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<< Dirceu faz exercícios físicos e passa ordens aos amigos de cela Era o ex-ministro da Casa Civil que cuidava da saúde do ex-presidente do PT, José Genoino, enquanto ele estava no mesmo cárcere

Publicada em 23/11/2013 às 18:39
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Rigorosidade e cuidados com os horários, esta é base da atual vida do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Condenado no processo do mensalão e acostumado a liderar, Dirceu tornou-se o “rei da cela”. É ele que, pela manhã, depois de fazer seus exercícios físicos, passa as ordens aos companheiros, organiza temas para debates com os amigos detentos, programa os horários de leitura, ginásticas, caminhadas e momentos de jogar conversa fora.

Fissurado por limpeza, Dirceu, ao pegar um balde de água, sabão e vassoura, deu voz de comando ao ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e o puxou para dentro da cela 13 para ajudá-lo a limpar o recinto, na semana passada. O filho do ex-ministro, Zeca Dirceu (PT), disse que é triste chegar e sair da prisão, mas afirmou que seu pai é um guerreiro e suas atitudes o motivam.

A sala de visitas onde o condenado está é modesta, com mesas e cadeiras. Todos vestem roupas brancas. Era Dirceu que cuidava, até quinta-feira (21), dos remédios do ex-presidente do PT, José Genoino, além de se preocupar com a alimentação do companheiro, tentava animá-lo.

Entre os livros de cabeceira de Dirceu, que fazem parte de suas distrações no cárcere, está “O Capital e suas Metamorfoses”, do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, e outros sobre Karl Marx. Mas não basta apenas a leitura, depois de ler, ele quer estar por dentro do parecer dos companheiros de cela, como Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL, e Romeu Queiroz, ex-deputado do PTB.

PIZZOLATO É INVESTIGADO - A deputada ítalo-brasileira Renata Bueno esteve na semana passada na Argentina em busca de dados sobre a eventual passagem, por aquele país, de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, condenado no caso do mensalão e foragido da Justiça do Brasil. O ex-dirigente, segundo algumas fontes, teria saído do País pela fronteira com o Paraguai; dali teria passado ao território argentino, de onde seguiu para a Europa - possivelmente para a Itália, país do qual também possui a cidadania. No entanto, conforme fontes administrativas argentinas, Pizzolato não passa pela Argentina desde novembro de 2009 com seus documentos oficiais brasileiros e italianos.


Ministro da Justiça afirma que enviou relatório sobre cartel de trens à PF

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou na sexta-feira (22) que foi ele o responsável pelo despacho à Polícia Federal de um relatório sobre o cartel de trens que cita corrupção envolvendo políticos ligados a Geraldo Alckmin (PSDB), entre eles o chefe da Casa Civil do governador, Edson Aparecido. Cardozo comunicou ainda ter recebido o texto, elaborado pelo ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, das mãos do deputado estadual licenciado, Simão Pedro (PT), hoje secretário de Serviços da Prefeitura de São Paulo.

As informações constam de uma nota oficial divulgada pelo Ministério da Justiça e contradizem um memorando de 11 de junho do delegado Bráulio Cézar da Silva Galloni, coordenador geral de Polícia Fazendária da Polícia Federal de Brasília. Neste memorando, o delegado encaminha as acusações contra os tucanos à PF paulista e diz que sua origem é o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O Cade já havia fechado um acordo de leniência com a Siemens e averiguava oficialmente o cartel de trens em São Paulo e no Distrito Federal. O acordo de leniência, porém, não citava corrupção; já o relatório do ex-diretor da Siemens, sim. Os políticos registrados negam qualquer envolvimento com o cartel.

Simão Pedro é autor de duas representações ao Ministério Público Estadual sobre o cartel. O petista tem se empenhado para que o escândalo seja analisado. Ele e Cardozo integram a mesma corrente política do PT, a "Mensagem ao Partido". 


