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<< Lobo-guará é solto na Floresta Nacional de Ipanema

Publicada em 25/01/2014 às 20:17
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Após passar por um período de tratamento no Parque Zoológico Municipal "Quinzinho de Barros", em Sorocaba, um macho adulto de lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) foi levado na semana passada à Floresta Nacional de Ipanema (Flona), em Iperó, retornando ao seu habitat natural.

O feito foi motivo de comemoração pela equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. "O Zoológico de Sorocaba tem também esse papel de receber animais, que por algum motivo chegaram machucados, tratá-los, e na medida do possível, em comum acordo com o Ibama e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, devolvê-los à natureza", explicou Welber Smith, diretor de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente. O lobo-guará é o maior canídeo nativo da América do Sul e atualmente consta da lista oficial dos animais ameaçados de extinção do Ibama e classificada na categoria vulnerável da IUCN.

Em média, por dia, a Polícia Ambiental e o Corpo de Bombeiros encaminham um animal silvestre ao "Quinzinho de Barros", ou que esteja machucado, correndo algum tipo de risco, ou ainda ameaçando de alguma forma uma pessoa. A equipe do Zoo dá todo o apoio logístico (mão de obra, material e conhecimento técnico) necessário para que o animal sobreviva, caso esteja machucado, e quando possível retorne ao seu habitat natural.

O animal foi levado ao Zoo em dezembro de 2013, após a Guarda Civil Municipal de Capela do Alto encontrá-lo muito ferido e desidratado numa estrada da cidade. "O animal chegou aqui ao Zoo bastante machucado, com ferimento no pavilhão auricular e miíase (infestação de larvas de moscas). Aqui nós tratamos e medicamos e ele foi melhorando a cada manejo, tanto é que no início desta semana ele avançou em cima de um dos nossos tratadores, ou seja, ele teve alta médica", declarou Rodrigo Teixeira, chefe de Seção de Biologia e Veterinária da Secretaria do Meio Ambiente

De acordo com Rodrigo, o lobo-guará já estava comendo presas vivas, mantendo o seu hábito natural. O animal também estava mantendo o comportamento típico da espécie, ficando durante o dia em seu abrigo e à noite explorando o recinto. "Por último, fizemos uma série de exames de sangue, raio X, que demonstraram que o animal estava apto para retornar à natureza", comentou Teixeira.

A ação contou com o apoio do Cenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).


 

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