Terça-Feira, 18 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< ‘Diário’ completa 55 anos de jornalismo independente

Publicada em 06/07/2013 às 01:07
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O DIÁRIO DE SOROCABA completa 55 anos hoje. Neste período, a história do jornal confunde-se com a história da cidade e vice-versa. Isso porque, desde o seu nascimento, o jornal se portou como um defensor do município e da população. Não é por acaso que a primeira manchete do jornal, há 55 anos, foi um “furo” de reportagem, a notícia que o então governador Jânio Quadros construiria um viaduto na cidade e mais dos pavimentos do Hospital Regional.

Em seu primeiro editorial, Vitor Cioffi de Luca, fundador do jornal, escreveu: “O DIÁRIO DE SOROCABA terá um norte pelo qual se guiará, não se arredando um centímetro dos nossos princípios e das nossas convicções... Faremos deste jornal uma sentinela avançada na defesa dos interesses de Sorocaba, de São Paulo, do Brasil, e que o povo, indistintamente, terá aqui uma tribuna da qual poderá valer-se, a qualquer momento, para salvaguardar seus direitos por ventura ameaçados, ou protestar contra atos públicos nefastos à coletividade. Independentes, absolutamente independentes, nossa norma de trabalho terá, sob o ponto moral, por base os postulados cristãos. Politicamente manteremos equidistância dos partidos. Não temos compromisso com ninguém, quer políticos, quer econômicos... Estamos inteiramente à vontade para advogar os interesses lidimos da coletividade e para batalhar pelas grandes causas de Sorocaba. Fazemos questão de frisar que o espaço de nossas colunas está à venda dentro do setor, mas nenhum preço existe para nossa consciência”.

E, assim, o DIÁRIO DE SOROCABA é até hoje. O mundo se transformou nesses 55 anos. O Brasil passou pela ditadura, abertura política e hoje acompanha a população nas ruas reivindicando o que lhe é de direito. 

Quando o DIÁRIO surgiu, os bondes cortavam a cidade e o jornal se posicionou contra o seu fim, pois a população seria sacrificada. O jornal acompanhou a renúncia de Jânio Quadros e a posse tumultuada de João Goulart. Os sorocabanos comemoraram o São Bento subir para a primeira divisão do Campeonato Paulista em 1963. E as manifestações nas ruas crescerem e culminarem com o Golpe Militar de 1964. Viu a campanha “ouro para o bem do Brasil” e sofreu a censura do AI-5, mas o jornalista Vitor Cioffi de Luca não abaixava a cabeça, pois sempre foi idealista. O País sofria com a ditadura e o mundo se transformava. O feminismo avançava e a notícia era o surgimento da minissaia.   

A TRANSFORMAÇÃO - Pelas páginas do jornal, o leitor ficou sabendo que o homem pisou na Lua e o mundo vivia a Guerra Fria com ameaças de ataques por parte dos Estados Unidos e da então União Soviética. O medo de um ataque nuclear e as guerras espalhadas pelos continentes estampavam o jornal. Em solo brasileiro, crescia a resistência contra a ditadura e as ações por parte dos que eram contra o regime.

A Seleção Brasileira foi tricampeã mundial e o DIÁRIO, além do seu tempo, em parte porque Tereza Conceição Grosso de Luca sempre deu apoio à cultura, lançou um suplemento chamado "In", que valorizava as ações culturais. Aliás, Tereza sempre realizou ações beneméritas e utilizava das páginas do jornal para divulgar tudo que tivesse como objetivo o bem-estar dos cidadãos.

Os avanços eram rápidos e em 1971 o jornal noticiava que computadores processavam as declarações do imposto de renda. Surgia a cerveja em lata - que era de lata e não de alumínio – e foram mortos Carlos Lamarca e Rubens Paiva. Era o fim da Estrada de Ferro Sorocabana. O televisor em cores entrava nos lares e a sorocabana Sandra Mara Ferreira foi eleita miss Brasil. Grandes indústrias começaram a se instalar em Sorocaba.

O jornal noticiou o anúncio de vários Papas. Em 1978 a morte de Paulo VI e João Paulo I, mesmo ano do fim do AI-5. Acompanhou a “onda de discos voadores” que “apareciam” em Sorocaba e o crescimento do movimento sindical, principalmente dos metalúrgicos no ABC paulista, liderados pelo então desconhecido Luiz Inácio Lula da Silva e viu surgir o carro a álcool.

Acompanhou em 1981 a Noite do Beijo e foi o único jornal a noticiar no dia seguinte a pancadaria após a manifestação pacífica na praça Coronel Fernando Prestes. Noticiou o desespero dos sorocabanos com a enchente de 1983. Vestiu-se de verde e amarelo no ano seguinte engajado nas "Diretas Já". Chorou com os brasileiros a morte de Tancredo Neves e acompanhou a luta contra a inflação.

