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<< Frente Parlamentar Ambiental discute destinação adequada de resíduos sólidos

Publicada em 27/11/2013 às 22:16
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AUDIÊNCIA PÚBLICA

A Frente Parlamentar Ambiental da Região de Sorocaba realizou na manhã desta quarta-feira (27) mais uma audiência pública para discutir a destinação adequada dos resíduos sólidos e apresentar alternativas de tratamento aos municípios da região. A audiência foi presidida pelo coordenador da Frente Ambiental, vereador Jessé Loures (PV), que destacou que os municípios brasileiros devem se enquadrar até 2014 à Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, sob pena de não ter acesso aos recursos federais. 

Jessé Loures ressaltou ainda a importância do empenho dos municípios para que possam cumprir as obrigações legais. “Dinheiro não falta, faltam projetos. Queremos estimular iniciativas nos municípios, seja individuais ou associadas”, afirmou. 

Participaram da reunião os vereadores sorocabanos, Anselmo Neto (PP), Luís Santos (PROS), Carlos Leite (PT) e Francisco França (PT); a secretária de Meio Ambiente, Jussara de Lima Carvalho; vereadores das cidades da região, empresários e ambientalistas. 

Os representantes de universidades, empresas e entidades presentes apresentaram projetos e tecnologias alternativas para o tratamento sustentável do lixo. Os programas expostos incluem os catadores de material reciclado em seus processos. Catadores de diversas cooperativas acompanharam a audiência e criticaram a falta de remuneração e as propostas que não mantêm a coleta como ela é feita atualmente – desrespeitando o trabalho desenvolvido há anos.   

A secretária de Governo destacou que se trata de uma política inovadora, que institucionaliza a inclusão. “É um problema concreto, caro e que envolve todos os poderes”, disse. Em nome do prefeito, Antônio Carlos Pannunzio, Jussara de Lima afirmou que o Executivo não assumirá uma postura que desrespeite a legislação e exclua os catadores.

APRESENTAÇÕES - O professor Sandro Mancini, da Unesp, apresentou uma pesquisa aplicada há dois em Sorocaba que traçou um panorama do descarte de lixo na cidade. Os dados demonstram a produção de 611 gramas per capita de resíduos por dia. Segundo o professor, a coleta seletiva funciona em Sorocaba, mas precisa ser ampliada. Nas regiões onde há a coleta, 32% do lixo deixam de ir para o aterro. Em 2011, 11 toneladas de resíduos sólidos eram comercializadas por dia; se atingisse o município todo, seriam 131 toneladas diárias.

Com relação à coleta misturada – que vai para o aterro – Mancini destacou que, se houvesse compostagem, 48% do lixo seria resolvido. De acordo com os números apresentados, apenas 10% do lixo produzido em Sorocaba não tem potencial de ser reciclado; 90% são recicláveis e 71%, biodegradáveis.

A política nacional prevê o fim dos lixões até 2014. Segundo informado, EUA e Europa estão muito mais avançados no setor que o Brasil. Enquanto aqui 97,5% do lixo é enterrado, Suíça e Alemanha, por exemplo, já não possuem mais aterro. 

MODELOS – Entre os modelos apresentados, estava a tecnologia alemã desenvolvida pela empresa em toda a América Latina, através de usinas de geração de biogás; o projeto “Recicla na Sacola”, que incentiva a reciclagem das sacolas plásticas – um problema enfrentado pelos municípios. O programa prevê a adesão do comércio para a distribuição de sacolas padronizadas nas cores vermelha para o lixo seco e sacola branca com lixo úmido; a tecnologia de plasma da Westinghouse para dissociação molecular dos materiais, produzindo, por exemplo, gás combustível para geração de energia elétrica com material orgânico ou materiais para construção civil vindo dos inorgânicos; implantação de biorrefinaria na região, prevendo a solução do problema com lixo por meio de associação de tecnologias. O projeto apresentado propõe ainda a inclusão dos catadores à cadeia produtiva dos resíduos; e o biorreator para transformação do lixo em matéria-prima - fertilizantes, calor, eletricidade e biocombustível - com a transformação do catador em “selecionador” para a separação do material recolhido. 


 
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