Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< Sindicatos se reúnem para organizar apoio aos trabalhadores da Toyota

Publicada em 17/10/2013 às 22:23
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GREVE 

Dirigentes de várias categorias profissionais, ligadas a seis diferentes centrais sindicais se reúnem nesta sexta-feira (18), às 10 horas, no Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, para definir meios de apoiar os trabalhadores da Toyota na cidade, que estão em greve há 16 dias.

Os sindicalistas que se reúnem hoje são integrantes do Conselho Sindical de Sorocaba, que é um órgão ligado ao Ministério do Trabalho, por meio da Gerência Regional do Trabalho e Emprego instalada em Sorocaba.

“A resistência da Toyota em oferecer propostas aceitáveis de acordo aos trabalhadores da fábrica surpreendeu negativamente o movimento sindical”, afirma Evanildo Amâncio, coordenador da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na região e membro do Conselho Sindical.

“Pensamos que a montadora viesse para ajudar a evoluir as relações de trabalho na região. Mas estamos constatando o contrário. Falta diálogo e sobra truculência no modo da empresa agir. Por isso, a greve na fábrica passou a ser assunto de interesse para sindicatos de todas as categorias”, explica Evanildo.

Na reunião, os sindicatos também devem discutir meios de esclarecer os motivos do movimento na Toyota a outros setores, que acabam tendo sua rotina modificada pela paralisação, como os motoristas que transportam os funcionários da empresa, os trabalhadores de fornecedoras e prestadoras de serviço e a população em geral.

VALE CORTADO - “O fato da Toyota ter cortado o adiantamento salarial de quem está em greve é um péssimo exemplo de relação de trabalho. Se a empresa estivesse disposta a resolver o conflito, não tomaria medidas como essa, que só aumenta a revolta dos funcionários e tem a clara intenção de retaliar o direito de greve”, defende Márcia Regina Gonçalves Viana, presidente do Sindicato das Trabalhadoras no Vestuário de Sorocaba e Região.

AI-5 MODERNO - “A Toyota prestou um desserviço ao pedir o famigerado interdito proibitório na justiça, para coibir o movimento grevista na fábrica. Para mim, o interdito é o AI-5 moderno contra o movimento sindical. É apelar para um instrumento semelhante ao da ditadura para podar a liberdade de greve. Isso, se não for combatido, pode acontecer em qualquer categoria profissional e prejudicar todos os trabalhadores”, afirma Milton Sanches, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Saúde, coordenador regional da CTB e do Conselho Sindical.

“O rompimento do acordo de paz com a polícia é um dos comportamentos condenáveis da Toyota durante o movimento dos trabalhadores na fábrica. Essa atitude prejudicou a sociedade, pois, sem o acordo, muitas viaturas e policiais passaram a fazer plantão na porta da fábrica para prestar serviço à empresa e aos fura-greve, ao invés de policiarem as ruas e os bairros da cidade”, critica Adilson Faustino, diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos.


 

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