Líder do TCU diz que proposta de fim de supersalários será respeitada

Em carta encaminhada na semana passada à cúpula da Câmara dos Deputados, o líder do TCU (Tribunal de Contas da União), Augusto Nardes, disse que uma decisão da Mesa Diretora da Casa sobre um possível corte dos supersalários de parte dos componentes do tribunal será acolhida e respeitada. 

Na quinta-feira (21), Nardes havia descartado a possibilidade dos cortes nos ganhos dos ministros do tribunal serem feitos por um ato da Mesa. No mesmo dia, o terceiro secretário, Maurício Quintella Lessa (PR-AL), pediu à direção da Casa um parecer a respeito do pagamento dos supersalários de três ministros do TCU. Uma resposta deve ser apresentada nesta semana.

Se a Câmara decidir pelo fim dos supersalários, a decisão atinge justamente Augusto Nardes, além do ministro José Jorge e José Múcio Monteiro. Os três se aposentaram como deputado. No caso do ministro Valmir Campelo, ele se aposentou como senador, por isso não seria atingido pela medida. Na carta enviada aos integrantes da Mesa, Nardes considera o teto remuneratório como um mandamento constitucional, mas ressalta que o tema ainda é controverso. 


PDT se junta ao PT e ataca governo tucano

No momento em que negocia nacionalmente o apoio do PDT para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) ou ao governador Eduardo Campos (PSB), que também deve estar na disputa do ano que vem, o ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, decretou o rompimento do partido, em São Paulo, com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a aproximação com o PT no Estado. "Não vamos pegar leve com o Geraldo. O PDT está indo para a oposição clara e nítida ao governador.”

Com a saída de Paulinho da Força do partido para fundar o Solidariedade no fim de setembro, Lupi, que é presidente nacional do PDT, assumiu também o comando da sigla em São Paulo.

Na semana passada, ele reuniu a nova executiva estadual trabalhista para inaugurar a nova sede do PDT e começar o novo processo de transição. Questionado sobre a aproximação com os petistas, que devem lançar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao governo de São Paulo, Lupi afirmou que pretende contar com um nome próprio na campanha, mas deixou uma porta aberta ao dizer que o PT não é adversário, mas que o caminho natural é uma aliança com a sigla no segundo turno.

O ex-ministro afirma, ainda, que os dois grupos terão o mesmo foco na campanha, ou seja, atacar a gestão Alckmin. Ele disse que bandeira será um tema no qual o governo tucano é frágil, a segurança pública. “Segundo pesquisas que fizemos, esse é o ponto mais fraco deles."


Envolvidos em mensalão do PSDB começam se beneficiar de prescrição

Uma das principais figuras do caso do mensalão tucano deverá ser o segundo réu a se beneficiar da prescrição das acusações. O tesoureiro da campanha do PSDB ao governo de Minas Gerais em 1998, Cláudio Mourão, fará 70 anos em abril e poderá requerer a prescrição das acusações de peculato (desvio de recursos públicos) e lavagem de dinheiro.

Pelo mesmo motivo, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia ganhou este direito e pediu sua exclusão do rol dos 13 réus do processo em Minas. O mensalão tucano veio à tona no rastro da apuração do julgamento do mensalão do PT, em 2005. A dinâmica e o envolvimento do empresário Marcos Valério de Souza ligam os dois casos.


Delegado está sendo investigado por envolvimento com máfia do ISS

O prefeito Fernando Haddad (PT) disse que há um delegado sendo investigado por envolvimento com a máfia do ISS. Segundo ele, não há nenhuma ligação com o delegado José Eduardo Jorge, titular da 2ª Delegacia de Crimes contra a Administração, que declarou que a Prefeitura está escondendo informações sobre o caso.

Haddad disse ainda que a averiguação da CGM (Controladoria Geral do Município) e do Ministério Público, que prendeu quatro auditores, não pode ser prisioneiro da vaidade de um delegado. "Estamos fazendo o jogo do bandido. A Controladoria é a mocinha da história."

Segundo o prefeito, a afirmação do delegado José Eduardo Jorge de que a polícia fez ao menos três solicitações à Prefeitura sobre os servidores para investigá-los, é uma tentativa de colocar uma névoa nos resultados obtidos.


