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Diário de Sorocaba

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<< Petroleiros prometem fortalecer protestos na semana que vem Grupos sociais e sindicais são contrários ao leilão dos blocos do pré-sal

Publicada em 17/10/2013 às 22:30
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Agência Nacional intensifica segurança para evitar violência 

Organizações sociais e sindicais contrárias ao leilão dos blocos de exploração do pré-sal prometem intensificar os protestos e os recursos à Justiça para impedir que o Campo de Libra seja leiloado na próxima segunda-feira (21), data que foi confirmada ontem pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Na quarta-feira (16), funcionários da Petrobras e subsidiárias entraram em greve por tempo indeterminado, e ontem manifestantes ligados à FUP (Federação Única dos Petroleiros) e à Via Campesina ocuparam o prédio do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, onde também funciona o Ministério dos Transportes. Os dois episódios fizeram parte da mobilização contra o que os movimentos sociais classificaram como a privatização de um tesouro de trilhões de dólares no fundo do mar.

Para as uniões contrárias à iniciativa federal, o leilão, mesmo que em regime de partilha, é um crime de lesa-pátria que põe em risco a soberania nacional, conforme declararam os integrantes da ocupação no Ministério de Minas e Energia. Isso porque, segundo argumentam, o maior campo petrolífero do pré-sal anunciado até o momento pode ser o maior de todo o mundo.

Descoberto em 2010, o Campo de Libra fica na Bacia de Santos, a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, e representa uma área de 1,5 mil quilômetros quadrados dos 149 mil quilômetros quadrados do polígono do pré-sal. Entidades que faziam parte do movimento disseram ter entregue no Palácio do Planalto, em 20 de setembro, um documento assinado por 92 organizações pedindo a suspensão do leilão.

SÃO PAULO – Funcionários de refinarias e setores administrativos da Petrobras e de subsidiárias de São Paulo entraram em greve ontem, por tempo indeterminado. Os terminais terrestres de Barueri, Guararema, Paulínia e São Caetano do Sul são alguns dos afetados pela paralisação. Durante a tarde, os petroleiros participaram de um ato contra o leilão, no bairro Paraíso, zona sul da Capital. 

RIO DE JANEIRO - No Centro fluminense também não foi diferente. A Avenida Chile foi tomada, na manhã desta quinta-feira, pelos manifestantes, que, segundo o Sindicato dos Petroleiros do Rio, também aderiram à greve. Durante a tarde, os grupos protestaram novamente. O percurso foi da Candelária à Cinelândia. Na Refinaria de Duque de Caxias, funcionários tiveram o apoio do Movimento dos Sem Terra e dos Sem Teto. 

SEGURANÇA - A diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Magda Chambriard, disse ontem que a segurança da primeira rodada de licitação do pré-sal será reforçada devido ao risco de haver protestos violentos. Segundo a Agência, a proteção no entorno do Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, onde ocorrerá o leilão, terá a participação de militares do Exército.

PETROBRAS - A Petrobras informou ter adotado medidas para garantir a normalidade das operações de modo a não haver qualquer prejuízo às atividades da empresa e ao abastecimento do mercado, sendo mantidas as condições de segurança dos trabalhadores e das instalações da companhia. Em nota, divulgada ontem à tarde, a empresa informou que não dará opinião sobre os motivos da greve.


Trabalhadores sem teto tentam invadir Prefeitura 

Um grupo de manifestantes ligado ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) tentou invadir a Prefeitura de São Paulo ontem de manhã, durante um protesto. Segundo a Polícia Militar, cerca de 300 pessoas reuniram-se em frente ao Teatro Municipal e saíram em marcha pelas ruas da Capital paulista. O grupo bloqueou o viaduto do Chá após a tentativa de invasão. 

Pelo menos seis vidros foram quebrados e três guardas civis metropolitanos sofreram ferimentos leves. O movimento organizador do ato negou ter sido responsável pelas depredações. Quando os ativistas chegaram à Prefeitura, um grupo de cerca de seis pessoas correu em direção ao portão do prédio, mas os guardas municipais fecharam as grades e impediram a invasão.


Plano de Dilma tentará esvaziar discurso de Marina

Em discurso durante o lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - Brasil Agronegócio, a presidente Dilma Rousseff disse ontem que o País pode crescer com melhor distribuição de renda e protegendo o meio ambiente. A fala ocorre num momento em que a ex-senadora Marina Silva se alia ao presidenciável Eduardo Campos para a sucessão de 2014 e a oposição se prepara para atacar a política para o meio ambiente do atual governo, com a bandeira da sustentabilidade.

No pronunciamento, Dilma disse que o País tem dado passos significativos na construção de um padrão de desenvolvimento sustentável. Segundo ela, cresce a importância e consciência sobre agroecologia e a agricultura orgânica. 

O investimento inicial será R$ 8,8 bilhões, divididos em três anos. Deste total, R$ 7 bilhões serão disponibilizados via crédito agrícola por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e do Plano Agrícola e Pecuário e R$ 1,8 bilhão será destinado para ações específicas, como qualificação e promoção de assistência técnica e extensão rural, desenvolvimento e disponibilização de inovações tecnológicas e ampliação do acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar. 


Governo publicará 100 decretos de desapropriação de terras 

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, anunciou ontem, durante o lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - Brasil Agroecológico, que o governo publicará até o fim do ano 100 decretos de desapropriação de terras para a reforma agrária no País.

A presidente, Dilma Rousseff, que discursou no evento depois de Pepe Vargas, disse que o ministro avançou no método de desapropriação de terras, fazendo uma avaliação da viabilidade produtiva dos assentamentos.
 

Tendência é prorrogação do IPI reduzido até março, diz ministro 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse ontem que o governo tende a concordar com a prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Importação), pleiteada pela indústria automotiva. A desobrigação deveria terminar em dezembro, mas os empresários querem que vá até março.

Questionado se a tendência é manter a desoneração, Pimentel respondeu que acredita que sim. A resposta foi dada em uma entrevista em Anápolis (GO), na inauguração da nova linha de produção de uma montadora. O representante, no entanto, ressaltou que o assunto ainda é estudado pelo Ministério da Fazenda.

Na terça-feira (15), líderes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores estiveram no Ministério da Fazenda para tratar do regime especial de IPI para máquinas agrícolas. O presidente da entidade, Luiz Moan, disse que o setor automotivo não apresentou sinais de crise, mas há descompasso entre o ritmo de produção e as vendas.


 
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