Enquanto os sorocabanos se manifestavam contra a instalação de Aramar, em Iperó, aconteceu o mais grave acidente nuclear da história, com a explosão da usina de Chernobyl. O País ganhou uma nova Constituição e um presidente eleito pelo povo, Fernando Collor de Mello. Nas ruas, o DIÁRIO acompanhou o movimento dos cara pintada pelo impeachment de Collor, mas antes viu a população desesperada em razão do plano econômico do então presidente, que confiscou a poupança. 

A ERA DO OFF SET - Acompanhando o desenvolvimento do mundo, em 1983 o DIÁRIO entrou na era do off set e passou a ter páginas coloridas. Já o ano de 1996 foi de luto para o jornal. Faleceu Fernando de Luca, que era à época administrador do jornal, vítima de câncer. Mas, mesmo com essa tragédia, o jornalista Maurício de Luca implantava o DIÁRIO on line, a versão eletrônica do jornal, mostrando que o matutino sempre esteve à frente do seu tempo. Lançou a campanha “Chega de Mortes” visando à duplicação da rodovia Raposo Tavares. Somente com esse engajamento, a duplicação foi autorizada.

Outubro de 1998 foi trágico para o jornal. Em um acidente de carro faleceram Vitor e Tereza de Luca. Maurício e Walter de Luca, que já estavam na direção do jornal, assumiram totalmente o matutino.

O mundo se transformou e o DIÁRIO DE SOROCABA acompanhou tudo. Mas nunca o jornal se furtou a tomar posição, porque o DIÁRIO é de Sorocaba. É da nossa região. Do nosso País. A ética e o bom jornalismo sempre se fizeram presentes. 


Um ‘Diário de Sorocaba’
 
Um fato inusitado que o jornalista Vitor Cioffi de Luca sempre era instado a repetir em detalhes marcou o início do DIÁRIO DE SOROCABA, cinquenta e cinco anos atrás, e certamente somou-se à trajetória daquele jovem paranaense de Piraí do Sul, que, depois de cursar Jornalismo na recém-criada faculdade da Fundação Cásper Líbero, em São Paulo, cheio de idealismo viera a Sorocaba anos antes, a convite do Bispado, para dirigir o jornal local da Igreja Católica, o “Mensageiro Diocesano”, e tempo mais tarde empenhara-se, com garra e força, no sonho logo concretizado de ter o seu próprio jornal e, paralelamente, oferecer à cidade um novo diário, imparcial e independente: à véspera de vir à luz a primeira edição do DIÁRIO DE SOROCABA, aquela noite de sábado, 5 de julho de 1958, registrava um corre-corre danado na pequena redação e oficina gráfica do novo matutino, na rua Maylasky. Um grupo de repórteres e gráficos, comandados por Vitor, ia de um lado para o outro na árdua tarefa de fazer um novo jornal, concluindo sua edição de lançamento. O jornalista cuidava de todos os detalhes da primeira edição, redigindo as matérias e orientando a composição e paginação do número histórico, que deveria estar nas ruas na manhã seguinte. Apesar da ansiedade, tudo saía conforme o roteiro previamente estabelecido.


Vitor estava sem dormir há 48 horas. Mas, por volta das 23 horas daquele 5 de julho, quando o jornal já estava pronto para começar a ser impresso, eis que, de repente, uma comitiva de cerca de 45 pessoas adentra o casarão da rua Maylasky, tendo à frente o então governador do Estado, Jânio da Silva Quadros, e o prefeito de Sorocaba, Gualberto Moreira, para uma visita de cortesia. E dessa visita saiu o primeiro `furo´ do jornal, já que o governador anunciara ali, durante a visita à redação, que o Hospital Regional receberia verba para sua ampliação e seria construído um viaduto na cidade, interligando o Centro à região de Além-Linha, transpondo os trilhos da então Estrada de Ferro Sorocabana, e que acabou levando o nome do ex-governador e depois presidente da República.

Nascia, assim, o DIÁRIO DE SOROCABA, que 16.530 edições depois pode orgulhar-se do pioneirismo do fundador e de poder, no dia a dia, levar avante as linhas editoriais muito bem-definidas e delineadas por Vitor Cioffi de Luca 55 anos atrás, na primeira página da edição histórica de 6 de julho de 1958.


Duplicação da Raposo Tavares foi a última campanha vitoriosa de Vitor

Fiel às linhas editoriais muito bem-delineadas por ele para o seu DIÁRIO DE SOROCABA no célebre “Bom Dia” da primeira página da histórica edição inaugural de 6 de julho de 1958, o jornalista Vitor Cioffi de Luca, prematuramente falecido ao lado da esposa e companheira de todas as horas e também jornalista Tereza Conceição Grosso de Luca em acidente automobilístico em 13 de novembro de 1998, sempre procurou estar atento aos diferentes anseios, lutas e aspirações da comunidade local e mesmo regional. Foi assim desde o início e é assim até os dias de hoje, como foi o caso da recentíssima vitoriosa campanha pela duplicação da Rodovia Raposo Tavares, a última encetada por ele na direção do DIÁRIO pouco antes de falecer, que recebeu o nome de “Chega de Mortes”.