Dilma elogia secretário, mas erra nome de prefeito durante discurso

Em visita ao Ceará, a presidente Dilma Rousseff fez longo elogio ao ex-ministro Ciro Gomes (PROS), atual secretário de Saúde do Estado, e voltou a se confundir ao citar o prefeito da Capital cearense. “O Ciro é uma pessoa com a qual eu convivi. Nós dois fomos juntos ministros no primeiro governo do ex-presidente Lula. [...] Conheci o Ciro como um homem de coragem, um homem de perseverança, um excelente gestor, mas, sobretudo, um homem de imensa dignidade, um homem íntegro. E, mesmo que ele não queira, extremamente doce", afirmou a presidente em discurso durante cerimônia de anúncio de recursos para obras de mobilidade.

A imprensa cearense cita Ciro como possível substituto de Alexandre Padilha (PT) no Ministério da Saúde. A pasta deverá ser uma das que terão substituição na próxima reforma ministerial; Padilha é hoje o principal nome do PT para disputar o governo de São Paulo em 2014.

No discurso, a mandatária cometeu gafe ao errar, pela segunda vez neste ano, o nome do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PROS), chamando-o de Antônio Cláudio. "Eu também não posso deixar de me referir a uma coisa que para mim, e eu tenho absoluta certeza de que também para o governo do Ceará, e também para o prefeito Antônio Cláudio, que são as creches.”


Senado aprova projeto que destina recursos de multas para o trânsito

A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado Federal aprovou um projeto de lei que passa a considerar ato de improbidade administrava a não aplicação exclusiva dos recursos da arrecadação de multas de trânsito em políticas e serviços de trânsito. Conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro, o montante deverá ser destinado para serviços de sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.

O projeto acrescenta um dispositivo e altera o artigo 320. O texto estabelece que a aplicação equivocada dos benefícios - no caso, em áreas que não dizem respeito a melhorias do trânsito - passará a configurar ato de improbidade administrativa. Se a autoridade incorrer no crime, poderá, de acordo com a Lei de Improbidade Administrativa, ser punida com penas como a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos por cinco a oito anos aos detentores de cargo ou emprego público.

O autor da proposta é o senador Vital do Rego Filho (PMDB). Ele apresentou dados de um levantamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo que mostra que os recursos não são aplicados em melhorias do trânsito; dos mais de R$ 600 milhões recolhidos em multas no Estado, apenas 0,05% do total foi destinado aos fins previstos na legislação.


Programa nuclear do Irã

O Irã não vai ceder a demandas excessivas durante as conversas nucleares com as principais potências mundiais, disse ontem o ministro de Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif.

Embaixador da Turquia

O Ministério das Relações Exteriores do Egito informou ontem que o embaixador da Turquia no Cairo é considerado "persona non grata" e vai ordenar que ele deixe o país por causa da interferência da Turquia em questões internas do Egito.

Zona do euro

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, disse ontem que a Grécia está no caminho fiscal correto após chegar a ser considerada uma causa perdida. Ele afirmou também que o país nunca sairá da zona do euro.

Mortes na Síria

Pelo menos 29 pessoas morreram ontem durante ataques aéreos feitos pelas forças do governo sírio em Alepo e em seus arredores.

Tremores na China

Terremotos atingiram o nordeste da China ontem - o mais forte de magnitude 5,5, de acordo com sismólogos. Este tremor aconteceu às 19h04, a 34 quilômetros ao norte de Changling, na província de Jilin.

Explosões matam 28

Ao menos sete pessoas, entre elas uma criança, morreram ontem e outras 28 ficaram feridas após a explosão de duas bombas em Karachi, a cidade mais populosa do Paquistão.

Tragédia na Letônia

Pelo menos 50 pessoas morrerem e outras 30 ainda podem estar presas sob os escombros do teto de um supermercado que desabou na semana passada, em Riga, Capital da Letônia.

Contra corrupção

Centenas de bares, restaurantes e cinemas do Paraguai proibiram a entrada de alguns senadores acusados de proteger casos de corrupção.


 
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