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<< Semáforo sonoro ainda não funciona na cidade São muitas as dificuldades de mobilidade enfrentadas em Sorocaba pelos deficientes visuais

Publicada em 22/06/2013 às 17:05
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Calçadas irregulares, buracos, postes, veículos estacionados na calçada e guias não rebaixadas são alguns dos obstáculos enfrentados por deficientes visuais para se locomover pela cidade. Muitos dizem que, longe da região central, a situação é ainda mais complicada. O fato é que ainda não há um padrão de construção ou adequação das vias e guias em Sorocaba e a população também não se conscientizou sobre a necessidade de deixar todos os locais acessíveis aos deficientes.  

Algumas ruas do Centro contam com piso podotátil que auxilia a marcação de espaço. A lei 9.648, nascida de proposta do vereador Mário Marte Marinho Júnior (PPS), está em vigor desde 2011, mas ainda não surtiu efeito. Ela institui o `semáforo sonoro' em Sorocaba e prevê a implantação dos equipamentos mediante um estudo, que definiria a quantidade e os locais propícios para recebê-los. Entretanto, conforme informa a Urbes - Trânsito e Transportes há somente um semáforo ainda em testes e que vem apresentando sucessivos problemas de funcionamento, por isso aguarda reparos do fabricante. 

FUNCIONAMENTO - Assim que o botão do equipamento é pressionado por três segundos, ele emite sinais sonoros que informam ao deficiente visual o momento seguro para fazer a travessia na rua. Uma equipe técnica da Urbes realizou os estudos em contato com a Associação Sorocabana de Atividades para Deficientes Visuais (ASAC), que definiu os locais de maior frequência dos atendidos pela instituição para que fossem instaladas as botoeiras. Ao todo, foram destacadas sete vias com 14 botoeiras. No próximo dia 6, completam-se dois anos desde que a lei entrou em vigor, porém, também segundo a Urbes, devido ao alto custo de implantação não será possível oferecer o serviço em toda a cidade. O exercício da cidadania em ajudar os deficientes na travessia é uma maneira suprir essa necessidade. 

Outro ponto destacado pela empresa pública é a questão dos equipamentos, pois seria preciso definir um que atenda "as necessidades sem que apresentem problemas de funcionamento ou que não venham a causar transtornos aos moradores das imediações". Concluída essa etapa, não está descartada a ampliação de botoeiras sonoras. A legislação ainda prevê que próximo aos semáforos seja implantado piso podotátil e deixa a Prefeitura livre para firmar convênios com empresas devidamente constituídas, para que executem os serviços. Porém, a própria Urbes é responsável por adquirir, fazer a instalação e manutenção dos equipamentos. 


 
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