As coleções do DIÁRIO estão, porém, ao longo dos anos, ao lado da história da cidade particularmente repletas dessas campanhas comunitárias em defesa dos interesses de Sorocaba e da região. Uma das primeiras ações do jornal em defesa dos interesses dos sorocabanos aconteceu logo depois de sua fundação, quando o Município também ganhou sua representação local da Comap, a Companhia de Abastecimento e Preços, criada pelo Governo Estadual para controlar através de tabelamento oficial os preços de certos produtos, principalmente gêneros alimentícios integrantes da cesta básica. Porém, a medida logo se mostrou inócua, não conseguindo conter abusos e mais abusos praticados por certos comerciantes, em prejuízo da população. E o jornal não deixava por menos, como se constata folheando muitas de nossas edições do final de 1958 e do ano de 1959, com reportagens denunciando esses preços exorbitantes e cobrando respeito às tabelas distribuídas pela Comap. Esta, contudo, mostrava-se, por sua vez, incapaz de controlar a situação, originando também daí uma sucessão de demissões de presidentes e diretores locais do órgão, até a sua extinção definitiva.

Ainda em 1959, o jornal cerrou fileiras junto à comunidade local para que Sorocaba, já com avançado desenvolvimento urbano e populacional, viesse finalmente, depois de inúmeras tentativas infrutíferas registradas ao longo dos anos 40 e 50, a ganhar o seu primeiro destacamento de Corpo de Bombeiros. O crônico problema de falta d’água na cidade também ocupa muitas páginas do DIÁRIO em suas edições dos primeiros anos de circulação, adentrando a década de 60 do século passado. Apenas a criação de uma autarquia específica, o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), no início da administração do ex-prefeito Armando Pannunzio, em 1966, amenizaria um pouco o problema, mas, vez por outra, até os dias de hoje, o jornal ainda precisa denunciar problemas, às vezes, graves, outras vezes, nem tanto, no abastecimento de água.

Passagens de nível, gerando conflito entre a ferrovia e o crescimento urbano da cidade, vez por outra também ocupavam as páginas do jornal, sobretudo quando da ocorrência de novos atropelamentos ou mesmo graves acidentes, envolvendo composições ferroviárias e veículos, quando não até charretes.

TEMAS POLÊMICOS - Mas outros temas continuaram sempre a polemizar as páginas do DIÁRIO. A mendicância, sobretudo a falsa mendicância, nas ruas da cidade; a questão do favelamento, incluindo a problemática área de Vila Barão (antigos terrenos do INPS), só resolvido no final da década de 70, já no governo do ex-prefeito José Theodoro Mendes; os casarões abandonados do Centro...

O DIÁRIO lutou com a comunidade, na década de 60, a volta do Tiro de Guerra para a cidade. A instalação condigna para nossos museus, como forma de preservar a memória histórica de Sorocaba, foi tema de outras campanhas encetadas pelo jornal ao longo dos anos, culminando com a instalação do Museu Histórico Sorocabano no casarão da Marquesa de Santos, com a inauguração do Parque-Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, a 20 de outubro de 1968.

Hoje também Sorocaba tem diversas e boas salas de espetáculos e teatros. Mas nem sempre foi assim, e outra das lutas memoráveis do DIÁRIO foi para que a cidade ganhasse seu Teatro Municipal, sonho finalmente concretizado no início de 1983, no final do governo do ex-prefeito Cláudio Grosso, com sua inauguração no Parque da Boa Vista.

OUTRAS LUTAS – Centenas de outras lutas comunitárias da sociedade sorocabana poderiam ser destacadas folheando as páginas do DIÁRIO nestes 55 anos. Impossível, contudo, numa rápida reportagem, elencá-las todas. Só para resumir, destacamos algumas delas: o Matadouro Municipal, quando o jornal surgiu em 1958, já era obsoleto e foi desativado por completo, após inspeções de parte do Governo Estadual, no início dos anos 70, mas o jornal defendia a implantação de um novo e moderno, também como forma de evitar os abates clandestinos, o que acabou não se consolidando. A velha ponte da rua XV de Novembro, sobre o rio Sorocaba, precisava ser substituída... e o jornal também lutou por isso, assim como pela substituição da precária pontinha de Pinheiros, pelo asfaltamento da estrada Sorocaba-Porto Feliz, pela implantação do Aeroporto de Sorocaba e até pela implantação de uma nova interligação rodoviária para São Paulo, culminando com a inauguração da Rodovia Presidente Castello Branco nos anos 70, passando bem próximo da cidade.
 

