Quinta-Feira, 27 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< Exposição simula Meio Ambiente degradado pela ação do homem

Publicada em 06/06/2013 às 21:06
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Simulando ambientes de poluição com queimadas, lixo, seca, desmatamento e degelo, uma exposição itinerante chamou a atenção do cidadão que passou ontem pela praça Carlos Alberto de Souza, no Parque Campolim. Por iniciativa da Unimed Sorocaba, a estrutura da “Cápsula do Saber” foi montada mais uma vez na cidade e integra a X Semana do Meio Ambiente, promovida anualmente pela empresa em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, sob coordenação do Departamento de Responsabilidade Socioambiental (RSA). Com entrada gratuita a todos os interessados, a estrutura de aproximadamente 17 metros de extensão começou a rodar o País há seis anos e já passou por mais de 30 cidades. Somente nesta semana, já esteve em São Paulo, Bariri, Bauru e hoje está no Rio de Janeiro. 

SENSAÇÕES – Assim que entrava na cápsula, o visitante era surpreendido por fumaça, calor e cheiro forte, simulando a poluição urbana proveniente de queimadas, chaminés e escapamentos. Segundo a produtora cultural responsável pela exposição, Priscila Namen, o objetivo é justamente chocar a população para que, assim, haja conscientização sobre o cuidado do Meio Ambiente. “Parece que somente sentindo na pele as pessoas percebem o quanto é importante mudar e criar novos hábitos para preservar o planeta.” Monitores auxiliam e fazem explicações em cada cabine da cápsula, que ainda passa por terras sem árvores e lixo acumulado, onde a seca é tamanha que a natureza foi montada com garrafas pets. 

Um ambiente com bastante vento marca a cápsula dos ciclones e furacões, que é cercada com fotos reais que mostram a destruição causada pelo Katrina em 2005 nos Estados Unidos. Por último, um espaço que alerta sobre o degelo das calotas polares e enchentes, que atingem diversas cidades do Brasil. “Esse é um problema freqüente e acarreta em diversos outros problemas, como doenças que podem aparecer tempos depois”, explica Priscila. Do lado de fora da cápsula, estavam disponíveis dados e dicas para viver de uma maneira mais saudável que contribua com o Meio Ambiente. Consumir frutas da época é uma ação que, segundo a produtora cultural, faz com que desestimule a utilização de fertilizantes ou produtos que acelerem o crescimento dos alimentos. “Ouvimos vários visitantes dizerem: nossa, mas o planeta vai ficar assim mesmo? Então, essas situações auxiliam bastante na transformação de hábitos. Essa educação ainda na infância é ainda mais importante, pois eles se transformam em agentes multiplicadores.” 

Ajudando na diminuição de resíduos sólidos destinados ao aterro sanitário, o casal Ronaldo dos Santos, metroviário, e Ida Cleto dos Santos, educadora física, faz coleta seletiva em casa. Eles contam que, na terça-feira (4), viram um sofá dentro do rio Sorocaba, próximo ao Parque das Águas e afirmam não entender o que leva uma pessoa a tomar essa atitude. “Eu também separo o óleo usado na cozinha e levo a uma igreja próxima a minha casa, onde transformam em sabão”, conta Ida. Cerca de 40 alunos do segundo ano da EE "José Osório", também foram conferir de perto a exposição itinerante. Para a professora Maria de Lurdes Muniz, a conscientização ainda na infância é um dos caminhos para proteger o Meio Ambiente. “O futuro está nas mãos deles, que devem preservar, cuidar e passar esse aprendizado.” 


 

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