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<< 'Feira do Rolo' deve atrair pessoas de toda a região

Publicada em 30/06/2013 às 12:41
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Facões, arreios, chapas e até mulas, tudo o que foi ligado ao universo do tropeiro deve estar presente hoje na “Feira do Rolo”, que começa às 9 horas na sede da Fazenda Passa Três, conhecida como “Casarão de Brigadeiro Tobias”. Aberto ao público desde o final de abril com a exposição “Apeiros Tropeiros”, o imóvel datado de 1780 vai abrigar a feira anualmente no final de junho, agora oficialmente, já que a troca ocorre todos os anos de forma espontânea. Pessoas de toda a região devem participar do evento, que contará com uma barraca de alimentação, onde serão comercializados almoços e bebidas, com renda revertida à Associação de Apoio às Vítimas de Queimaduras (Aviq). 

“A feira é uma questão cultural, herdada da Feira de Muares, e eles trocam de tudo que diz respeito ao animal. Independente do valor em dinheiro, a negociação e a vontade de ter alguma peça, seja para integrar uma coleção ou usar mesmo, é o que move a troca”, explica a diretora do Casarão, Sônia Nanci Paes. Mantendo a tradição, as mercadorias serão expostas no chão. Desde ontem, Sônia e o tropeiro Álvaro Augusto Antunes Assis estão nos preparativos para receber os visitantes. Grande parte do acervo que está no Casarão, que inclui facões, chapas, arreios, uma canastra de 1896 e objetos em geral, pertence à Assis.

EXPOSIÇÃO – A praça 9 de Julho e a ponte Francisco Dell’Osso estão retratadas em telas do artista Ettore Marangoni, que integram a exposição no local. Onde antes havia um quarto, foi montada uma capela com imagens de São Francisco de Assis, São Gonçalo, São Pedro e São Lázaro, de quem os tropeiros eram devotos. “A história dos tropeiros está ligada ao catolicismo e São Gonçalo é padroeiro dos violeiros. Antigamente, a festa do Divino Espírito Santo era realizada na semana da Feira de Muares. Por isso também iniciamos a abertura do Casarão com a Reza de São Gonçalo”, explica Sônia. 

Durante esse período, diversas escolas e grupos foram conhecer um pouco mais sobre a história do local e da cidade. Numa estante de vidro duas coleções de miniaturas de tropas mostram como as mulas eram usadas antes e depois de serem comercializadas. O Estado de São Paulo era maior do que é hoje e chegava até Santa Catarina. Na época, o Rio Grande do Sul ainda não existia e Sorocaba ia até a área de Curitiba. “Sorocaba era o único lugar do mundo onde comercializavam tropa chucra, mas não criavam. Eles buscavam na região sul e traziam para a feira. Então, os animais eram mercadoria e após a troca eles é que levavam outros produtos”, explica a diretora. Para quem quiser conhecer de perto o acervo e também participar da “Feira do Rolo”, basta ir ao Casarão de Brigadeiro Tobias. Mais informações pelo telefone (15) 3236.6856 e 9718.9754


 
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