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Diário de Sorocaba

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<< Cem anos de Vinícius de Moraes na voz de Maria Creuza no Parque do Campolim Show imperdível e de graça, no final da tarde deste sábado, celebra a vida e a obra do 'grande Poetinha'

Publicada em 18/10/2013 às 22:12
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"(...) Que não seja imortal, posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure" (Vinícius de Moraes)

Sorocaba näo poderia ficar de fora das celebraçöes que ocorrem por todo o País neste final de semana para comemorar a passagem dos cem anos de nascimento do `poetinha' Vinícius de Moraes, considerado um dos maiores, senäo o maior mito da Música Popular Brasileira de todos os tempos, um dos principais precurssores da Bossa Nova, além de embaixador e diplomata, nascido a 19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro. E as homenagens no final da tarde deste sábado (19), no Parque do Campolim, ocorreräo pela voz inconfundível de Maria Creuza, nome expressivo da MPB, considerada uma das maiores intérpretes de Vinícius de Moraes, parceira do `poetinha' em tantas cançöes e turnês pelo Brasil e pelo Exterior. E de graça!

Maria Creuza apresenta-se dentro de especialíssima apresentaçäo da série "Música Brasileira'2013/Homenagem aos compositores brasileiros", dentro do projeto `Metso Cultural', iniciativa de sucesso da MdA International, com curadoria do pianista, músico e produtor sorocabano Marco de Almeida. O show "Maria Creuza feita para o Poeta" no Parque Campolim, é, aliás, definido pelo produtor cultural Marco de Almeida como "uma reverência pessoal da intérprete baiana ao compositor Vinícius de Moraes". No repertório, parcerias de Vinícius com Tom Jobim ("Garota de Ipanema", "Chega de Saudade", "Eu sei que vou te amar" e "A Felicidade"), Toquinho ("Tarde em Itapoã") e Baden Powell ("Pra que Chorar" e "Berimbau"), entre tantos outros clássicos.

A história de Maria Creuza com o `poetinha' começou quando Vinícius de Moraes a convidou para a uma temporada fora do Brasil. Seria uma série de apresentações na Argentina e Uruguai, acompanhados de Dorival Caymmi. Tão grande foi o sucesso que seguiram para Europa, agora com a companhia de outro violonista e compositor, Toquinho. Em julho de 1970, ela gravou seu primeiro LP, "Vinícius de Moraes, Maria Creuza e Toquinho", em La Fusa, Buenos Aires - líder de vendas e até hoje considerado um dos melhores discos de MPB, editado em todo o mundo. Um de seus grandes sucessos foi também o CD "Todo sentimento", lançado pela Som Livre. Em 2004, lançou o DVD "Maria Creuza", gravado no Teatro Guaira, em Curitiba (PR). 

BAIANA DA GEMA - Além da parceria com Vinícius de Moraes, a baiana Maria Creuza já andou por vários caminhos e partituras. Ainda na adolescência, destacou-se como crooner de programas de rádio. Em 1969, a canção "Mirante" (de Aldir Blanc e César Costa Filho) deu a ela o prêmio de Melhor Intérprete e o terceiro lugar no IV Festival Universitário da Canção Popular, do Rio de Janeiro. Naquele ano, Creuza interpretou "Catendê" (de Antônio Carlos e Jocafi) no V Festival da Música Popular Brasileira (da TV Record). Gravou o disco Maria Creuza, seguido por "Eu Disse Adeus" (1973), com destaque para a faixa-título (de Roberto Carlos), "Feijãozinho com Torresmo" (de Walter Queiroz) e "Apelo" (de Baden e Vinícius). O álbum foi lançado também em espanhol para o mercado europeu. Em dezembro de 1998, integrou o elenco de cantores que apresentou as 14 Canções do Século para celebrar o centenário da Academia Brasileira de Letras. Em 2003, a cantora gravou o CD "Você e Eu", interpretando obras de Vinícius com participação de Roberto Menescal ao violão, seguido por "Maria Creuza ao Vivo" (2006) e "É melhor Ser Alegre, Que Ser Triste" (2010), dedicado a Baden Powell.

Ao todo, Maria Creuza já gravou 19 discos. Hoje, a intérprete é requisitada para shows em vários países, como Japão, Argentina, Chile, Uruguai, Espanha, Alemanha, Turquia, França e Rússia.


Especiais da TV Cultura homenageiam Vinícius 

Poeta, diplomata, compositor, cronista, boêmio, generoso e que, acima de tudo, prezava a lealdade nas relações profissionais, amorosas e entre amigos. Essas são algumas faces do poeta Vinícius de Moraes, que se estivesse vivo completaria 100 anos hoje, 19 de outubro. 

Para celebrar o centenário de seu amigo Vinícius, também o diretor musical Fernando Faro preparou a série "Ensaio Especial/Vinícius de Moraes", com três programas a serem levados ao ar pela TV Cultura. A primeira edição, "Vinícius, O Poeta", será apresentada já neste sábado (19), data centenária de nascimento do artista. O segundo programa, "Especial Vinicius de Moraes e Toquinho", irá ao ar no dia 26; e o terceiro, "Especial Vinicius de Moraes, Toquinho e Quarteto em Cy", no dia 2 de novembro. Todos às 23h30.

