toda a trajetória da artista, formando também um `cordão' com suas memórias de infância e das festas e rodas de samba que ela presenciou, passando pelos desfiles de sua escola do coração, a Camisa Verde e Branco, até os dias atuais. "São músicas que dialogam com a ancestralidade e com as coisas cotidianas, os amores e dores, as dificuldades da `maioria sem nenhum', as dificuldades de fazer musica à margem do mercado e da indústria cultural, temas sociais, urbanos e, sobretudo, de resistência cultural", afirma Adriana.

Trata-se, enfim, de um álbum de samba, mas que traz uma sonoridade um pouco diferente dos diversos álbuns do gênero graças à dedicação à pesquisa para arranjos e execução das músicas que priorizam as linguagens rítmicas do samba, das diversas formas de acompanhamento dos sambas, destacando-se a formação instrumental e a parte rítmica das percussões, que está bem diversificada. Para o músico Junior Pita, responsável pelos arranjos, uma das principais preocupações foi manter uma certa linguagem popular na hora de executar as canções, uma linguagem que foi sendo construída ao longo dos anos pelos inúmeros músicos que passaram pela história da Música Popular Brasileira, como Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Dino 7 Cordas e Marçal, que deixaram um grande e rico legado, mas que há algum tempo vêm perdendo em autenticidade e originalidade. "São canções que vêm sofrendo muitas influências, que atrapalham a identidade da música. Nós pensamos essas canções com uma nova roupagem, com um olhar novo, da nossa maneira, mas tendo como alicerce essa linguagem popular na hora de executar as músicas e os arranjos", afirma ele.

Um dos destaques de "Cordão", a canção Fuzuê, consagrada na voz de Clara Nunes, remete, por exemplo, à infância de Adriana. "Falar de Clara Nunes me faz voltar à infância e lembrar demais de meu avô Jayme de Aguiar, um negro, professor, intelectual e fundador do primeiro jornal de imprensa negra em São Paulo, o `Clarim da Alvorada'. Foi ele quem fez a primeira opção de repertório quando tinha 7 anos, colocando-me para ouvir no rádio `Fuzuê', que naquela época estourava em todas as emissoras do Brasil. Cantar qualquer música do repertório de Clara é muito difícil. Neste caso, usei toda essa história pessoal de memória de infância para dar um toque pessoal à interpretação", diz a cantora.

 
 

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