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<< Córrego acumula sujeira, gera mau cheiro e possíveis animais peçonhentos

Publicada em 27/11/2013 às 22:22
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O mau cheiro e a sujeira de um córrego que corta a avenida Américo Figueiredo, no Jardim Itanguá, têm incomodado moradores da região. De acordo com relatos, o problema se estende há mais de um ano e, mesmo com reclamações apresentadas na Secretaria do Meio Ambiente e até na Câmara Municipal, nenhuma providência é tomada. “O cheiro fica mais forte em dias de calor, é insuportável. Não dá pra saber se é devido a esgoto lançado no córrego ou a alguma tubulação com problema”, diz Rafael Takizava, que mora próximo ao local. Nas ruas Maria Eugênia Pereira e Arnaldo Giardini, é possível encontrar placas da Prefeitura alertando sobre a proibição de jogar lixo ou qualquer outro material nas margens. Mesmo assim, não é difícil perceber que o aviso é desrespeitado. Roupas, calçados, garrafas PET, televisores, monitores de computadores, papelão, sacos plásticos e até restos de construção são encontrados na água. Os objetos também podem acumular água e contribuir para a proliferação do mosquito transmissor da dengue. 

Takizava acredita que ajudaria na diminuição do problema se fosse revitalizada  uma área verde localizada ao lado do córrego. "Podiam fazer um parque e ocupar melhor o local. Preferem gastar R$ 1 milhão em estádio do que R$ 10 mil pra arrumar o córrego”, desabafa. Ele ligou para a Secretaria do Meio Ambiente e foi informado de que o caso seria passado à secretária Jussara de Lima Carvalho. O munícipe chegou a pedir um protocolo ou alguma garantia de que a pasta estaria ciente do problema, mas não recebeu nenhuma resposta. “O problema melhorou muito quando tiraram algumas casas da beira do córrego e fizeram o gramado.” 

Há poucos dias o vereador Waldecir Morelly (PRP) protocolou requerimentos no Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) e na Secretaria de Serviços Públicos, pedindo benfeitorias no córrego e alertando sobre o mau estado de algumas árvores no local.

PROVIDÊNCIAS - Procurado, o Saae justifica afirmando que executa continuamente serviços de manutenção nos córregos da cidade, o que inclui roçagem e limpeza das margens e desassoreamento dos leitos. A autarquia pede a colaboração da população para que evitem jogar lixo ou outros resíduos no local, pois diariamente são coletadas 2 toneladas de materiais em córregos da cidade, incluindo o do Jardim Itanguá. O acúmulo dos materiais causa assoreamento, diminui a capacidade de escoamento, provocando transbordamento e alagamentos, e o mau cheiro devido à decomposição.  
A cada dois meses é feita a limpeza dos córregos. Em outubro, ocorreu a última intervenção no córrego e a próxima está marcada para a primeira quinzena de dezembro, segundo o Saae. Em nota, informou: “O Departamento de Esgoto da autarquia realizará vistoria nos interceptores de esgoto existentes nas margens desse córrego para detectar e corrigir possível ocorrência de vazamento ou extravasamento provocado por entupimento”. A Secretaria do Meio Ambiente também foi procurada, mas não retornou ao questionamento. 


 
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