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<< Mensaleiro analisa quadro eleitoral antes de ser preso Durante almoço, petistas falam sobre 'possível mentira' contada pelo ex-presidente Lula

Publicada em 08/01/2014 às 21:15
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Num provável último almoço em liberdade antes da expedição do mandado de sua prisão, o deputado federal João Paulo Cunha (PT), condenado no processo do mensalão, fez uma série de avaliações sobre o quadro eleitoral deste ano. Parte da conversa pôde ser ouvida por jornalistas pela janela do apartamento do deputado, situado no segundo andar de um prédio funcional no bairro da Asa Sul, área nobre de Brasília.

Na ocasião, o petista avaliou a situação da presidente, Dilma Rousseff, e fez este comentário: "Dilma fala que está tudo bem. Ter 40% (aprovação nas pesquisas) para uma eleição, às vezes, não é mais difícil do que chegar a 51%. De zero a 40% vai, mas de 40% para 51%?”

O nome do possível candidato do PSDB para o Planalto, senador Aécio Neves, também foi comentado diversas vezes durante o almoço entre a meio-dia e 13h30. Para o petista, Aécio não representa o novo, uma novidade. João Paulo Cunha também fez comentários sobre o segundo adversário, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Na análise do ex-presidente da Câmara, Campos encontrará dificuldade na eleição em razão da falta de capilaridade nos Estados.

João Paulo Cunha também criticou a imprensa, que venderia uma realidade não verdadeira. Durante o almoço, o nome do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também foi lembrado. Uma das frases ouvidas, mas cujo autor não foi possível identificar, foi a seguinte: "Uma mentira que Lula contou, mas que eu perdoei ele". Também não foi possível precisar o contexto da frase e sobre o que os presentes estavam falando ao se referir a esta "mentira de Lula", pois, às vezes, as falas eram totalmente audíveis, outras vezes, não.

Durante o encontro, não houve sobressaltos na fala de João Paulo Cunha, o que de certa forma demonstra que o clima não é de irritação ou tensão diante da decisão sobre sua prisão. O deputado petista aguarda a emissão do mandado de prisão pelo Supremo Tribunal Federal para se apresentar à Polícia Federal, em Brasília.

‘VAQUINHA’ DE GENOINO - Familiares e amigos do ex-presidente do PT, José Genoino, estão preparando um site central para receber doações que ajudarão a pagar a multa de R$ 468 mil estipulada para o petista, pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do mensalão, no qual também foi condenado a seis anos e 11 meses de prisão. Até ontem, a 'vaquinha' já teria engordado R$ 30 mil.
 
 
Campos avisa que não responderá ataque do PT

O governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência neste 2014, Eduardo Campos (PSB), afirmou, em mensagem postada em sua página pessoal do Facebook, que não se pronunciará sobre o que chamou de "ataque covarde" feito contra ele. Na mesma rede social, um texto publicado ontem pelo PT nacional classificou Campos como "tolo", "playboy mimado" e como candidato "sem projeto, sem conteúdo e sem compostura política" para disputar a presidência da República neste ano.

Campos disse que, a esta altura do dia, a maior parte dos petistas devem ter tido conhecimento do ataque covarde desferido contra ele. “Não irei me pronunciar sobre o assunto, tudo o que é preciso dizer foi dito pelo vice-presidente do meu partido, o deputado Beto Albuquerque." 

Na nota divulgada pelo PSB, assinada por Albuquerque, o partido afirma que repudia as agressões do PT. O documento diz que fica evidente o desespero da direção do Partido dos Trabalhadores diante da discussão democrática do PSB em ter candidato próprio à presidência da República em 2014.

CONTRA ATITUDE - O futuro líder do PT na Câmara dos Deputados, Vicente Paulo da Silva (SP), o Vicentinho, condenou ontem as críticas do partido ao governador de Pernambuco e possível candidato do PSB à sucessão presidencial, Eduardo Campos. "Eu não faria isso. Temos de ter uma postura respeitosa com aliados e ex-aliados", resumiu o deputado.


 
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