Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< Mulher morre esfaqueada no Centro de Sorocaba

Publicada em 18/10/2013 às 22:14
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Por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), a Polícia Civil está investigando a morte de Francine Cristina Machado, 38 anos, que foi golpeada com uma faca na tarde de ontem, no Centro da cidade, e morreu. O autor do crime fugiu e ainda não foi identificado. A vítima, que trabalhava na região central, chegou a ser atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel (Samu-192), mas não resistiu ao ferimento que levou bem próximo ao pescoço.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na delegacia especializada, após ser golpeada por um homem na rua Souza Pereira, altura do número 48, por volta das 15 horas de ontem, a vítima correu para dentro de um hotel para pedir ajuda. Ela subiu as escadas correndo, mas ao chegar em frente à recepção caiu desfalecida. A Polícia Militar foi acionada e pelo cabo Oliveira e soldado Marcus, da 3ª Companhia, acompanhou a chegada e o trabalho da Polícia Civil.

Testemunhas já foram ouvidas e o caso está sob os cuidados do delegado Acácio Aparecido Leite, que afirmou estar com as investigações bem adiantadas.


Jovem de 19 anos traficava drogas em praça pública da zona norte

Por volta das 11 horas de ontem, uma equipe da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) da Guarda Civil Municipal (GCM) patrulhava de forma preventiva pela pista de caminhada do Jardim Maria Cristina, zona norte da cidade. Ao passar pela rua José Zanola, os agentes se depararam com Diego Costa dos Santos, 19 anos, sentado numa mureta; este, ao notar a aproximação da viatura, demonstrou nervosismo e começou a caminhar rapidamente.

Em abordagem, os GCMs fizeram revista em Diego e localizaram no bolso da bermuda duas porções pequenas e uma porção grande de maconha, além de R$ 20 em notas diversas. Ao ser questionado sobre a droga, o jovem teria confirmado estar ali traficando os entorpecentes, chegando até a passar os valores para a equipe. Segundo ele, as porções pequenas seriam vendidas por R$ 5 e as grandes, por R$ 20.

Diante disso, o rapaz recebeu voz de prisão e acompanhou os agentes até sua casa, a cerca de 100 metros do local em que ele estava. Conforme os guardas, o pai de Diego deu permissão para as buscas e viu quando a equipe localizou, no quarto do rapaz, mais 24 porções grandes de maconha, um tablete a granel de aproximadamente 800 gramas, e uma sacola com embalagens plásticas para embalar as substâncias.

O caso foi apresentado no plantão policial norte, onde foi elaborado o registro de ocorrência por tráfico de drogas e o jovem, recolhido ao Centro de Detenção Provisória (CDP).


Motoristas passam ilesos em testes durante primeira blitz na cidade

Cento e quarenta motoristas foram parados para averiguação durante a primeira blitz de orientação denominada “Operação Lei Seca”, que ocorreu entre as 21 e  23 horas de quinta-feira, na avenida Antônio Carlos Comitre, na altura do número 295, no sentido do Centro. O trabalho de fiscalização e educação foi feito em parceria da Polícia Militar com a Urbes – Trânsito e Transportes. O objetivo da blitz foi conscientizar a população sobre o cumprimento às leis de trânsito e, em especial, a não ingerência de bebidas alcoólicas antes de dirigir. De todos os abordados, 15 fizeram teste de bafômetro e nenhum apresentou embriaguez. 

Durante toda a ação, foram entregues aos motoristas bafômetros descartáveis e também folhetos com números sobre os acidentes ocasionados pelo álcool. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a ingestão excessiva de álcool é a terceira causa de morte no mundo, por acidente de trânsito, afogamento, homicídios ou suicídios. De acordo com o Ministério da Saúde, 11% da população bebem abusivamente e 35% dos acidentes são consequências de embriaguez ao volante. Assim, a Lei 12.760/2012, mais conhecida como “Lei Seca”, foi promulgada com o objetivo de minimizar o crescimento desses números alarmantes no Brasil, em consonância com a Década de Ação pelo Trânsito Seguro 2011-2020.

