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<< 'O menino que mordeu Picasso' é cartaz hoje e amanhã no Sesi Espetáculo narra o encontro de Picasso com uma criança. Por meio dessa relação, conta a história e apresenta a obra do famoso artista espanhol

Publicada em 17/10/2013 às 22:25
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TEATRO INFANTIL

O cartaz de hoje (18) e amanhã (19) no Teatro do Sesi, à rua Gustavo Teixeira, no bairro do Mangal, é a peça infanto-juvenil "O Menino que Mordeu Picasso", livremente inspirada no livro homônimo de Antony Penrose, traduzido por José Rubens Siqueira e editado no Brasil pela Cosac-Naify em 2010. Escrito e dirigido por Marcelo Romagnoli - responsável, entre outros, pelos trabalhos do premiado grupo Banda Mirim -, a peça gratuita narra o encontro de Picasso com uma criança que frequenta seu atelier e acompanha seu jeito de pintar. As apresentações serão às 15 horas de hoje e às 16 e 18 horas de amanhã, sábado. 

"O Menino que Mordeu Picasso" conta para crianças a história do famoso artista plástico espanhol. Por meio da relação com o misterioso menino - que, em alguns momentos, é o próprio Picasso quando jovem - , a peça apresenta referências que compõem a obra do pintor e escultor e desvenda-se num universo de formas e cores. A montagem explora, assim, a relação entre um artista, de olhar maduro, e uma criança, esbanjando criatividade. Picasso, uma vez, disse que havia passado a vida inteira aprendendo a pintar como uma criança - afinal, é nelas que residem a espontaneidade e simplicidade que muitos artistas tanto buscam. "O Menino que Mordeu Picasso" fala, então, de criação, da relação de Picasso com a própria infância e com signos marcantes em sua vida, como a figura do touro, das pombas e as lembranças materna e paterna. 

No elenco, estão Fábio Espósito, ator com grande influência clownesca, com passagem pelo Cirque Du Soleil e com 20 anos de carreira; e Rodrigo Pavon, que veio do grupo paulistano Club Noir. 

Os ingressos serão distribuídos gratuitamente 1 hora antes do início do espetáculo.


`Duo Cancionâncias' encerra o `Sonora Brasil' hoje no Sesc 

Encerrando a programação musical do projeto temático "Sonora Brasil - Formação de ouvintes musicais", que teve início em julho no Sesc Sorocaba, com diversas apresentações e com o objetivo de desenvolver programações identificadas com o desenvolvimento histórico da música no Brasil, o `Duo Cancionâncias' apresenta seu trabalho ali nesta sexta-feira (18), às 20 horas. A entrada é franca e os ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência na bilheteria da Unidade (rua Barão de Piratininga, 555, esquina com a avenida Washington Luiz, no Jardim Faculdade).

Formado em 2007 por dois jovens músicos que vêm se destacando no cenário musical, especialmente no Rio de Janeiro, o `Duo Cancionâncias' tem se dedicado à difusão do repertório de música brasileira e latino-americana do século XX, com especial atenção aos compositores contemporâneos. Manuelai Camargo, soprano dramático, estudou com importantes mestres do canto, com destaque para o barítono uruguaio Juan Carlos Gebelin, em Montevidéu, e com a principal voz feminina especializada em música contemporânea no Brasil, Martha Herr. Tem mantido boa regularidade em sua carreira artística e, atualmente, cursa o mestrado em Música na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Já Cyro Delvizio, violinista e compositor, nascido em Campo Grande (MS), é bacharel em violão pela UFRJ, onde estudou com Graça Alan e Turíbio Santos. Tem se dedicado tanto à composição, quanto à carreira de intérprete, conquistando espaços importantes em ambas as áreas. Atualmente, cursa o mestrado em Musicologia na UFRJ.

O duo atualmente se dedica intensamente à interpretação da obra de Edino Krieger, que tem acompanhado de perto esta produção e orientado a transcrição de obras originalmente escritas para canto e piano.

O PROJETO `SONORA BRASIL' - O projeto "Sonora Brasil" tem como objetivo principal promover programações identificadas com o desenvolvimento histórico da música no Brasil. Em sua décima-sexta edição, o programa'2013 traz o tema "Edino Krieger e as Bienais de Música Brasileira Contemporânea", buscando despertar no público um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão de música no País. Além disso, incentiva novas práticas e novos hábitos de apreciação musical, promovendo apresentações de caráter essencialmente acústico, que valorizam a pureza do som e a qualidade das obras e de seus intérpretes.


Galeria traz gravuras originais de Salvador Dalí a Sorocaba

Toda a ousadia do trabalho de um dos mais renomados artistas do século 20, ícone do movimento surrealista, está, agora, ao alcance dos sorocabanos, que poderão conhecer uma parte relevante da produção deste mestre e ainda levar uma de suas obras originais para casa. Reunindo 23 gravuras certificadas por órgão oficial internacional e assinadas pelo artista, a exposição "Le Moustache", de Salvador Dalí, chega a Sorocaba, vinda da Espanha por intermédio da Galeria Villa Luperca, para encantar os apreciadores da arte, assim como levar conhecimento aos estudantes. Com curadoria mista de Millah Cremonini e Ricardo Zielinsky e apoio da galeria espanhola Antic & Modern, a mostra exibirá obras de diferentes séries produzidas por Dalí, muitas delas raras no mundo todo e inéditas no Brasil. 

Esta será a terceira grande mostra e a segunda internacional promovida pela Galeria Villa Luperca no espaço de cerca de um ano, depois da exposição das gravuras originais de Juan Miró e das esculturas de Ronaldo Bertacco. "A Villa Luperca aposta em um trabalho de estímulo à apreciação da cultura na região, assim como de acesso às obras de grandes mestres pelo público", destaca a artista plástica sorocabana Caterina Reze, que dirige o espaço cultural. 