Diretor do ‘DIÁRIO’ reafirma compromisso com a comunidade


“Acredito em que há vários motivos para montar um jornal: interesse financeiro, obtenção de algum tipo de poder em benefício de um grupo particular, econômico, político... Ou, simplesmente, por idealismo, por acreditar na importância de um veículo de comunicação na defesa da coletividade, de uma cidade e sua região, da democracia. Isso é o que eu chamo de ‘verdadeiro jornalismo’. E esse é o caso do DIÁRIO DE SOROCABA”. A afirmação é do diretor-executivo do DIÁRIO, jornalista Maurício de Luca, filho mais novo do casal fundador do jornal.

Ele ressalta a trajetória dentro da empresa, que o credencia para manter a história começada por Vitor e Tereza de Luca. “Isso pode parecer demagogia ou marketing. Mas a história de meus pais e a minha mostram uma filosofia que mantemos até hoje. Quando nasci, o jornal já existia. Comecei a trabalhar muito cedo. Passei por praticamente todos os departamentos da empresa. E me especializei durante toda minha vida. Além de cursar duas faculdades (Administração de Empresas e Jornalismo), foram muitos cursos extracurriculares como fotografia (uma paixão), diagramação, marketing, redação, informática, etc.”

Maurício continua: “Acompanhava muito de perto o idealismo de meu pai, as lutas travadas pelo jornal em prol de conquistas para a cidade e região, a distância saudável de grupos políticos e econômicos, o empenho da minha mãe em seus trabalhos sociais, colaborando com os menos favorecidos, seja pessoalmente, ou através das páginas do DIÁRIO”.

Para o jornalista, os exemplos e seu trabalho foram determinantes para sua formação. “Isso me ajudou a desenvolver uma consciência social, o que foi reforçado pelos muitos anos exercendo a função de fotógrafo e repórter, profissões que nos colocam muito próximos da comunidade, fazem sentir de perto os problemas, dramas e anseios, tanto dos cidadãos em geral, quanto dos mais privilegiados que também sofrem com, por exemplo, descasos do poder público, violência...”.

Segundo Maurício de Luca, esse trabalho do DIÁRIO junto aos cidadãos consolidou a principal característica do jornal. “Tudo isso me levou a chegar a uma importante conclusão: o DIÁRIO não é da família de Luca. Ele é da comunidade. E isso aumenta muito a responsabilidade. E também o prazer de fazer o melhor possível. Por isso, criei um slogan, que usamos em algumas campanhas, que faz um jogo de palavras com o nome do jornal e resume este pensamento: ‘DIÁRIO É SOROCABA!’”.

OUTRAS MÍDIAS - Os jornais não são mais apenas meros impressores de notícias, mas editores de informação para variadas mídias, é o que diz de Luca. “A internet oferece muitas notícias e é preciso distinguir quais são as mais confiáveis. Com isso, os jornais tradicionais, que já produzem conteúdo há mais tempo, têm credibilidade e responsabilidade, possuem sites mais confiáveis para busca de notícias do que uma postagem no twitter, facebook ou blog qualquer”, explica.

“O jornal investe na internet há muito tempo. O DIÁRIO ON LINE entrou no ar em 1996 e foi o primeiro site de jornal da região, e um dos primeiros do Brasil. Passou por várias reformulações e ampliações. Estamos também nas redes sociais, além de termos projetos de ampliar essa participação em outras mídias", assegura.
 
 
Cláudio Grosso: de intercalador a diretor de redação

A história do diretor de redação do DIÁRIO DE SOROCABA, Cláudio Grosso, é muito rica. Irmão de Thereza de Luca, após seu pai se aposentar, veio com a família para Sorocaba e aqui fez história. É o funcionário mais antigo do jornal.

Grosso conta como foi sua vinda para Sorocaba. “Eu e meus pais viemos para Sorocaba mais ou menos no início do jornal, em 1958. Meu pai se aposentou e vivia muito doente. Éramos quatro irmãos, porém, na Capital, só estávamos nós. Eu tinha 13, 14 anos, e Tereza queria trabalhar no jornal. Minha mãe poderia tomar conta da casa e eu me encaminharia na vida, acreditava minha irmã. Eu vim porque era criança, se fosse mais velho, não viria. Toda mudança atormenta a gente. Pensava que iria deixar minha escola, meus amigos. Se tivesse mais idade, não viria para cá”, conta Cláudio Grosso. E assim Tereza trouxe a sua família para Sorocaba no início do DIÁRIO, principalmente porque tinha três crianças pequenas, Leila, 5 anos, Fernando, 3 anos, e Walter, com apenas 2 anos, Maurício, o filho mais novo de Vitor e Tereza, não havia nascido.

Cláudio nunca escondeu a admiração por Vitor Cioffi de Luca, seu cunhado. “Admiro a coragem que o Vitor teve de lançar-se nesse empreendimento. Como ele foi se aventurar (vindo para Sorocaba) apesar de estar trabalhando em uma agência bancária, estando mais ou menos bem encaminhado? Como ele resolveu na época sair de São Paulo para vir para Sorocaba? Será que eu sairia de Sorocaba para ser sócio de um jornal, por exemplo, na cidade de Buri, ou na cidade de Sarapuí? Porque a diferença era mais ou menos essa.”

