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<< Jornada Mundial da Juventude trará fiéis de todo o mundo

Publicada em 01/06/2013 às 22:51
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Com o lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19), a XXVIII Jornada Mundial da Juventude (JMJ) será realizada no Rio de Janeiro entre os dias 23 e 28 de julho. O evento, que reúne milhares de jovens católicos do mundo todo, foi criado em 1985 pelo Beato Papa João Paulo II e, desde então, ocorre em todos os ano em nível diocesano durante o Domingo de Ramos e a cada dois ou três anos, celebrado com grandes acontecimentos. Durante a última edição da JMJ, em Madri, na Espanha, no ano 2011, o Papa Emérito Bento XVI anunciou o Brasil como o próximo país a sediar a Jornada. 

O padre Wagner Ruivo, conhecido como Waguinho, da Paróquia São José Operário, na Vila Progresso, acompanhou de perto o anúncio. “Estávamos na expectativa, pois sabíamos do interesse do Vaticano em sediar a Jornada no Brasil ou México. No momento do anúncio, foi uma apoteose e o ritmo madrilenho deu lugar ao samba.” A última vez que um país da América do Sul recebeu os fiéis para este megaencontro foi em 1987, na Argentina, cidade natal do atual Papa Francisco. 

A cada edição, a JMJ reúne cada vez mais jovens, e no Brasil são esperados cerca de 2 milhões de fiéis. Até agora, o recorde de público, segundo padre Waguinho, foi registrado nas Filipinas em 1987, onde mais de 3 milhões de fiéis acompanharam as atividades. “A Jornada reúne mais público do que a Copa do Mundo e das Olimpíadas juntos!”, ressalta o padre. As vagas para o evento são distribuídas entre as Arquidioceses, e a de Sorocaba já contabiliza 390 jovens inscritos com passagem para o Rio de Janeiro. “O número deve ser maior, até mesmo porque alguns jovens vão de outra maneira, sem ser pela Arquidiocese”, frisa o padre. 

O sacerdote lembra ainda que para a realização de grandes eventos como esse, é necessário investimento também do governo. O fato faz surgir algumas críticas, mas nada que interfira na organização. “Na Espanha, por exemplo, a economia gerou quatro vezes mais que o investimento, devido ao número de turistas que vão ao país. O benefício é espiritual e econômico”, declara o padre. 

SEGURANÇA – Recentemente o Exército Brasileiro realizou a 9ª edição da Operação Lajeado, que consiste em treinamentos diversos da corporação para a atuação em megaeventos, incluindo a Jornada Mundial, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. 

Sorocaba foi uma das cidades do interior que recebeu os militares, cerca de 1.300 homens, que fizeram simulações de deslocamentos e segurança de comboio. O Papa Francisco, que chega às 16 horas do dia 22 de julho e permanece até o dia 28, deverá circular em carro blindado e evitar o deslocamento de helicóptero. O palco que abrigará a Santa Missa de abertura da JMJ celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, será o maior já montado na orla de Copacabana.


Orientações aos peregrinos

Confira algumas dicas básicas para ir ao Rio de Janeiro, sobretudo, para pequenos grupos ou aqueles que não fretarão transporte.

No aeroporto, há empresas que possuem linhas de ônibus até o centro da cidade, as quais rodam de uma em uma hora em média. O valor varia de R$ 5 a R$ 12. Voluntários estarão no aeroporto orientando os peregrinos.

Se você estiver num grupo de poucas pessoas e preferir mais comodidade, pode pegar um táxi; no entanto, o valor da corrida não é tão barato. A dica é esta: prefira o táxi apenas para trajetos curtos (taxistas receberão em outras moedas).

Para participar dos atos centrais e das várias atividades da JMJ espalhadas pela cidade, prefira o transporte público (ônibus e metrô). Para os que fizeram inscrição, o kit peregrino contém passe-livre para este serviço.

Segundo a organização do evento, os peregrinos ficarão hospedados por regiões linguísticas para facilitar a mobilidade. Por exemplo: os grupos de língua italiana serão divididos na mesma região, na qual haverá a catequese de língua italiana, assim, não precisarão se deslocar para outras regiões da cidade.

Quem já participou de outras Jornadas sabe que não existe muito conforto em um acontecimento mundial como este; pois se trata de uma peregrinação que exige uma dose a mais de renúncia, sacrifício e tolerância. Portanto esteja disposto a caminhar muito pela cidade do Rio de Janeiro e contemplar a sua beleza natural.


Semana Missionária em Sorocaba

Antes, a chamada de pré-JMJ, a Semana Missionária que antecede a Jornada Mundial da Juventude, vai ocorrer entre os dias 16 e 20 de julho nas Dioceses, quando os bispos e padres reúnem os jovens para congregá-los e prepará-los para o grande acontecimento religioso. Segundo o padre Waguinho, serão desenvolvidas diversas atividades durante a semana, como Adoração ao Santíssimo Sacramento e a Confissão. “O objetivo é focar nos jovens da cidade”, conta o padre. 

O grande evento da Semana Missionária será no dia 20 de julho a partir das 13 horas no Parque das Águas, com a presença do arcebispo metropolitano de Sorocaba, dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, que irá catequizar os jovens presentes. Os encontros são abertos a todos e somente no Estado de São Paulo estão sendo realizados em mais 32 Dioceses. Mais informações sobre a Jornada constam no site oficial www.prejmjsorocaba.com.br.


Esquenta #JMJ

E já que o foco da Jornada são os jovens, nada mais justo do que falar na linguagem deles. Por isso, o evento que antecede a Semana Missionária recebeu o nome de “Esquenta #JMJ”. Conforme o padre Waguinho, o encontro no Santuário Santa Filomena, no Jardim Abaeté, inicia a programação e também deve contar com a presença de Dom Eduardo. Ao que tudo indica, Sorocaba também deverá receber jovens estrangeiros que virão especialmente para a Jornada no País. Ainda não foi fechado, mas 43 alemães devem ficar hospedados na cidade durante a Semana Missionária. “Ficamos contentes com o contato dos alemães, pois geralmente são as capitais que recebem os estrangeiros”, explica o padre. Uma das condições que interfere na viagem é a crise econômica que afeta diversos países da Europa. Caso venham, os jovens ficarão hospedados em casas de famílias que demonstrem interesse em recebê-los. “Como não é um número tão grande, pensamos na possibilidade de cada Paróquia ficar responsável por quatro ou cinco jovens.” 


 

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