Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< Grupos se mobilizam em prol de parto humanizado

Publicada em 19/10/2013 às 18:32
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Mães, pais, filhos e demais engajados em favor do parto humanizado reuniram-se ontem pela manhã em frente à Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba, onde colocaram cartazes e fizeram abordagem para divulgar o assunto. O ato faz parte da ‘Marcha pela humanização do parto’, realizada em cerca de 34 cidades por todo o Brasil, que visa ampliar o conhecimento da população e mamães sobre o parto normal e humanizado, abordando também a violência obstétrica. “O que acontece é que muitos médicos que fazem esse trabalho humanizado estão sendo perseguidos, alguns foram descredenciados de hospitais e sofrem retaliação”, explica a psicóloga e doula (auxiliar de parto) Gleise Piva, uma das organizadoras do ato de ontem. Ao todo, existem três grupos que discutem o assunto em Sorocaba, são Parto Positivo, Parto de Gente e Ishtar Sorocaba. Ontem, o grupo, formado por aproximadamente 40 pessoas, usou bexigas para imitar barrigas de gestantes e distribuiu panfletos no semáforo em frente à Santa Casa. 

ENGAJADAS - Gleise afirma que sempre gostou do assunto e quando criança queria ser babá. Há cerca de cinco anos, quando a sua cunhada, a bióloga Érika Guimarães, ficou grávida do primeiro filho, aprofundou-se no assunto. “Foi maravilhoso, eu participei dos dois partos dela.” A bióloga, por sua vez, sempre desejou ter parto normal e, quando informou a sua médica na época, percebeu que ela ficou decepcionada. “Na primeira gravidez, troquei três vezes de médico. A médica se despedia das pacientes lembrando o dia que se veriam novamente para o parto, e não é assim, não tem data e hora marcada pro nascimento.” Foi então que Érika conheceu grupos de mães e decidiu ter o Theo, 4 anos, em sua casa em São Paulo. Já a Nina, 9 meses, nasceu no primeiro dia do ano no Rio de Janeiro, também em casa, na praia de Copacabana. Há seis meses, a família fixou-se em Sorocaba e continua apoiando a causa. “O primeiro parto, por exemplo, foi um evento familiar. Minha mãe e minha sogra também participaram, foi muito tranquilo e meu filho veio direito ao meu colo”, conta feliz. Ressalta, porém, que sempre têm um plano ‘B’, caso ocorra alguma eventualidade e mãe ou bebê precisem ir ao hospital.  

A nutricionista Karen Maia de Moura Grosso pretende ter filhos e por intermédio de uma amiga ficou sabendo da marcha. “Acho interessante esse cuidado com a mãe e o bebê, por isso me interessei pelo assunto.” Um dos meios utilizados pelo grupo para marcar encontros e conversar são as redes sociais, e a fotógrafa e doula Ariane Chiebao, acredita que a indicação das páginas ajuda a aumentar o conhecimento da população. Ela é mãe do Giácomo, 3 anos, e Pietro, 1 ano, e afirma que no primeiro teve cesárea e passou por procedimentos desnecessários,  que lhe causaram sofrimento. “Eu queria normal e o médico minava essa minha coragem. Eu não conhecia a humanização e comparando os dois partos, vejo que foram muito diferentes.” Ela pontua entre as principais diferenças a recuperação da mãe, os primeiros atendimentos ao bebê e a primeira mamada, logo em seguida ao nascimento.   


 

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