O primeiro programa, a ser exibido hoje, traz entrevistas históricas do acervo do `Ensaio' com Vinícius de Moraes e Tom Jobim, que relembram como se conheceram, da parceria ao longo da carreira e da vida e do tempo em que passavam dificuldades financeiras. No especial, Tom Jobim conta que a maior gafe que cometeu na vida foi quando conheceu Vinícius de Moraes em um bar no Rio de Janeiro. Eles foram apresentados por Lúcio Rangel, pois Vinícius estava procurando um músico para sua peça "Orfeu". Após Vinícius finalizar a explicação do projeto, veio a fatídica pergunta de Tom: "Tem um dinheiro aí?". "Eu estava muito pobre, precisando pagar o aluguel. Eu trabalhava na Odeon, mas só pensava em fazer arranjos para orquestras. `Orfeu' foi um sucesso colossal, que deu uma ginada na minha carreira", relembrava Tom.

Vinícius endossa o período de dificuldades financeiras de ambos. "Era uma pobreza de furar. No verão terrível, eu bebia água de moringa, mas antes eu chupava pastilha de hortelã para refrescar. Eram tempos difíceis".

O `poetinha' conta também sobre passagens engraçadas do amigo Jayme Ovalle, que se apaixonou por uma pomba. Fala como conheceu Baden Powell e da parceira que selaram. "Ficamos quatro meses trancados em casa. Fizemos mais de dois terços de nosso repertório", confidencia. Já Toquinho comenta da importância de Vinícius em sua vida e do privilégio de acompanhá-lo até a morte. "Fiquei mal sem a presença paterna e amiga. Eu acompanhei todo o processo da doença, pois morávamos juntos. Com ele, eu aprendi a chegar no horário, pois ele era do Itamarati; a ensaiar coisa que eu não gostava e a dar valor ao som da palavra na nota. E, principalmente, aprendi o grande senso de justiça que ele tinha. Ele era um adorável ditador".

O programa também traz a participação da irmã Laetitia de Moraes, que conta que lia escondida todos o poemas do seu irmão. Há ainda a presença de Tom Zé, que interpreta "Pátria Minha", e Júlio Medaglia, que declama "Azul e Branco", ambas de Vinícius de Moraes. 

A parte musical fica por conta das cantoras Luciana Souza e Blubell, além do Grupo Trilha.


Banda Mantiqueira mostra o fino da música instrumental no Municipal

A série `Concertos Finamax' traz a Sorocaba neste sábado (19) a Banda Mantiqueira, um dos mais importantes grupos da atualidade, que esbanja talento e musicalidade. A apresentação acontece no Teatro Municipal, no Parque da Boa Vista, às 20h30. Os ingressos custam R$ 10. No repertório, o fino da música instrumental, com um mosaico com clássicos de João Bosco, Tom Jobim, Proveta, Pixinguinha, Aldir Blanc, Johnny Alf, Joyce e Guinga.

Capitaneada pelo músico Nailor Azevedo, o `Proveta', o grupo iniciou suas apresentações na década de 1990 tocando nos bares de São Paulo. Primeiro, foi no Sanja Jazz Bar, em curta temporada. Depois no Bar Vou Vivendo durante quatro anos, às segundas-feiras, sempre com casa lotada. Por seis anos, ocupou o palco do Supremo Musical, todas as terças-feiras, também com lotação esgotada. Acompanhou o cantor João Bosco no Parque Ibirapuera e no programa "Bem Brasil", da TV Cultura.

O primeiro CD da banda, `Aldeia', logrou obter nominação para o Prêmio Grammy, a mais alta condecoração da indústria fonográfica mundial, na categoria de Melhor Performance de Jazz Latino, em 1998. Em outubro de 2000, foi lançado o segundo CD, `Bixiga', homenagem ao bairro paulistano onde mora grande parte dos músicos da banda. Em dezembro de 2000, a Mantiqueira, juntamente com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), fez quatro concertos de Música Popular Brasileira, na Sala São Paulo, sob a regência do maestro John Neschling. Esses concertos foram gravados em CD do selo da Osesp. Empresários norte-americanos que estiveram presentes nesses concertos contrataram a banda para uma turnê nos Estados Unidos, com elogiosas críticas publicadas nos importantes jornais americanos The Los Angeles Times e Chicago Tribune. Da parceria com a Osesp ainda, além do disco gravado ao vivo nos concertos no final do ano 2000, resultou outro CD, este com a participação da cantora brasileira, radicada nos Estados Unidos, Luciana Souza, também gravado ao vivo em concertos que aconteceram em dezembro de 2004, na Sala São Paulo.

A BANDA - Os 14 integrantes da Mantiqueira, individualmente, exercem intensa atividade nos estúdios de gravação e figuram nas fichas técnicas dos mais importantes discos gravados por uma gama variada de artistas. Compõem também bandas que acompanham expressivas figuras do cenário artístico nacional e internacional, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, João Gilberto, Gal Costa, Elís Regina, César Camargo Mariano, Hermeto Pascoal, Djavan, Edu Lobo, Burt Bacharat, Shirley Bassey, Anita O'Day, Joe Williams, Natalie Cole, Júlio Iglésias e Sadao Watanabe, entre outros.