Muitos adolescentes tiveram o seu primeiro emprego entregando o DIÁRIO de porta a porta, com Cláudio não foi diferente. “Comecei a trabalhar no jornal logo que cheguei à cidade quando tinha uns 13, 14 anos. Mas na época era diferente. Tinha uma máquina que imprimia e a gente tinha que intercalar os jornais. Dobrar os jornais. Eu ajudava muito a fazer isso. Entregava jornal, fazia cobrança de assinante. A Thereza é que cuidava das pessoas que faziam a cobrança. Depois, com o tempo é que eu fui para a redação”, conta.

Sua primeira experiência na redação foi em razão do São Bento. “Eu me lembro de que a primeira notinha que eu fiz no jornal foi a respeito do resultado de um jogo do São Bento no Humberto Reale, que, se eu não me engano, foi contra a Ponte Preta. Na época o São Bento estava por cima e não tinha ninguém na redação para fazer a notícia do resultado. Naquele jogo apagaram-se as luzes do estádio e a partida terminou muito tarde. Eu acabei fazendo o texto.”

Cláudio Grosso lembra bem-humorado de momentos marcantes do DIÁRIO DE SOROCABA, mesmo na época da ditadura militar. “O Vitor (Cioffi de Luca) de vez em quando chegava à redação e falava: ‘vamos ver se vocês param pelo menos uma semana de criticar muito, porque agora o homem – comandante do Exército na cidade - me chama todo dia. Eu chego lá e os soldados já me dão continência, pensando que eu sou oficial à paisana’. Então, a gente dava uma parada, mas não durava, o que tinha que falar a gente falava”, conta o jornalista.

Cláudio também não foi poupado de críticas pelo matutino. “Mesmo quando eu era prefeito de Sorocaba, o DIÁRIO pegava no meu pé.” Ele também foi diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba. “Uma vez eu estava no Saae. E o Vitor falou: você mesmo podia fazer umas notinhas contra a Prefeitura e mandar pra mim”. E ele fez. “Teve um período, que eu realmente fazia umas notinhas do Saae. É por isso que eu falo, não tinha nada demais. Antes a imprensa era mais combativa e eu gostava mais. Por isso que eu digo: se eu não trabalhar no DIÁRIO DE SOROCABA eu não trabalho em mais nenhum lugar, porque depois de tantos anos eu não vou me sujeitar a escrever coisas com as quais não concordo”.
 

Compromisso diário com a informação precisa

Antônio Carlos Pannunzio
 

O empenho com que, no comando do DIÁRIO DE SOROCABA, os sucessores de Vitor e Tereza de Luca reafirmam a cada dia o compromisso deste órgão de imprensa com a informação precisa é uma das mais belas facetas da História da Imprensa em nossa cidade.

Vitor foi o primeiro jornalista formado a aqui atuar profissionalmente. Pouco depois de formado na primeira turma pela lendária Faculdade Cásper Líbero, assumiu o comando editorial da hoje desaparecida "Folha Popular", jornal controlado pela Diocese de Sorocaba.

A Folha tinha oficina e redação no início da Rua Padre Luiz, nos fundos da Catedral. Ali também se editava o que foi, talvez, o jornal sorocabano a circular em mais extensa área do Estado. Chamava-se "O Mensageiro Diocesano", órgão oficial da Diocese, que à época se estendia até Itararé, englobando as áreas das atuais Dioceses de Itapeva e Itapetininga. Quem o dirigia era o Padre Lúcio Floro Grasiozi.

Vitor trouxe consigo, para a velha casa que abrigava a "Folha Popular", uma grande bagagem de conhecimentos inovadores de técnica jornalística, estruturados sobre o sólido embasamento ético que, naquele momento, caracterizava os diplomados da Cásper.

Em 1958, afastou-se do comando da Folha e, poucos meses depois, iniciava a publicação do DIÁRIO DE SOROCABA, instalado no andar térreo de um dos últimos sobrados da cidade, na esquina das ruas Maylasky e da Penha.

Na sua edição inaugural, o DIÁRIO assumia um compromisso com a informação bem-apurada e melhor redigida, capaz de transmitir ao leitor um quadro preciso e desapaixonado do que ocorria em sua cidade. Até aí, apenas repetia todos os jornais que, antes dele, circularam no País. A grande diferença é que o compromisso foi cumprido à risca.

Em 1982, quando as intenções do eleitorado ainda eram apuradas em prévias sem a sofisticação científica de hoje, o jornal de Vitor Cioffi de Luca prognosticou a vitória de Flávio Chaves e seu vice Luiz Francisco na eleição para a Prefeitura – e acertou.