SERVIÇO - A exposição "Le Moustache", de Salvador Dalí, poderá ser visitada de 28 de outubro a 15 de novembro, de segunda à sexta-feira, das 9 às 18 horas, com entrada franca, na Galeria Villa Luperca, que fica na rua Álvaro Teixeira de Souza Leite, 22, Centro. Visitas guiadas para escolas devem ser previamente agendadas pelo telefone (15)3221-8808.
 
 
As obras de Dalí em Sorocaba

Serão estas as séries de gravuras de Salvador Dalí trazidas para Sorocaba entre 28 de outubro e 15 de novembro:

* A Divina Comédia (1950-1960) - Centenas de aquarelas que ilustram a interpretação do pintor sobre o poema épico "A Divina Comédia", de Dante Alighieri (1265-1321), um dos maiores poetas renascentistas. Oito xilografias assinadas e numeradas poderão ser vistas pelo público. 

* Deposição da Cruz (1960) - Desta série, somente uma água-forte assinada e numerada estará à disposição do público.

* Flores Surrealistas (1972) - Duas gravuras em papel arches, assinadas e numeradas, da série das flores surrealistas serão expostas. Ambas com tiragem reduzida.

* A Vida é Sonho (1975) - O artista exibe sua visão sobre a obra de Pedro Calderón de La Barca (1600-1681), dramaturgo e poeta espanhol. Cinco trabalhos, gravuras em papel arches assinadas e numeradas, também com tiragem reduzida, poderão ser apreciadas na Villa Luperca.

* Relógios Dalinianos (1977) - Uma das séries mais icônicas do trabalho do artista, essas litografias enfatizam a reflexão sobre o tempo e a memória. Dalí mostra que o tempo é mutável e relativo. Com oito trabalhos, o público pode apreciar esta fase tão conhecida do artista. São litografias assinadas e numeradas.

* Cavalos Dalinianos (1980) - Homenagem de Dalí ao animal, que carrega diferentes significados simbólicos nos mitos, na arte, na religião e em outras manifestações de várias sociedades. Com quatro trabalhos de litografia em papel arches.


Natureza é tema de oficina no Museu de Arte Contemporânea

A natureza será a grande protagonista de nova Oficina de Artes "Conversando e Fazendo Gênero", realizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (Macs) e marcada para amanhã (19) e o sábado da semana que vem, 26 de outubro, nos dois dias das 9 às 12 horas.

Sob orientação da artista plástica Rosângela Dorazio, a temática pretende mostrar como grandes artistas retratam a natureza durante o decorrer da história da Arte no mundo, além de demonstrar técnicas que trabalham três gêneros e linguagens dentro das artes plásticas: desenho, pintura e monotipia. Entre aulas técnicas e práticas, os alunos terão a oportunidade de expandir seus conhecimentos, viajando por pinturas do século 17, passando pelo Impressionismo até chegarem aos artistas contemporâneos, sempre observando como a natureza é retratada em cada estilo e época. "Esta oficina propõe apreciar e traçar paralelos entre naturezas mortas, retratos e paisagens em diferentes períodos da história da Arte e da contemporaneidade", explica Rosângela, que ressalta ainda que o grande diferencial do curso será a utilização do acervo do próprio Macs como exemplo para os participantes. 

As aulas são direcionadas a artistas, professores de Arte e armadores e o investimento é de R$ 100 ou R$ 70, neste último caso para, pelo menos, duas pessoas da mesma família. As inscrições devem ser feitas pelo site do Museu (www.macs.org.br). As aulas serão ministradas no Chalé Francês, sede provisória do Museu, situado na avenida Dr. Afonso Vergueiro, 280 - Centro, em frente à antiga Estação Ferroviária. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (15)3233-1692.

A ORIENTADORA - Rosângela Dorazio é formada em Artes Plásticas.Possui obras em acervos públicos, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea/Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza (CE); Mac de Americana, ICPNA/Instituto Peruano Norteamericano, Pontifícia Universidad Catolica Del Peru, Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba e Sesc de São Paulo. Trabalhou coordenando os educadores do MAM e do Itaú Cultural, além da formação de professores de Artes da Fundação `Gol de Letra' e da Escola da Vila, ambas de Säo Paulo.

Junto com Elizabeth Dorazio, idealizou e participou do projeto `Blue Connection', que fez exposições em Frankfurt, no Macs e em São Paulo. Participou também de inúmeras coletivas, no Brasil e no Exterior.


A história de Tainá no `Cena de Cinema' 

O projeto "Cena de Cinema", da Secretaria de Cultura da Prefeitura, vai levar emoção e diversão ao público da Zona Oeste nesta sexta-feira (18), quando apresenta o filme "Tainá - A origem". Com um estrutura formada por telão gigante, caixas de som e cadeiras para mais de 150 lugares, a praça Gertrudes G. da Costa, em frente ao Centro de Educação Infantil (CEI) 50, no Jardim Ipiranga, vai se transformar num cinema ao ar livre. O filme, com censura livre, começa às 19h30.

Voltado principalmente ao público infanto-juvenil, a história narra o início da saga da indiazinha que perde a mãe quando era bebê, vítima de piratas da biodiversidade. Escondida entre as raízes de uma grande árvore, a pequena é salva pelo pajé Tigê, que a devolve ao seu povo cinco anos após, quando haverá a escolha de um novo líder defensor da Natureza. Falando dos abusos contra a fauna e flora e ainda tratando da discriminação - por ser menina, Tainá não pode concorrer à liderança -, o filme mostra que é na força e na fé de uma criança que reside a verdadeira luta contra o mal.
 

 

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