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<< Funcionários do Hospital Evangélico podem entrar em greve

Publicada em 26/11/2013 às 20:53
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Funcionários do Hospital Evangélico prometem entrar em greve por tempo indeterminado caso não tenham reivindicações acatadas ou conversem com a direção da instituição. É o que informou o grupo, que na manhã de ontem promoveu um protesto na avenida General Carneiro, na pista do sentido do  bairro ao Centro em frente ao hospital. Cerca de 30 pessoas interditaram a via. Agentes de trânsito da Urbes e a Guarda Civil Municipal (GCM) auxiliaram na fluidez do trânsito. Por volta das 7 horas, quando entraram para o turno, os trabalhadores formaram uma comissão para conversar com o diretor do hospital, que, por intermédio de sua secretária, informou que atenderia somente com horário marcado. Então, decidiram fazer o protesto e, somente perto das 10 horas, retornaram às atividades. “Há seis meses, eles falam que o hospital está em melhorias, mas não vemos nada, pelo menos para os funcionários”, diz o auxiliar de enfermagem, Pablo Carlos Pistila, que há dois anos trabalha no local. 

Entre as reclamações dos servidores, está o aumento do valor das refeições servidas no hospital, que na semana passada subiu de R$ 1,00, descontado da folha de pagamento, para R$ 12,50 o almoço de quem trabalha seis horas; R$ 6,00 para turno de doze horas; e R$ 5,50, o café da manhã. “Eles não têm vestiário para se trocar. Também demitiram mais de 50 funcionários porque terceirizam alguns serviços e dispensaram um auxiliar de enfermagem quando descobriram que era dirigente do sindicato”, afirma o presidente do Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Sorocaba e Região (SinSaúde), Milton Sanches. 

Ontem, foi possível ver um líquido caindo do hospital para a avenida, que, segundo funcionários, seria esgoto e que o problema teve início no sábado (23). Relatos dão conta de que, por isso, o mau cheiro se alastrou em algumas salas e, ainda ontem, funcionários despejaram uma substância que diminuiu o forte odor.

Ao todo, existem cerca de 320 trabalhadores no hospital. Eles ainda questionam o lado filantrópico e evangélico do hospital, que atenderia em sua maioria, a pacientes particulares e de convênio. “E o pessoal do SUS?”, disseram. “Aqui, pergunte se pacientes do SUS são atendidos em pelo menos 60%”, disse Sanches, referindo-se ao Hospital da Mulher, que funciona ao lado do Evangélico. 

Dirigentes do SinSaúde protocolaram ontem no Ministério do Trabalho (MTE) um pedido de mesa-redonda para tratar das reivindicações dos funcionários. O presidente do sindicato espera que o encontro ocorra até o final da semana e, caso não recebam ou aprovem uma proposta em até 72 horas, devem entrar em greve por tempo indeterminado.  

ADMINISTRAÇÃO - Nenhum representante do hospital conversou com a imprensa. Por meio de nota oficial, a instituição “lamenta a atitude da minoria de seus colaboradores, que causou paralisação e transtorno temporário no trânsito”. Afirmam que fazem reuniões com o SinSaúde, ouvem reivindicações e promovem melhorias. Entre elas, cita a contratação de convênio médico, promoção de funcionários e investimento em mobília, o que, segundo a nota, proporciona melhores condições de trabalho. “Não concordamos com a conduta do Sindicato da Saúde, que tem a premissa de seguir a lei e não de prejudicar o andamento das atividades, pois sequer solicitou reunião formalmente antes da paralisação”, finaliza.


 

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