Em 2012, essa demonstração concreta de independência informativa se repetiu. O DIÁRIO, conduzido agora por uma equipe comandada pelo jornalista Cláudio Grosso, novamente foi o jornal que, apoiado em bem-fundamentada pesquisa de intenção de voto, noticiou com precisão quem liderava as intenções de voto no segundo turno da eleição em nossa cidade. Era um dado de inegável interesse coletivo que, naquele momento, todos queriam conhecer. 

Essas duas condutas, distanciadas no tempo por três décadas, demonstram que o ideal da informação independente e precisa, plantado pelo casal Vitor e Tereza de Luca, continua a pautar a conduta do DIÁRIO. Temos, nelas, uma continuada demonstração de seriedade e respeito para os leitores e a coletividade, que engrandece tanto seus fundadores quanto os que hoje comandam o jornal. 

 Antônio Carlos Pannunzio é prefeito de Sorocaba

 
José Benedito: o homem da redação

O jornalista José Benedito de Almeida Gomes praticamente cresceu dentro do jornal. Ele trabalhou pela primeira vez no DIÁRIO em 1970, quando tinha 15 anos, como colaborador. Grande parte dos jornalistas que atuam hoje na cidade passou pelas mãos de Zé Benedito, como é conhecido. Em outras palavras, ele faz parte da história do jornalismo sorocabano.

Almeida Gomes começou no DIÁRIO escrevendo uma coluna semanal sobre Filatelia, uma de suas paixões. O jornalista estudava com o Fernando – filho de Vitor e Thereza - na Organização Sorocabana de Ensino (OSE), na mesma classe, e conhecia bem a família de Luca.

A história de José Benedito estava apenas começando no matutino. “Acabei me envolvendo com outras colunas. Nesse meio tempo, seu Vitor (de Luca) criou uma coluna chamada ‘Vida Paroquial’, com notícias das paróquias e comecei a colaborar”.

Ele passou a atuar realmente na redação em fevereiro de 1976, escrevendo a coluna Últimas. Às dezoito horas, José Benedito entrava no DIÁRIO e pegava as informações da rádio Guaíba. “Das seis às sete horas eu pegava esse noticiário, mas não eram notícias amplas como hoje, eram tópicos. Eu tinha meia página para o noticiário nacional e internacional”. O jornalista ficou na rádio escuta até dezembro de 1976, quando passou a cobrir a região.

A “Noite do Beijo” também foi um marco para o DIÁRIO DE SOROCABA. O jornalista cobriu a manifestação com Maurício de Luca, então repórter fotográfico. Até o horário de fechamento tudo estava tranquilo na praça Coronel Fernando Prestes. José Benedito escreveu a reportagem e estava indo para sua casa e foi informado sobre o tumulto. Voltou para a redação e chamou o fotógrafo. O DIÁRIO foi o único jornal que deu a notícia no dia como realmente ela havia acontecido.

José Benedito de Almeida Gomes passou por todos os setores da redação do DIÁRIO DE SOROCABA
 

Trinta anos de jornalismo

Fernando Negrão Duarte
 

Neste aniversário do DIÁRIO DE SOROCABA, comemoro também a minha entrada no jornalismo há exatos 30 anos. Comecei neste DIÁRIO como repórter fotográfico em 1983. Passei para a redação como repórter e cheguei a editor. A cada foto ou texto que fazia, estava escrevendo literalmente o DIÁRIO DE SOROCABA. A história da cidade, seus problemas, reclamações, conquistas e vitórias. Um jornal a serviço do leitor. A publicação de fotos na coluna social retratada pela Eloísa Elena era esperada tanto quanto as festas. A tradicional página 8 contava os fatos policiais. E era afixada junto com as manchetes numa moldura na frente do jornal. Os crimes daquela época infinitamente menores do que os de hoje. Neste quadro da cidade dezenas de pessoas paravam para dar uma olhadinha. A coluna de Odair Sanson falava dos bastidores do esporte. 

Vivíamos o período do jornalismo romântico. Um ambiente familiar coordenado pelo eterno e competente secretário de redação José Benedito. Discutíamos as reportagens ou, melhor, os destinos e rumos da cidade nas nossas reuniões de pauta. Um jornal que vivia e vive os destinos da cidade e região. E mais ainda, a primeira escola de jornalismo prática que existia. Quantos e quantos foram os homens e mulheres que passaram pela redação do DIÁRIO datilografando nas máquinas Remington textos e mais textos. Um jornal de campanha. Vale lembrar a luta pela duplicação da Rod. Raposo Tavares. Um jornal que já começou a sua própria história dando o furo da visita do governador do Estado, Jânio da Silva Quadros à redação do jornal momentos antes de rodar a primeira edição.