Diante desses números, a ação foi planejada e executada surpreendendo os motoristas que passaram pela via. Os veículos parados no bloqueio receberam um adesivo da operação com a frase “Operação Lei Seca Sorocaba – eu apoio”, colado na parte traseira dos carros. Em duas horas de operação, 140 motoristas foram parados e destes, 15 foram submetidos ao teste do etilômetro (bafômetro) feito pela PM, porém nenhum apresentou índices de presença de álcool. Um cadeirante voluntário à ação estava no local para contar sua história aos abordados. Fábio Henrique Longo sofreu um acidente de motocicleta em 2010 após ingerir álcool, e ficou paraplégico.

A ação, que será desenvolvida perenemente na cidade, próxima a bares, casas de shows e festas, tem por meta também alertar os motoristas de que as autoridades de trânsito estão nas ruas coibindo o uso de bebidas alcoólicas atreladas à condução de veículos, cujo objetivo maior é reduzir o número de acidentes. As equipes alertam que quem for flagrado sob efeito de álcool (com até 0,29 mg de álcool por litro de ar expelido) é enquadrado no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): comete infração gravíssima (7 pontos na CNH), com penalidade de multa (R$ 1.915,40) e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O veículo ainda fica retido até a apresentação de outro condutor habilitado e em condições de dirigir. Em caso de reincidência em menos de 12 meses, o valor da multa é dobrado, ou seja, de R$ 3.830,80.

Já o condutor que atingir ou ultrapassar o limite de 0,30 mg de álcool por litro de ar expelido dos pulmões, comete crime de trânsito, pelo artigo 306 do CTB, que prevê penas de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Além do teste do bafômetro, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova em direito admitidos, observado o direito à contraprova, também podem ser utilizados para comprovar embriaguez.


Interessados em adotar cães de laboratório podem responder por receptação

Depois que um grupo formado por dezenas de ativistas em defesa dos animais invadiu, na madrugada de ontem, o Instituto Royal, em São Roque, para libertar 178 cães da raça Beagle, usados em testes de medicamentos, a Polícia Civil e o Ministério Público querem descobrir o local onde estão os animais. Conforme o delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, quem adotar qualquer um dos cães retirados do instituto, poderá responder judicialmente por receptação, pois o caso foi registrado como furto.

Uma página na internet para a adoção dos animais resgatados chegou a ser criada e até as 20 horas de ontem tinha 240 mil seguidores. Na página, o grupo troca informações e denúncias, através de fotos, dos maus-tratos que sofriam os animais, além de indicar pontos de arrecadação de alimentos para eles.

A AÇÃO DO GRUPO – Os ativistas percorreram os três andares do prédio e recolheram os animais, levando-os para fora do local. Havia pelo menos um cachorro morto e outros com os pelos raspados. Os manifestantes pegaram também coelhos e ratos, que estariam sendo explorados para testes de produtos farmacêuticos e cosméticos da empresa. Parte das instalações foi depredada durante a invasão, que teve início por volta das 2 horas. 

A Polícia Militar e a Guarda Municipal de São Roque tentaram impedir que o grupo deixasse o local, mas muitos ativistas já tinham saído do estabelecimento levando animais em seus veículos particulares. 

Ainda de acordo com o promotor Wilson Velasco Junior, responsável pelo caso, a invasão feita pelo grupo de ativistas, com apoio de manifestantes, prejudicou a investigação que vinha ocorrendo desde o fim do ano passado. Em 2012, após receber uma denúncia contra o instituto, o Ministério Público de São Roque abriu uma investigação, que ainda não tinha sido concluída. 

A direção do instituto classificou a invasão como "ato de terrorismo" e informou que suas atividades são acompanhadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma representante registrou o caso na delegacia de São Roque como furto, porém outro já havia sido registrado pelos manifestantes, por maus-tratos.


 

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