São integrantes da Mantiqueira Nailor Azevedo (Proveta) - sax alto e clarinete; Ubaldo Versolato - sax barítono, flauta e píccolo;  Josué dos Santos - sax tenor e flauta; Vinicius Dorin - sax tenor, soprano e flauta; François de Lima - trombone de válvulas; Valdir Ferreira - trombone de vara; Nahor Gomes, Walmir Gil e Odésio Jericó - trompete e flugelhorn; Jarbas Barbosa - guitarra elétrica; Edson José Alves - contrabaixo elétrico; Lelo Izar - bateria; e Fred Prince e Cléber Almeida - percussão.


TEATRO

'Odisséia' traz versão contemporânea da saga de Odisseu, vencedor da guerra de Tróia

Com direção de Marco Antônio Rodrigues, dramaturgia de Samir Yazbek e Núcleo Estúdio da Cena, o público sorocabano poderá apreciar neste sábado (19), às 20 horas, e domingo (20), uma hora mais cedo, às 19, o espetáculo teatral "Odisséia", uma versão contemporânea da famosa saga de Odisseu, herói que venceu a guerra de Tróia, enfatizando sua perplexidade ao voltar para Ítaca, sua terra natal, no Sesc (rua Baräo de Piratininga, 555, esquina com a avenida Washington Luiz, no Jardim Faculdade). Os ingressos estão à venda na bilheteria da Unidade e podem ser adquiridos também através do portal www.sescsp.org.br/sorocaba , aos preços de R$ 2,40 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados e dependentes), R$ 6,00 (usuário matriculado, deficientes físicos, aposentados, maiores de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino, com comprovante)e R$ 12,00 (inteira).

Inspirada no texto original de Homero, escrito há quase 3 mil anos, a montagem retrata a fantástica história do herói da literatura grega, que se afasta de onde vive para retornar amadurecido, trazendo conhecimento e esperança. O Núcleo Estúdio da Cena reconta numa leitura contemporânea, apresentando um personagem perplexo diante de um mundo que não reconhece mais após 30 anos, fazendo também claras analogias a episódios da história recente do mundo. A atriz Lígia Cortez, `Odisséia', conta ainda com outros importantes nomes do teatro brasileiro, também professores da ESCH (Escola Superior de Artes "Célia Helena"), como Ulisses Cohn (cenógrafo) e Atílio Beline Vaz (figurinista).

Outras personagens da história, entre elas Penélope e seu filho Telêmaco, que esperam pela volta de Odisseu, são apresentadas por um narrador contemporâneo - no espetáculo, o próprio Odisseu -, que revela, por meio de sua memória e imaginação, uma visão ácida e por vezes bem humorada a respeito dos fatos. Deparando-se com as transformações que atingiram a subjetividade, no período `pós-ditadura', em que o individualismo grassou tanto na esfera pública, quanto na privada - individualismo simbolizado, na peça, pelos `pretendentes' -, Odisseu acaba por constatar, em seu retorno, não só a fragilidade das relações pessoais, mas a corrosão de todo o tecido social. Essa situação se impõe de forma inequívoca por meio da espetacularização da imagem de Odisseu, cometida por seus amigos e familiares - dirigentes da empresa `Odisseus' -, que se aproveitam de sua ausência para criar um `mito' que seja, antes de tudo, lucrativo. Ao negar esse novo `mito', completamente esvaziado do sentido do original grego, Odisseu opta pela mortalidade, valorizando uma utopia tão necessária aos dias de hoje, a de uma humanidade que emerge de caminhos mais solidários.

A peça é o trabalho inaugural do Núcleo Experimental Estúdio da Cena, integrado por atores formados pela ESCH e que foi criado para aprofundar, fora do ambiente acadêmico, o vasto trabalho de pesquisa artística desenvolvido pela instituição.


'Cantos, contos e brincadeiras' é a atração para crianças no Sesc

A educadora e contadora de histórias Mirela Estelles apresenta aos pequenos no Sesc hoje (19) e também no próximo sábado (26), às 16 horas, a narração "Cantos, contos e brincadeiras", na Convivência. A entrada é gratuita e para toda a família.

"Cantos, contos e brincadeiras" evidencia histórias da tradição oral e convida o público a participar ativamente no desenvolvimento da narrativa. Por meio de muita música, com adereços e brincadeiras tradicionais da infância, a narradora encanta as crianças com o universo das histórias, estimulando a imaginação e mergulhando no mundo da fantasia. Mirela Estelles é educadora e contadora de histórias, formada em Comunicação das Artes do Corpo pela Puc-SP e pós-graduada em Linguagens da Arte no Ceuma (Centro Universitário `Maria Antônia'), cuja monografia teve como tema "Reflexão sobre a prática de ContarHistórias". Desde 2003 atua como educadora e contadora de histórias em escolas, livrarias, museus e instituições culturais. Atualmente, é educadora formadora do Setor Educativo do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
 
 
 


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