Obviamente, não poderia deixar de lembrar com todo carinho do seu Vitor e da dona Tereza, que muito bem me receberam e me deram todas as orientações necessárias para o começo e a realização do sonho de ser jornalista. Recebi das mãos de seu Vitor o manual de redação do DIÁRIO e de Dona Teresa, como me comportar nas pautas que iria cobrir. Do também saudoso Fernando de Luca, que cuidava da administração, os envelopes com os vales e pagamentos. Seu Nunes, do departamento comercial, nos levava para fotografar os produtos e lojas dos clientes e sempre pintava uns presentinhos. O Neno chefiava a oficina. Um ambiente mágico para esse jovem repórter que via a lauda virar milhares de exemplares.

Nestes 55 anos de história do nosso DIÁRIO, que foi também o primeiro jornal do interior do País a estar na internet, a maior comemoração é que os leitores continuem prestigiando aquele que conta o dia a dia da cidade de forma imparcial e independente. Parabéns, DIÁRIO! O autêntico DIÁRIO DE SOROCABA.

Fernando Negrão Duarte é jornalista. Mestre em Comunicação e Cultura. Professor dos cursos de Jornalismo e Publicidade da Universidade de Sorocaba. Coordenador do Laboratório de Comunicação da Uniso. Presidente da Associação Sorocaba de Imprensa-ASI.
 

Ao DIÁRIO, com carinho

José Francisco Martinez
 

Quanto mais frondosa e bela a árvore, mais imaginamos como são robustas as suas raízes e boa a seiva da qual se alimenta. Desejo celebrar os 55 anos do DIÁRIO DE SOROCABA, rememorando a sua forte e íntegra cepa, o casal Vitor e Tereza de Luca, cuja família vem mantendo com muito denodo este jornal, em cujas páginas são registradas e edificadas, cotidianamente, a história de Sorocaba.

História que é feita não apenas por meio dos relatos frios desses fatos, mas também por meio da tomada de posição, da defesa das causas de interesse da comunidade. E pautando-se pela pluralidade, pela ética e plena liberdade para cumprir a sua missão de trabalhar pelo cidadão e primar pela vigilância dos poderes, tendo sempre em vista a obediência ao interesse público.

Identifico esses altos valores presentes na proposta do DIÁRIO DE SOROCABA, os quais foram impressos com tintas claras e seguras pelos meus amigos Vitor e Tereza, e as quais vêm sendo preservadas por seus filhos.

Neste mais de meio século, o jornal vem se superando, passando por várias transformações gráficas, produção industrial e, se mantendo, graças à sua eficiência e qualidade de sua produção editorial, graças a esse vínculo com os cidadãos, que lhe retribuem com fidelidade e reconhecimento de sua credibilidade.

Considero que, dessa raiz moral e seiva ética, é que se alimenta o nosso querido DIÁRIO DE SOROCABA, e que cresce em toda a sua inteireza ética. Por isso, e com alegria, desejo parabenizar o jornal e fazer uma especial reverência aos seus fundadores.

Longa vida ao DIÁRIO DE SOROCABA!

José Francisco Martinez é presidente da Câmara Municipal de Sorocaba

 
O DIÁRIO DE SOROCABA é de todos que lá trabalham
 

José Antônio Rosa 
 
Atendo a ligação da colega Cida Muniz, que trabalha no momento a edição comemorativa de mais um aniversário do DIÁRIO DE SOROCABA. Pede ela que eu escreva alguma coisa como titular da Regional do Sindicato dos Jornalistas pela passagem da data. Penso melhor, e decido manifestar-me como profissional da imprensa que lá foi forjado, a exemplo de tantos outros. O DIÁRIO, afinal, é de Sorocaba, mas, também, pretensão à parte, de todos os que tiveram a oportunidade de ingressar no jornalismo e que seguiram carreira. Lembro do mestre Crispim dizendo que quem bebia da fonte existente na oficina da gráfica (na verdade, um bebedouro convencional), ficava viciado. Pura verdade. Celeiro de boas histórias, passagens e memórias afetivas que o tempo não apaga, o DIÁRIO foi-me apresentado num mês de junho de 1978.

Não cabem no texto as tantas vivências que lá experimentei. A ideia, afinal, não é reproduzir nestas mal traçadas linhas algo de cunho personalista. Acho que não estou enganado ao considerar que o DIÁRIO DE SOROCABA foi e continua sendo um centro de aprendizado prático dos melhores. Casa acolhedora, onde são feitos e cultivados grandes amigos. Lembro que, quando comecei no DIÁRIO, a empresa estava para completar 21 anos. A capa da edição especial produzida utilizou, pela primeira vez, um fundo azul sobre o qual destacava-se um pássaro. O slogan então adotado era "Um voo quase perfeito".

