Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< Bombeiros participam de simulação de emergência química em fábrica

Publicada em 05/07/2013 às 00:09
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Para especializar cada vez mais o atendimento a ocorrências que envolvam produtos perigosos, 22 bombeiros de toda a região de Sorocaba participaram do “Curso de Atendimento a Emergências Químicas”, oferecido pelo 15º Grupamento de Bombeiros durante quatro semanas. Após aulas teóricas e práticas, a última atividade que serviu para concluir os ensinamentos foi uma simulação com vítimas, realizada na manhã de ontem nas dependências da empresa Ihara, às margens da rodovia Castello Branco. Responsável pela fabricação de produtos para o controle de pragas, a indústria já possui brigada de incêndio, rota de fuga e oferece treinamento aos funcionários; por isso, já mantêm uma parceria com os bombeiros. 

De acordo com o tenente Nerval Correia Filho, a atividade, que contou com a participação de dois funcionários passando-se por vítimas, simula uma ocorrência atípica que pode envolver produtos tóxicos e inflamáveis. Nesse caso, era tóxico, e a inalação pode levar a óbito. “Por esse motivo, os dois bombeiros que atendem e chegam perto das vítimas precisam usar roupas especiais e ficar muito bem-protegidos, para também não serem atingidos e o estrago ser maior.”

CUIDADOS - Um manual utilizado pelos bombeiros contém todos os produtos químicos, bem como as medidas que devem ser tomadas chegando ao local e a distância segura que devem permanecer as demais pessoas e equipamentos. Antes de ir ao encontro das vítimas, a equipe monta estrutura conhecida como “corredor de descontaminação”, que inclui uma piscina de plástico e um chuveiro. Todos os que forem ao local da ocorrência devem passar pela estrutura e receber uma banho de água. “Isso serve para não levar produto perigoso à viatura e posteriormente à área hospitalar. A prioridade são as vítimas e por isso é necessário montar os equipamentos antes do resgate”, explica o tenente.

No caso, o produto que era manuseado pelas vítimas é o MCF, que, segundo o diretor industrial da Ihara, Edson Narita, é uma das matérias-primas usadas na produção de um formicida. “Ele realmente precisa de uma manipulação com cuidados diferenciados. Essa parceria com os bombeiros possibilita treinar ainda mais os funcionários, pois, mesmo tendo toda a estrutura como rota de fuga, não queremos usá-las.” 

SIMULAÇÃO - Um brigadista que fica na empresa acompanhou os dois bombeiros que iniciaram a simulação. Os três vestiam roupas especiais com cores chamativas e, por baixo, usavam máscara e levavam um cilindro com gás oxigênio. A primeira vítima a sair ainda estava consciente e caminhou com a ajuda dos bombeiros; já o segundo funcionário voluntário representou uma vítima inconsciente e precisou ser transportado numa maca. Os quatro passaram pela descontaminação enquanto outros dois bombeiros, que ficam de reserva, foram ao local para estancar o vazamento. Na volta, um deles teve de ser socorrido antes de passar pelo banho de água, pois um incidente com a máscara fez com que perdesse o oxigênio. 

Além da ambulância, uma viatura especial para ocorrências com produtos perigosos e o helicóptero Águia da Polícia Militar, auxiliaram a simulação. Uma das vítimas, inclusive, foi transportada pelo ar até um hospital. 


 
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