Guardo, como tantos que lá trabalharam, recordações da vida. Tive a sorte e o privilégio de aprender com o jornalista Victor Cioffi de Lucca, sua esposa, dona Tereza, José Benedito de Almeida Gomes, que tenho na conta de um mestre, Eliel Ramos Maurício. A saudade me traz a recordação de Wilson Belarmino, o "Branco", cuja voz ao telefone encantava o mulherio que ligava para o jornal. O DIÁRIO alçou voos mais altos e consolidou-se no segmento da comunicação da cidade. Chegou a marcar fortemente presença na região, cobrindo o noticiário de muitas cidades. Quem desbravou esse então mundo à parte foi Darci Timóteo de Oliveira, a quem via sempre chegando à redação de viagem com a sacolinha repleta de anotações.

O DIÁRIO era, mais, uma reunião de tipos impagáveis. Um deles, ainda na ativa, o Toninho, costumava anotar o número das placas dos carros dos colegas como palpite para jogar no bicho. Uma figura mesmo! Não posso deixar de mencionar o redator-chefe com quem trabalhei, João Dias de Souza Filho, pessoa íntegra, séria, mas, ao mesmo tempo, absolutamente divertida. Entendo que falar do DIÁRIO DE SOROCABA é falar de quem trabalhou e trabalha no jornal. Nesa Nunes, Walter e Maurício de Luca, Cláudio Maia, Daniel Márcio Maciel, Eduardo Antunes, Cláudio Grosso, Neno, Sérgio Vinícius, Alcir Guedes, Rodolfo Nogueira, Zaqueu Proença, Agostinho Setti, José Carlos Amaral, Cida Muniz, que conheci atriz do Núcleo de Artes Cênicas do Sesi, e que hoje faz jorrar tantas reminiscências. Eis porque o DIÁRIO é de Sorocaba, mas, também, de quem por lá passou e continua.

José Antônio Rosa é diretor Regional do Sindicato dos Jornalistas 
 
 
EDITORIAL

55 ANOS DE JORNALISMO

O jornal tem procurado de todas as formas oferecer o melhor à população em geral, aos poderes públicos, em seus diferente níveis e instâncias, à classe empresarial e à educação

Com a edição de nº 16.530, que circula hoje, o DIÁRIO está completando 55 anos de existência, sempre com uma filosofia de trabalho que se posiciona ao lado do desenvolvimento econômico de Sorocaba e região e, por consequência, com a qualidade de vida de nossas comunidades. Fundado por Vitor Cioffi de Luca em 6 de julho de 1958, o jornal nunca deixou de lado os princípios e os ideais que o fizeram surgir na cidade, principalmente a luta incessante pelas causas coletivas.

Ao lado da informação correta e séria, o jornal nunca deixou de buscar permanentemente um papel jornalístico de primeira grandeza, com credibilidade e representativo da opinião pública e da sociedade sorocabana. Ao longo de tantos anos, o jornal nunca deixou de enfocar os acontecimentos sociais, políticos, econômicos e administrativos que envolveram os interesses de Sorocaba e dos sorocabanos. Nunca deixamos de apontar as falhas e omissões dos poderes públicos, como, também, nunca deixamos de prestigiar com destaque os bons projetos, enaltecendo as grandes realizações que beneficiaram a população.

Através de nossas editorias, sempre procuramos mostrar aos cidadãos que deveriam participar civicamente do processo de desenvolvimento que dinamiza Sorocaba e a coloca como um das 10 cidades mais desenvolvidas do Estado de São Paulo e entre as 30 mais importantes do País. Acima de tudo, mostramos a importância de cobrar os direitos, mas sem jamais deixar de cumprir os deveres.

Nestes tempos de grande turbulência nacional, o DIÁRIO tem procurado de todas as formas oferecer o melhor à população em geral, ao poderes públicos, em seus diferentes níveis e instâncias, à classe empresarial e à educação. Não há crescimento econômico derivado de passes de mágica. Não há avanço educacional e cultural em meio à pobreza e à inércia. Mas um e outro não podem prescindir do instrumental adequado para produzir os resultados que se tem em mente. É assim, a nosso ver, que se constrói o futuro de uma cidade. É dessa forma, procurando sempre oferecer o melhor, que queremos continuar trabalhando pela cidade. A hora é de informação, conhecimento e comunicação nas escalas mais elevadas. É preciso estar atento a isso em todos os momentos.

Ao fazer essa opção, o próprio DIÁRIO se renova e reforça seu ânimo para prosseguir nessa trajetória já tão duradoura. Trajetória que, como todos os sorocabanos sabem, não têm sido fácil para o jornal, mas que fazemos questão de levar em frente da melhor maneira possível, já que é dessa forma que podemos colaborar para uma Sorocaba cada vez melhor para todos os sorocabanos.         

De certa forma, o que queremos, na verdade, é a reinvenção de propósitos e procedimentos sem o abandono dos princípios éticos que tiveram início em 1958 e que se constituíram em normas de conduta definitiva. É com esse espírito de evolução que se renova permanentemente que o DIÁRIO quer continuar sua missão histórica, acompanhando de perto a trajetória de Sorocaba e dos sorocabanos.
 
 
 
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